Considerada inovadora no tráfego de commodities agrícolas no país, a estação de transbordo flutuante construída pela Amaggi no rio Madeira, no Amazonas, está parada por falta de um entendimento no governo federal sobre como licenciá-la. O empreendimento, idealizado para elevar a capacidade de escoamento de grãos do Centro-Oeste, deveria ter entrado em operação em maio deste ano.
Segundo Jorge Zanatta, diretor da Amaggi Navegação, a estação aguarda o aval de operação da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), responsável pela regulamentação do uso do espelho d'água - o uso das águas superficiais brasileiras. Sem isso, a companhia também não pode ter liberado o alfandegamento por parte da Receita Federal. "Estávamos otimistas com a celeridade da obra, mas o otimismo foi tomado pela burocracia", disse o executivo.
Conforme Zanatta, a entrada com a documentação no órgão ocorreu em março de 2014. Desde então, já foram feitos 12 protocolos com informações adicionais. "Por ser um empreendimento novo, ainda há dúvidas entre os técnicos sobre como atuar", afirmou. Procurada, a SPU disse não ter porta-voz disponível na semana passada.
O que estaria causando a demora seria a forma adequada de regulamentar um porto que, ao contrário dos terminais tradicionais, não está fincado em terra. Por ser flutuante, a nova estação de transbordo da Amaggi está fundeada em pleno rio. De um lado atracam as barcaças, e do outro os navios exportadores. Um guindaste acoplado à estação irá fazer a transferência direta dos grãos, sem a necessidade de armazenamento da carga.
O atraso já provocou prejuízos. "Deixamos de embarcar três navios, cada um carregado com 55 mil toneladas de soja", disse Zanatta. A companhia afirma também estar perdendo a janela de nível mais baixo do Madeira - iniciada este mês - para realizar ajustes operacionais e treinamentos, preparando-se para a próxima safra.
O terminal flutuante está em Itacoatiara (AM), onde a Amaggi já está posicionada com outro terminal portuário. O empreendimento faz parte de um pacote de R$ 1 bilhão em aportes em logística, aquisição de terras, estrutura para originação e beneficiamento de grãos - boa parte destinado ao corredor Madeira.
A construção do terminal flutuante foi a opção da Amaggi para ganhar capacidade de escoamento de forma rápida e sem gastar grandes somas. Um terminal convencional, construído à margem do rio ao custo de R$ 150 milhões a R$ 200 milhões, levaria no mínimo quatro anos para entrar em operação, entre construção e liberação de licenças estaduais e federais. Já o flutuante custa R$ 50 milhões e fica pronto em 18 meses. "Seria mais rápido justamente porque não envolver questões como desmatamento, titularidade da terra e outros processos", lamentou Zanatta.
Fonte: Valor Econômico/Bettina Barros | De São Paulo
A LOGÍSTICA existe desde os tempos mais antigos. Na preparação das guerras, líderes militares desde os tempos bíblicos, já se utilizavam da logística. As guerras eram longas e nem sempre ocorriam próximo de onde estavam as pessoas. Por isso, eram necessários grandes deslocamentos de um lugar para outro, além de exigir que as tropas carregassem tudo o que iriam necessitar.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
PREÇO DO PETRÓLEO É O MENOR EM SEIS ANOS POR EXCESSO DE PRODUÇÃO
O preço do petróleo caiu para o menor valor em seis anos, depois que um aumento da produção e sinais de que a economia chinesa está esfriando fez crescer a preocupação com aumento ainda maior dos excedentes. Os valores dos contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) caíram 2,5% diante da deterioração das perspectivas de crescimento chinês e da produção em julho, a maior em três anos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O acordo nuclear do Irã com as potências mundiais, no mês passado, alimentou especulações de que o país vai bombear mais petróleo, o que aumentará o excedente de oferta.
Os preços do petróleo entraram em tendência declinante, em julho, e os maiores produtores estão se preparando para uma recessão prolongada. A oferta de petróleo nos EUA ficou quase 100 milhões de barris acima da média sazonal de cinco anos, pois a produção tem demorado a cair, mesmo com a queda superior a 50% nos preços.
"É muito difícil manter otimismo quanto ao petróleo", disse Stephen Schork, presidente da Schork Group Inc, em Villanova, Pensilvânia, por telefone. "Depois que os preços romperem o piso visto durante seis anos, os traders vão começar a brigar por US$ 39".
O petróleo tipo WTI para entrega em setembro caiu 2,5%, fechando a US$ 42,98 o barril Nova York. Durante o dia, o WTI chegou a US$ 41,91, menor valor desde março de 2009. Os preços acumulam queda de 21% neste ano. Os contratos envolvendo o petróleo tipo Brent para liquidação em setembro, que expiram hoje, caíram 0,9%, terminando a US$ 49,63 o barril em Londres. O petróleo de referência europeu fechou a um prêmio de US$ 6,99 em relação ao WTI, o maior desde 15 de maio.
