terça-feira, 7 de maio de 2013

Único consenso no Congresso é que a MP dos Portos é a questão mais delicada da política nacional.

O único consenso a respeito da MP dos Portos em Brasília é de que esta é a votação mais delicada entre as quatro medidas provisórias que trancam a pauta do Congresso Nacional neste início de semana. O Governo Federal não aceita alterações que mudem radicalmente o teor da MP 595, enquanto alguns parlamentares tentam incluir textos que favoreçam os seus representados. As principais divergências concentram-se nos contratos de arrendamento. O Governo quer realizar novas licitações rapidamente e ter a posibilidade de decidir se futuros contratos de 25 anos deverão ser renovados pelo mesmo período, sem que isso ocorra automaticamente, como querem os empresários. O Governo Federal está preocupado com a possibilidade da MP dos Portos não ser votada na Câmara e no Senado até 16 de maio, data em que a Medida "caduca". Para piorar, desde a última semana reuniões entre as lideranças e a votação na Câmara já foram adiadas repetidamente. A presidente Dilma Rousseff vem afirmando que a MP 595 é crucial para agilizar o embarque e desembarque de mercadorias nos portos brasileiros e pede um consenso urgente. Os hoteis de Brasília estão lotados de representantes de investidores, terminais portuários, indústrias e de vários segmentos do processo produtivo nacional.

Logística do país tem 33% do desempenho dos competidores.

Brasil precisaria aumentar em três vezes os índices de desempenho da infraestrutura de transportes nacional para chegar aos melhores níveis praticados pelos competidores internacionais do país, conclui estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que será apresentado hoje. "Os investimentos feitos nos últimos 12 anos na área de transporte estão muito aquém das necessidades", comentou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. "O que falta é uma gestão eficiente, muitos dos investimentos são feitos e acabam custando muito mais do que deveriam", disse. "Falta planejamento, estratégia, seriedade e coragem para tirar as coisas do papel e fazer acontecer."O estudo da Fiesp constatou que a maior malha viária no país, a de rodovias, com uma média de 2,5 km por 10 mil habitantes, é, ainda, 43% menor que o padrão de excelência internacional, de quase 4,8 km por 10 mil habitantes.Desde o ano 2000 o indicador brasileiro oscila em torno dos 50%. E esse é o item onde o Brasil tem menor diferença em relação ao padrão desejável, o chamado "benchmark", no jargão técnico. O frete rodoviário, de US$ 51,75 para cada mil toneladas por km (em 2010, último ano com dados internacionais para comparação, pelo estudo da Fiesp) é 270% maior que a média de excelência mundial, de US$ 14."Temos rodovias, hidrovias, ferrovias, portos e aeroportos com defasagem, custos altos, tudo isso atrapalha muito a competitividade e o desenvolvimento do Brasil", reclama Skaf. Os dados sobre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos foram reunidos em um único indicador, o Índice de desempenho Comparado da Infraestrutura de Transportes (IDT), que, em 2010 (o último ano da serie calculada pela Fiesp), chegou a 33%. Esse índice indica uma infraestrutura com um terço do desempenho existente nos países que mais competem com o Brasil no mercado internacional.O IDT, calculado com base em dados das 50 principais regiões metropolitanas brasileiras, e 18 indicadores diferentes, é a primeira tentativa de quantificar a insuficiência e ineficiência da estrutura de transportes no país. "Nossa intenção, com o IDT, é fazer uma radiografia, não estamos apontando as politicas públicas a serem adotadas", diz o diretor do departamento de infra-estrutura da Fiesp, Carlos Cavalcanti.Ele comenta, porém, que, ao adotar marcos regulatórios que deixam ao setor público o planejamento e controle e ao setor privado a execução e gestão de obras e serviços, o governo caminha para enfrentar os problemas apontados pelo indicador da Fiesp. "O Brasil adotou, nos últimos anos políticas públicas muito consistentes, muito corretas no sentido defendido pela Fiesp", disse Cavalcanti.O caminho a percorrer é longo, no entanto, como apontam os indicadores de oferta, intensidade de uso, qualidade e custo da infraestrutura de transportes reunida pela Fiesp. O Brasil está bem servido de aeroportos, mas com baixa capacidade: em 2010, enquanto os melhores aeroportos mundiais abrigavam 88 pousos e decolagens por hora, os aeroportos da Infraero registravam 38. Esse número representa 43% do benchmark internacional, uma evolução dos 32% referentes ao IDT calculado para o ano 2000.Os piores desempenhos do Brasil em relação ao padrão de excelência mundial são os relativos a ferrovias (20%) e hidrovias (21%). No caso do transporte ferroviário, embora a capacidade de transporte (tonelagem por quilômetro de linha férrea) seja equivalente ao benchmark internacional, a extensão da malha ferroviária está 93% abaixo do ideal, e o frete por ferrovia é quase 16 vezes maior que o melhor padrão praticado no mundo - no quesito frete ferroviário o benchmark internacional é de apenas 6% do custo brasileiro.Cavalcanti comenta os altos custos de logística, que fazem, por exemplo, com que as mercadorias que levam 324 minutos para ser liberadas nos aeroportos de padrão mundial levassem quase 3,2 mil minutos nos aeroportos da Infraero, em 2010. O custo de se levar um contêiner de 20 pés da região metropolitana ao local da exportação era de, em média, US$ 621 mil no exterior e de quase US$ 1,8 mil no Brasil - indicador que, no começo de 2012, deve ter sofrido deterioração, com os engarrafamentos da safra nos gargalos logísticos do país. "Uma das medidas urgentes é fazer o desembaraço de carga 24 horas por dia, cargas de bilhões esperam nos portos e os funcionários públicos param de trabalhar às 17 horas", critica o diretor da Fiesp.