A desvalorização do yuan nesta semana puxou os preços do petróleo e de metais para baixo, em meio a especulações de que uma moeda chinesa mais fraca prejudicará a demanda, por tornar as importações para a China mais caras, em dólares. O Bloomberg Commodity Index, que engloba 22 matérias-primas, caiu 0,4%.
O Goldman Sachs estima que o excedente de oferta mundial de petróleo bruto é de 2 milhões de barris por dia (b/d) e que no outono (no Hemisfério Norte) as unidades de armazenamento poderão estar repletas, forçando o mercado a se ajustar, disseram analistas em um relatório datado de 6 de agosto.
"O mercado petrolífero permanecerá sob muita pressão durante os próximos dois ou três meses", disse por telefone Bill O'Grady, estrategista-chefe de mercado na Confluence Investment Management, em St Louis, que administra US$ 3,4 bilhões. "Não vejo como isso possa ter fim antes que a demanda sazonal cresça".
Cerca de 170 milhões de barris de petróleo e combustível foram adicionados aos tanques de armazenamento e 50 milhões foram estocados em armazenamento flutuante em todo o mundo desde janeiro, de acordo com o relatório do Goldman.
O excedente mundial de petróleo perdurará até 2016, disse a Agência Internacional de Energia (AIE) em um relatório na quarta-feira. Os estoques recordes vão crescer, mesmo com o consumo duas vezes maior em 2015 e uma contração da oferta de fora da Opep no próximo ano, pela primeira vez desde 2008, prevê a AIE. Os estoques não diminuirão antes do quarto trimestre do ano que vem, ou ainda mais tarde, se forem suspensas as sanções à comercialização do petróleo iraniano, disse.
A inesperada paralisação da operação de unidades de refinarias em Nova Jersey e Indiana criou a perspectiva de menor oferta de combustíveis em Nova York e Chicago e menor demanda por petróleo nas próximas semanas. O volume de insumos para a produção de destilados de petróleo permaneceu em um recorde de 17,3 milhões de barris por dia nas duas semanas findas em 7 de agosto, de acordo com a Administração de Informação de Energia. As refinarias reduziram suas taxas operacionais no mês de setembro em nove dos últimos 10 anos.
"As recentes perturbações nas operações de refinarias reduzem um pouco do consumo de petróleo e também evidenciam a próxima queda sazonal", disse Tim Evans, analista de energia na Citi Futures Perspective, em Nova York. "O processamento de mais de 17 milhões de b/d vai cair para entre 15,6 e 15,8 milhões de b/d até o fim de outubro devido a paradas programadas para manutenção. A ampliação do prêmio do WTI em relação ao Brent faz sentido."
Fonte: Valor Econômico/Mark Shenk | Bloomberg, de Nova York
Os preços do petróleo entraram em tendência declinante, em julho, e os maiores produtores estão se preparando para uma recessão prolongada. A oferta de petróleo nos EUA ficou quase 100 milhões de barris acima da média sazonal de cinco anos, pois a produção tem demorado a cair, mesmo com a queda superior a 50% nos preços.
"É muito difícil manter otimismo quanto ao petróleo", disse Stephen Schork, presidente da Schork Group Inc, em Villanova, Pensilvânia, por telefone. "Depois que os preços romperem o piso visto durante seis anos, os traders vão começar a brigar por US$ 39".
O petróleo tipo WTI para entrega em setembro caiu 2,5%, fechando a US$ 42,98 o barril Nova York. Durante o dia, o WTI chegou a US$ 41,91, menor valor desde março de 2009. Os preços acumulam queda de 21% neste ano. Os contratos envolvendo o petróleo tipo Brent para liquidação em setembro, que expiram hoje, caíram 0,9%, terminando a US$ 49,63 o barril em Londres. O petróleo de referência europeu fechou a um prêmio de US$ 6,99 em relação ao WTI, o maior desde 15 de maio.
A desvalorização do yuan nesta semana puxou os preços do petróleo e de metais para baixo, em meio a especulações de que uma moeda chinesa mais fraca prejudicará a demanda, por tornar as importações para a China mais caras, em dólares. O Bloomberg Commodity Index, que engloba 22 matérias-primas, caiu 0,4%.
O Goldman Sachs estima que o excedente de oferta mundial de petróleo bruto é de 2 milhões de barris por dia (b/d) e que no outono (no Hemisfério Norte) as unidades de armazenamento poderão estar repletas, forçando o mercado a se ajustar, disseram analistas em um relatório datado de 6 de agosto.
"O mercado petrolífero permanecerá sob muita pressão durante os próximos dois ou três meses", disse por telefone Bill O'Grady, estrategista-chefe de mercado na Confluence Investment Management, em St Louis, que administra US$ 3,4 bilhões. "Não vejo como isso possa ter fim antes que a demanda sazonal cresça".
Cerca de 170 milhões de barris de petróleo e combustível foram adicionados aos tanques de armazenamento e 50 milhões foram estocados em armazenamento flutuante em todo o mundo desde janeiro, de acordo com o relatório do Goldman.
O excedente mundial de petróleo perdurará até 2016, disse a Agência Internacional de Energia (AIE) em um relatório na quarta-feira. Os estoques recordes vão crescer, mesmo com o consumo duas vezes maior em 2015 e uma contração da oferta de fora da Opep no próximo ano, pela primeira vez desde 2008, prevê a AIE. Os estoques não diminuirão antes do quarto trimestre do ano que vem, ou ainda mais tarde, se forem suspensas as sanções à comercialização do petróleo iraniano, disse.
A inesperada paralisação da operação de unidades de refinarias em Nova Jersey e Indiana criou a perspectiva de menor oferta de combustíveis em Nova York e Chicago e menor demanda por petróleo nas próximas semanas. O volume de insumos para a produção de destilados de petróleo permaneceu em um recorde de 17,3 milhões de barris por dia nas duas semanas findas em 7 de agosto, de acordo com a Administração de Informação de Energia. As refinarias reduziram suas taxas operacionais no mês de setembro em nove dos últimos 10 anos.
"As recentes perturbações nas operações de refinarias reduzem um pouco do consumo de petróleo e também evidenciam a próxima queda sazonal", disse Tim Evans, analista de energia na Citi Futures Perspective, em Nova York. "O processamento de mais de 17 milhões de b/d vai cair para entre 15,6 e 15,8 milhões de b/d até o fim de outubro devido a paradas programadas para manutenção. A ampliação do prêmio do WTI em relação ao Brent faz sentido."
Fonte: Valor Econômico/Mark Shenk | Bloomberg, de Nova York
MINISTRO DIZ QUE PORTOS PODEM DAR RESPOSTA QUE O BRASIL PRECISA
Em palestra na Associação Comercial de São Paulo, na manhã desta última sexta-feira (14), o ministro de Portos, Edinho Araújo, disse que o setor portuário pode dar as respostas que a economia brasileira precisa para voltar a crescer, gerando novos empregos e renda.
O ministro atendeu a convite do presidente da entidade, Alencar Burti, e de sua diretoria, e falou a uma platéia formada por empresários.
“A demanda no setor portuário está aquecida e uma prova disso é o grande interesse das empresas em realizar estudos que viabilizarão licitações de novas áreas portuárias. Lançamos PMIs (Procedimento de Manifestação de Interesse) para seis áreas e recebemos 35 propostas”, afirmou o ministro.
Edinho Araújo fez um balanço do cenário atual e das perspectivas do setor portuário, lembrando que após a lei dos portos, de 2013, já foram concretizados investimentos privados de R$ 11,6 bilhões, em terminais privados, novos arrendamentos e prorrogações antecipadas de contratos.
O ministro também destacou as oportunidades contidas no PIL (Programa de Investimentos em Logística), que deverá atrair investimentos privados para o setor portuário da ordem de R$ 37,4 bilhões nos próximos anos.
Os investimentos públicos na dragagem dos canais de acesso, para manter profundidade e calado nos portos públicos, foram destacados pelo ministro. “Este ano a Secretaria de Portos realizou investimentos de R$ 1,5 bilhão na dragagem dos principais portos brasileiros. E estamos dando a esse trabalho um caráter permanente para garantir as operações”.
RECORDES
Os recordes de movimentação de cargas registrados no Porto de Santos foram comemorados pelo ministro: “no primeiro semestre do ano foram movimentadas 55,2 milhões de toneladas de cargas diversas, com destaque para os contêineres, que movimentaram quase 20 milhões de toneladas de cargas”.
O ministro reconheceu que ainda existem gargalos rodoviários, ferroviários e aquaviários, mas disse acreditar que os investimentos previstos no PIL se efetivarão, melhorando esses acessos.
“A expansão da atividade portuária é essencial para a retomada do crescimento econômico, neste cenário de ajustes’, disse. E encerrou demonstrando otimismo: “acredito que o Brasil é maior do que as crises e que os momentos de dificuldades são também de oportunidades”.
Fonte: Ascom/Secretaria de Portos - SEP/PR
O ministro atendeu a convite do presidente da entidade, Alencar Burti, e de sua diretoria, e falou a uma platéia formada por empresários.
“A demanda no setor portuário está aquecida e uma prova disso é o grande interesse das empresas em realizar estudos que viabilizarão licitações de novas áreas portuárias. Lançamos PMIs (Procedimento de Manifestação de Interesse) para seis áreas e recebemos 35 propostas”, afirmou o ministro.
Edinho Araújo fez um balanço do cenário atual e das perspectivas do setor portuário, lembrando que após a lei dos portos, de 2013, já foram concretizados investimentos privados de R$ 11,6 bilhões, em terminais privados, novos arrendamentos e prorrogações antecipadas de contratos.
O ministro também destacou as oportunidades contidas no PIL (Programa de Investimentos em Logística), que deverá atrair investimentos privados para o setor portuário da ordem de R$ 37,4 bilhões nos próximos anos.