Fonte: Valor Econômico/Sergio Leo | De Brasília

Logística põe Brasil longe da excelência.

Brasil precisaria aumentar em três vezes os índices de desempenho da infraestrutura de transportes para chegar aos melhores níveis praticados por seus competidores internacionais, diz estudo da Fiesp que será divulgado hoje. O levantamento constata que a maior malha viária no país, a de rodovias, com uma média de 2,5 km por 10 mil habitantes, é ainda 43% menor que o padrão de excelência internacional, de quase 4,8 km por 10 mil habitantes.Desde o ano 2000 o indicador brasileiro oscila em torno de 50%. E esse é o item em que o país tem menor diferença em relação ao padrão desejável, o chamado "benchmark". O frete rodoviário, de US$ 51,75 por mil toneladas por km, era 270% maior que a média de excelência mundial, de US$ 14 em 2010, ano mais recente com números internacionais.Os dados sobre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos foram reunidos em um único indicador, o Índice de Desempenho Comparado da Infraestrutura de Transportes (IDT), que, em 2010, chegou a 33%. O que significa uma infraestrutura com um terço do desempenho dos países que mais competem com o Brasil no exterior.

Fonte: Valor Econômico/Por Sergio Leo | De Brasília

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Órgãos federais abrem 24 horas no porto de Paranaguá.

Começa hoje, segunda-feira(06), o funcionamento 24 horas dos serviços federais de fiscalização no Porto de Paranaguá. A mudança vale principalmente para a Anvisa e para a Receita Federal. Além do próprio porto, a Polícia Federal e a Capitania dos Portos já atuam de forma ininterrupta. Segundo a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), a Anvisa atua hoje em esquema de plantão das 8 às 20 horas, com dez servidores. No novo regime, mudará o plantão para duas escalas: das 7 às 19 horas e das 19 às 7 horas. Já a Receita Federal do terminal mudará o plantão, hoje feito de 12 por 36 horas semanais, para 24 horas. A expectativa é que trâmites como a liberação de cargas, principalmente contêineres, fique mais rápida.

Pouca informação explica menor participação de pequenos no comércio exterior.

Apesar das micro e pequenas empresas (MPEs) representarem 45% das companhias exportadoras brasileiras em 2011, a soma do valor em dólares das vendas externas dessas firmas representava apenas 0,8% do total das transações.Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.A principal razão para a fraca participação, dizem especialistas, é a falta de informação sobre como exportar, além do pouco conhecimento sobre mercados externos.Para Rose Mary Estacio, consultora de comércio exterior do Sebrae, muitas MPEs desconhecem as vantagens da internacionalização, que incluem isenções fiscais de IPI, PIS e Cofins em algumas modalidades de exportações.Com foco nas vantagens do mercado externo, uma pequena empresa de Mogi das Cruzes (SP) conquistou espaço em diversos países antes de seu lançamento no Brasil. Segundo Jeferson Umezaki, gerente comercial da MN Própolis, a empresa fundada em 1992 já nasceu exportando toda a produção para o Japão.Especializada em produtos orgânicos e derivados do mel, somente 12 anos depois, em 2004, a empresa passou a desenvolver produtos para atender ao mercado interno.Umezaki diz que o fundador da empresa, Norihito Matsuda, sabia da demanda por própolis no Japão quando o produto ainda era pouco conhecido por aqui. Atualmente, a MN Própolis exporta para mais de dez países.Nos últimos anos, passou a se dedicar também ao consumidor local e, hoje, 50% do faturamento da empresa já vem do mercado interno.

Dilma entra pessoalmente na defesa da reforma portuária.

A fim de evitar que a MP dos Portos não seja aprovada, a própria presidente Dilma Rousseff decidiu deixar os bastidores e entrar em campo. Ao pedir em público, na sexta-feira, em Minas Gerais, para que o Congresso Nacional seja sensível e aprove o novo marco regulatório, ela coloca todo o seu prestígio e cacife político em jogo. Caso não seja aprovada, seria impossível prever quando haveria clima político para retomar a atrasada reforma.  Seria uma derrota pessoal. Além da leitura da presidente de que o novo marco é necessário, trata-se de uma pauta para manter o Brasil globalmente competitivo e atraente para o investidor estrangeiro.

Qualidade de obras para a Copa é questionada após cratera ao lado do Maracanã.

A qualidade das obras de infraestrutura executadas visando a Copa do Mundo de Futebol de 2014 foi questionada após o rompimento de uma tubulação que abriu uma cratera de aproximadamente quatro metros de altura em frente ao Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.Reparos ainda estão sendo feitos nesta segunda e o trânsito ao redor do estádio está comprometido. O trecho terá novo asfaltamento. A foto da grande cratera rodaram o Brasil neste final de semana. Apesar das acusações, o presidente da Cedae, Wagner Victer, disse que o tubo se rompeu devido a um desgaste do material. Depois de uma vistoria, a Cedae descartou a possibilidade de as obras no entorno do Maracanã terem provocado o rompimento de uma tubulação da companhia na Avenida Radial Oeste, Zona Norte da cidade.
Fonte: da Agência O Globo.