Os investimentos públicos na dragagem dos canais de acesso, para manter profundidade e calado nos portos públicos, foram destacados pelo ministro. “Este ano a Secretaria de Portos realizou investimentos de R$ 1,5 bilhão na dragagem dos principais portos brasileiros. E estamos dando a esse trabalho um caráter permanente para garantir as operações”.
RECORDES
Os recordes de movimentação de cargas registrados no Porto de Santos foram comemorados pelo ministro: “no primeiro semestre do ano foram movimentadas 55,2 milhões de toneladas de cargas diversas, com destaque para os contêineres, que movimentaram quase 20 milhões de toneladas de cargas”.
O ministro reconheceu que ainda existem gargalos rodoviários, ferroviários e aquaviários, mas disse acreditar que os investimentos previstos no PIL se efetivarão, melhorando esses acessos.
“A expansão da atividade portuária é essencial para a retomada do crescimento econômico, neste cenário de ajustes’, disse. E encerrou demonstrando otimismo: “acredito que o Brasil é maior do que as crises e que os momentos de dificuldades são também de oportunidades”.
Fonte: Ascom/Secretaria de Portos - SEP/PR
NOVO CONTEINEIRO DA MSC ATRACA NO PORTO DE SANTOS.
O navio conteineiro MSC Naomi fez na tarde do último sábado, sua primeira escala no Porto de Santos. Esta também foi sua estreia na costa brasileira. Ele atracou por volta das 13 horas na Brasil Terminal Portuário (BTP), na região da Alemoa, Margem Direita do complexo marítimo, onde carregará 3,8 mil contêineres.
No local, antes do início das operações, houve uma recepção com homenagem a autoridades da região.
O nome do cargueiro é uma homenagem ao diretor-presidente da MSC no Brasil, o santista Elber Alves Justo. Naomi é o nome da filha do executivo. Ele será um dos homenageados no evento.
A embarcação foi construída pelo estaleiro chinês New Times Shipbuilding (NTS) e lançada no início do mês passado. Tem 300 metros de comprimento e 48 de largura, o equivalente a três campos de futebol combinados.
A capacidade de transporte do navio é de 8.800 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Quando totalmente carregado, o calado da embarcação (distância vertical da parte que permanece submersa) é de 13,5 metros. Como o limite máximo do calado em Santos é de 13, 2 metros, ele não poderá utilizar toda sua capacidade de transporte em suas escalas na região.
O MSC Naomi iniciou suas operações logo após o batismo, em julho, na China.
A BTP será a única instalação do complexo santista a receber o novo navio da MSC – que, junto com a armadora Maersk Line, controlam o terminal. Após o carregamento, a embarcação seguirá para o Porto de Paranaguá (PR).
O MSC Naomi opera na linha Extremo Oriente, ligando essa região com a costa leste da América do Sul (onde está o Porto de Santos). Outras 12 embarcações fazem o mesmo serviço, escalando em Busan (Coreia do Sul), Xangai, Ningbo, Chiwan, Yantian, Hong Kong (esses cinco, na China), Cingapura (Cingapura), Santos, Paranaguá, Buenos Aires (Argentina), Montevidéu (Uruguai) e Rio Grande (RS).
O cargueiro atracou no início da tarde deste sábado (15), no Brasil Terminal Portuário (BTP)
Meio ambiente
No ano passado, a MSC investiu cerca de US$ 250 milhões em um programa de readequação de navios. O objetivo foi modernizar embarcações mais antigas, de modo a atingir uma economia de até 80 mil toneladas no consumo de combustível e, consequentemente, deixar de emitir 15 mil toneladas de CO2 por ano em cada um desses cargueiros.
De acordo com a armadora, o grande desafio é construir uma nova proa arredondada, utilizada em navios
mais modernos, o que reduzo consumo de combustível e a emissão de CO2. Os projetos têm como premissa a proteção ao meio ambiente.
As embarcações novas são equipadas com motores modernos de baixo consumo de diesel e essa proa bulbosa. O casco é pintado com uma solução anti-incrustação, que reduz a resistência durante viagens em alto mar. Esta é uma outra medida que diminui o consumo de combustível a longo prazo.
Fonte: A Tribuna online
No local, antes do início das operações, houve uma recepção com homenagem a autoridades da região.
O nome do cargueiro é uma homenagem ao diretor-presidente da MSC no Brasil, o santista Elber Alves Justo. Naomi é o nome da filha do executivo. Ele será um dos homenageados no evento.
A embarcação foi construída pelo estaleiro chinês New Times Shipbuilding (NTS) e lançada no início do mês passado. Tem 300 metros de comprimento e 48 de largura, o equivalente a três campos de futebol combinados.
A capacidade de transporte do navio é de 8.800 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Quando totalmente carregado, o calado da embarcação (distância vertical da parte que permanece submersa) é de 13,5 metros. Como o limite máximo do calado em Santos é de 13, 2 metros, ele não poderá utilizar toda sua capacidade de transporte em suas escalas na região.
O MSC Naomi iniciou suas operações logo após o batismo, em julho, na China.
A BTP será a única instalação do complexo santista a receber o novo navio da MSC – que, junto com a armadora Maersk Line, controlam o terminal. Após o carregamento, a embarcação seguirá para o Porto de Paranaguá (PR).
O MSC Naomi opera na linha Extremo Oriente, ligando essa região com a costa leste da América do Sul (onde está o Porto de Santos). Outras 12 embarcações fazem o mesmo serviço, escalando em Busan (Coreia do Sul), Xangai, Ningbo, Chiwan, Yantian, Hong Kong (esses cinco, na China), Cingapura (Cingapura), Santos, Paranaguá, Buenos Aires (Argentina), Montevidéu (Uruguai) e Rio Grande (RS).
O cargueiro atracou no início da tarde deste sábado (15), no Brasil Terminal Portuário (BTP)
Meio ambiente
No ano passado, a MSC investiu cerca de US$ 250 milhões em um programa de readequação de navios. O objetivo foi modernizar embarcações mais antigas, de modo a atingir uma economia de até 80 mil toneladas no consumo de combustível e, consequentemente, deixar de emitir 15 mil toneladas de CO2 por ano em cada um desses cargueiros.
De acordo com a armadora, o grande desafio é construir uma nova proa arredondada, utilizada em navios
mais modernos, o que reduzo consumo de combustível e a emissão de CO2. Os projetos têm como premissa a proteção ao meio ambiente.
As embarcações novas são equipadas com motores modernos de baixo consumo de diesel e essa proa bulbosa. O casco é pintado com uma solução anti-incrustação, que reduz a resistência durante viagens em alto mar. Esta é uma outra medida que diminui o consumo de combustível a longo prazo.
Fonte: A Tribuna online
terça-feira, 14 de julho de 2015
PAÍS DEVE SE REPOSICIONAR NO COMÉRCIO EXTERIOR
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, disse no último domingo que o Plano de Exportações não se trata apenas oferecer de financiamento, seguro e garantia de forma a estimular as exportações brasileiras, mas que um ponto muito importante é de um "reposicionamento do Brasil em relação ao comércio exterior". A declaração foi feita em coletiva de imprensa que precedeu à abertura do 26º Congresso Brasileiro do Aço, realizado em São Paulo.
"O entendimento é de que o Brasil precisa se integrar de maneira mais efetiva aos fluxos de comércio, principalmente em regiões de maior dinamismo. Nesse sentido, o foco da política comercial brasileira voltou agora para mercados importantes como, por exemplo, o americano", afirmou.
O ministro citou, por exemplo, a assinatura de um entendimento feito nos Estados Unidos, que, segundo ele, irá remover barreiras não tarifárias ao acesso de produtos brasileiros. "Lembrando que muitos cobram acordo de livre comércio, mas nem sempre os acordos são tarifários, as tarifas para os Estados Unidos já são muito baixas", destacou.
Segundo Monteiro, essas barreiras nos EUA normalmente tratam de "normas técnicas". "Trabalhamos pela harmonização de convergências, com isso setores da indústria sentirão os efeitos já no curto prazo", disse.
Monteiro citou que setores como o cerâmico, de máquinas e equipamentos, têxtil, de refrigeração, de materiais elétricos, por exemplo, sentirão resultados em breve. O ministro disse que o foco, assim, é com mercados estratégicos. "Estamos focados em uma agenda pragmática", disse.
O ministro destacou ainda que a desvalorização do real frente ao dólar abriu espaço para as exportações brasileiras. "Nós já estamos detectando, firmemente, não apenas no resultado da balança comercial, mas nós estamos medindo isso pela forma que a exportação voltou ao planejamento das empresas. Toda a empresa hoje voltou a colocar a exportação no seu radar."
As preocupações com a situação da China e da Grécia fizeram com que a moeda norte-americana chegasse a ser cotada a R$ 3,234 na quarta-feira passada, a maior cotação desde 27 de março (R$ 3,241).
Para o ministro, o novo patamar do câmbio brasileiro tende a ser benéfico para a indústria nacional. "O Brasil conviveu, e nesse contexto a indústria pagou um preço caro, com um longo período de apreciação da nossa moeda. E felizmente agora, ao que parece, agora nós teremos uma taxa de câmbio mais amigável ao setor exportador", enfatizou.
O novo cenário vai permitir, disse, não só um aumento das vendas para o exterior, mas a melhora da competitividade dos produtos nacionais também no mercado interno. "Significa que isso oferece para a própria indústria algum espaço no mercado doméstico que vinha sendo ocupado pelo produto importado. Isso é muito importante, sobretudo, nesse momento de contração do mercado doméstico", acrescentou.
Em relação às exportações, o titular do Mdic afirmou que o governo está trabalhando para reposicionar o País, aproximando o Brasil de mercados fortes. "O Brasil tem que se integrar de maneira mais efetiva aos fluxos de comércio em regiões que têm maior dinamismo. E nesse sentido, o foco da política comercial brasileira se voltou para alguns mercados importantes, como o americano", ressaltou.
Monteiro afirmou que, neste momento, não há nenhum pacote a ser anunciado, mas que há canais que podem estimular a atividade industrial brasileira. O ministro disse ainda que o Brasil pode fazer uma inserção muito maior no comércio internacional. "Temos agora uma oportunidade com a desvalorização do câmbio que nos oferece uma perspectiva de um prazo mais curto e que, portanto, devemos aproveitar esse canal."
Sobre o ajuste fiscal, o titular do MDIC disse que, mais importante do que o "cumprimento numérico" da meta é provar que o Brasil está no caminho de um regime fiscal mais equilibrado. "Mais relevante é mostrar essa inflexão, mostrando que nos próximos anos, a partir de 2016, o Brasil irá gerar superávit necessário de forma que a relação dívida/PIB não se derreta", afirmou.
"O Brasil precisa reequilibrar sua economia. A dimensão fiscal é central nesse processo. Em relação ao ajuste, o governo trouxe várias iniciativas, um plano realista no sentido de poder fazer a inflexão na trajetória das contas públicas", destacou.
Monteiro disse que é evidente que para o êxito do programa anunciado é necessário que as mesmas transitem pelo Congresso. "Algumas não terão o alcance previsto inicialmente, mas na essência grande parte foi aprovada. No Congresso, ainda temos a desoneração da folha. Temos também a variável do desempenho da arrecadação", disse.
Fonte: Jornal do Commercio (POA)
"O entendimento é de que o Brasil precisa se integrar de maneira mais efetiva aos fluxos de comércio, principalmente em regiões de maior dinamismo. Nesse sentido, o foco da política comercial brasileira voltou agora para mercados importantes como, por exemplo, o americano", afirmou.
O ministro citou, por exemplo, a assinatura de um entendimento feito nos Estados Unidos, que, segundo ele, irá remover barreiras não tarifárias ao acesso de produtos brasileiros. "Lembrando que muitos cobram acordo de livre comércio, mas nem sempre os acordos são tarifários, as tarifas para os Estados Unidos já são muito baixas", destacou.
Segundo Monteiro, essas barreiras nos EUA normalmente tratam de "normas técnicas". "Trabalhamos pela harmonização de convergências, com isso setores da indústria sentirão os efeitos já no curto prazo", disse.
Monteiro citou que setores como o cerâmico, de máquinas e equipamentos, têxtil, de refrigeração, de materiais elétricos, por exemplo, sentirão resultados em breve. O ministro disse que o foco, assim, é com mercados estratégicos. "Estamos focados em uma agenda pragmática", disse.
O ministro destacou ainda que a desvalorização do real frente ao dólar abriu espaço para as exportações brasileiras. "Nós já estamos detectando, firmemente, não apenas no resultado da balança comercial, mas nós estamos medindo isso pela forma que a exportação voltou ao planejamento das empresas. Toda a empresa hoje voltou a colocar a exportação no seu radar."
As preocupações com a situação da China e da Grécia fizeram com que a moeda norte-americana chegasse a ser cotada a R$ 3,234 na quarta-feira passada, a maior cotação desde 27 de março (R$ 3,241).
Para o ministro, o novo patamar do câmbio brasileiro tende a ser benéfico para a indústria nacional. "O Brasil conviveu, e nesse contexto a indústria pagou um preço caro, com um longo período de apreciação da nossa moeda. E felizmente agora, ao que parece, agora nós teremos uma taxa de câmbio mais amigável ao setor exportador", enfatizou.
O novo cenário vai permitir, disse, não só um aumento das vendas para o exterior, mas a melhora da competitividade dos produtos nacionais também no mercado interno. "Significa que isso oferece para a própria indústria algum espaço no mercado doméstico que vinha sendo ocupado pelo produto importado. Isso é muito importante, sobretudo, nesse momento de contração do mercado doméstico", acrescentou.
Em relação às exportações, o titular do Mdic afirmou que o governo está trabalhando para reposicionar o País, aproximando o Brasil de mercados fortes. "O Brasil tem que se integrar de maneira mais efetiva aos fluxos de comércio em regiões que têm maior dinamismo. E nesse sentido, o foco da política comercial brasileira se voltou para alguns mercados importantes, como o americano", ressaltou.
Monteiro afirmou que, neste momento, não há nenhum pacote a ser anunciado, mas que há canais que podem estimular a atividade industrial brasileira. O ministro disse ainda que o Brasil pode fazer uma inserção muito maior no comércio internacional. "Temos agora uma oportunidade com a desvalorização do câmbio que nos oferece uma perspectiva de um prazo mais curto e que, portanto, devemos aproveitar esse canal."
Sobre o ajuste fiscal, o titular do MDIC disse que, mais importante do que o "cumprimento numérico" da meta é provar que o Brasil está no caminho de um regime fiscal mais equilibrado. "Mais relevante é mostrar essa inflexão, mostrando que nos próximos anos, a partir de 2016, o Brasil irá gerar superávit necessário de forma que a relação dívida/PIB não se derreta", afirmou.
"O Brasil precisa reequilibrar sua economia. A dimensão fiscal é central nesse processo. Em relação ao ajuste, o governo trouxe várias iniciativas, um plano realista no sentido de poder fazer a inflexão na trajetória das contas públicas", destacou.
Monteiro disse que é evidente que para o êxito do programa anunciado é necessário que as mesmas transitem pelo Congresso. "Algumas não terão o alcance previsto inicialmente, mas na essência grande parte foi aprovada. No Congresso, ainda temos a desoneração da folha. Temos também a variável do desempenho da arrecadação", disse.
Fonte: Jornal do Commercio (POA)
TECON VILA DO CONDE TEM NOVO RECORDE DE PRODUTIVIDADE.
O terminal de contêineres da Santos Brasil em Vila do Conde (PA) quebrou mais um recorde. Em junho, atingiu média mensal de 21,12 movimentos por hora (MPH) com volume de cerca de 3.800 contêineres movimentados, o maior indicador já alcançado pela operação, localizada no município de Barcarena.
Além desse índice de produtividade, a movimentação do navio MSC Jemima, finalizada na última quinta-feira (2), alcançou a marca de 24,04 MPH com mais de 1.000 movimentos. Trata-se do segundo maior volume operado pelo terminal em um único navio.
De acordo com o gerente da Santos Brasil em Vila do Conde, Ricardo Medina, os bons índices são resultado de um trabalho que preza pela agilidade, precisão e segurança. Por isso, o Tecon paraense foi recentemente recomendado à recertificação pela norma ISO 9001:2008, que avalia o Sistema de Gestão de Qualidade das operações. O terminal possui a certificação desde 2009.
Sobre a Santos Brasil
A Santos Brasil é prestadora de serviços portuários e logísticos completos, do Porto à Porta. Referência na operação de contêineres no Brasil, a empresa foi criada há 17 anos para operar o Tecon Santos (SP), maior terminal da América do Sul, e já investiu R$ 3 bilhões, calculados a valor presente, em aquisições, expansões, novos equipamentos, tecnologia e recursos humanos. Antecipando-se ao crescimento do fluxo de comércio internacional, a Santos Brasil colaborou significativamente para aumentar a capacidade logística portuária do País.
A produtividade do Tecon Santos é a mais alta do Brasil: média mensal superior a 100 MPH (movimentos por hora). Em abril de 2015, a companhia superou o recorde de produtividade mensal no Porto de Santos, com média de 110,65 MPH. Também em abril, o Tecon Santos bat eu a marca de 225,25 MPH na operação de um único navio.
Além do Tecon Santos, a companhia opera mais dois terminais de contêineres - Vila do Conde (PA) e Imbituba (SC) - e um terminal de veículos (TEV) no Porto de Santos. Conta também com uma operadora logística e de cargas gerais, a Santos Brasil Logística, que atua de forma integrada aos terminais viabilizando o atendimento ao cliente em todas as etapas da cadeia logística do porto até o transporte e distribuição.
Fonte: Segs/Felipe Amorim
Além desse índice de produtividade, a movimentação do navio MSC Jemima, finalizada na última quinta-feira (2), alcançou a marca de 24,04 MPH com mais de 1.000 movimentos. Trata-se do segundo maior volume operado pelo terminal em um único navio.
De acordo com o gerente da Santos Brasil em Vila do Conde, Ricardo Medina, os bons índices são resultado de um trabalho que preza pela agilidade, precisão e segurança. Por isso, o Tecon paraense foi recentemente recomendado à recertificação pela norma ISO 9001:2008, que avalia o Sistema de Gestão de Qualidade das operações. O terminal possui a certificação desde 2009.
Sobre a Santos Brasil
A Santos Brasil é prestadora de serviços portuários e logísticos completos, do Porto à Porta. Referência na operação de contêineres no Brasil, a empresa foi criada há 17 anos para operar o Tecon Santos (SP), maior terminal da América do Sul, e já investiu R$ 3 bilhões, calculados a valor presente, em aquisições, expansões, novos equipamentos, tecnologia e recursos humanos. Antecipando-se ao crescimento do fluxo de comércio internacional, a Santos Brasil colaborou significativamente para aumentar a capacidade logística portuária do País.
A produtividade do Tecon Santos é a mais alta do Brasil: média mensal superior a 100 MPH (movimentos por hora). Em abril de 2015, a companhia superou o recorde de produtividade mensal no Porto de Santos, com média de 110,65 MPH. Também em abril, o Tecon Santos bat eu a marca de 225,25 MPH na operação de um único navio.
Além do Tecon Santos, a companhia opera mais dois terminais de contêineres - Vila do Conde (PA) e Imbituba (SC) - e um terminal de veículos (TEV) no Porto de Santos. Conta também com uma operadora logística e de cargas gerais, a Santos Brasil Logística, que atua de forma integrada aos terminais viabilizando o atendimento ao cliente em todas as etapas da cadeia logística do porto até o transporte e distribuição.
Fonte: Segs/Felipe Amorim
quinta-feira, 9 de julho de 2015
CABOTAGEM PODE TER NOVAS REGRAS PARA REDUZIR CUSTOS LOGÍSTICOS NO BRASIL.
Na sequência do anúncio da segunda etapa do programa de concessões em infraestrutura, o governo discute agora mudanças na navegação de cabotagem, também com o objetivo de reduzir custos logísticos no País. Trata-se do transporte de cargas por via marítima de porto a porto dentro do próprio País. A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, trabalhou para que as medidas fossem anunciadas junto com o pacote, o que acabou não ocorrendo.
O tema, porém, não foi abandonado. Há, no momento, duas frentes de discussão dentro do governo para incentivar a cabotagem: uma no próprio Ministério da Agricultura, e outra na Secretaria de Portos (SEP), em conjunto com o Banco Mundial, coordenada também com os ministérios dos Transportes, Planejamento, Fazenda e Marinha. A tendência é que elas acabem convergindo, à medida em que as propostas amadurecerem.
O problema é que muitas das propostas têm impacto nas contas públicas, principalmente na forma de redução de impostos. E, num momento em que a área econômica discute o aprofundamento do ajuste fiscal, são poucas as chances de sucesso de propostas que vão na direção oposta. As discussões ainda não chegaram ao ponto de avaliar, com a área econômica, o que é ou não factível no curto prazo.
O trabalho da pasta que comanda os portos brasileiros, lista 31 barreiras que impedem o desenvolvimento da navegação de cabotagem no Brasil e propõe medidas em quatro “linhas estratégicas”. A de número 4, que lista incentivos ao uso desse tipo de transporte, propõe redução de 70% no Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da contribuição patronal ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Sugere também que haja “condições fiscais vantajosas às empresas para a carga movimentada mediante serviços de cabotagem”.
No conjunto, o trabalho propõe também que seja facilitado o uso de recursos recolhidos por meio do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), um tributo federal. As empresas poderiam, por exemplo, utilizar os recursos para quitar dívidas com o INSS. No Ministério da Agricultura, a proposta que circula é eliminar a cobrança desse tributo sobre a cabotagem.
Há propostas também com impacto nos cofres estaduais. O grupo sugere a eliminação da cobrança do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o combustível usado na cabotagem, igualando as condições dos transportadores locais às dos que levam a carga a outros países, na chamada navegação de longo curso.
Nem todas as mudanças criam custos aos cofres públicos. Na Agricultura e Portos, um dos entraves apontados é a burocracia. A fiscalização das cargas é idêntica, sejam nacionais ou importadas. Discute-se a adoção de regras mais simples para as cargas nacionais.
Fonte:A Tribuna On-line/Estadão Conteúdo
O tema, porém, não foi abandonado. Há, no momento, duas frentes de discussão dentro do governo para incentivar a cabotagem: uma no próprio Ministério da Agricultura, e outra na Secretaria de Portos (SEP), em conjunto com o Banco Mundial, coordenada também com os ministérios dos Transportes, Planejamento, Fazenda e Marinha. A tendência é que elas acabem convergindo, à medida em que as propostas amadurecerem.
O problema é que muitas das propostas têm impacto nas contas públicas, principalmente na forma de redução de impostos. E, num momento em que a área econômica discute o aprofundamento do ajuste fiscal, são poucas as chances de sucesso de propostas que vão na direção oposta. As discussões ainda não chegaram ao ponto de avaliar, com a área econômica, o que é ou não factível no curto prazo.
O trabalho da pasta que comanda os portos brasileiros, lista 31 barreiras que impedem o desenvolvimento da navegação de cabotagem no Brasil e propõe medidas em quatro “linhas estratégicas”. A de número 4, que lista incentivos ao uso desse tipo de transporte, propõe redução de 70% no Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da contribuição patronal ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Sugere também que haja “condições fiscais vantajosas às empresas para a carga movimentada mediante serviços de cabotagem”.
No conjunto, o trabalho propõe também que seja facilitado o uso de recursos recolhidos por meio do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), um tributo federal. As empresas poderiam, por exemplo, utilizar os recursos para quitar dívidas com o INSS. No Ministério da Agricultura, a proposta que circula é eliminar a cobrança desse tributo sobre a cabotagem.
Há propostas também com impacto nos cofres estaduais. O grupo sugere a eliminação da cobrança do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o combustível usado na cabotagem, igualando as condições dos transportadores locais às dos que levam a carga a outros países, na chamada navegação de longo curso.
Nem todas as mudanças criam custos aos cofres públicos. Na Agricultura e Portos, um dos entraves apontados é a burocracia. A fiscalização das cargas é idêntica, sejam nacionais ou importadas. Discute-se a adoção de regras mais simples para as cargas nacionais.
Fonte:A Tribuna On-line/Estadão Conteúdo
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