A LOGÍSTICA existe desde os tempos mais antigos. Na preparação das guerras, líderes militares desde os tempos bíblicos, já se utilizavam da logística. As guerras eram longas e nem sempre ocorriam próximo de onde estavam as pessoas. Por isso, eram necessários grandes deslocamentos de um lugar para outro, além de exigir que as tropas carregassem tudo o que iriam necessitar.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Vale vai anunciar venda de parte de empresa de logística neste mês.
"Demorou mais do que o esperado, mas quisemos fazer a operação sem pressa, com mais segurança, mas vamos anunciar [a venda] este mês", disse Ferreira durante teleconferência sobre os resultados da companhia, divulgados na noite de ontem.
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Apesar de queda no lucro, resultado da Vale no 2º trimestre agrada mercado
Segundo o executivo, dois investidores estrangeiros e um nacional se mostraram interessados no ativo. A VLI é uma subsidiária integral da Vale no segmento de transporte de carga geral.
A Vale reduziu seu plano de investimento e vem buscando sócios e compradores para alguns de seus negócios, como ativos na área de petróleo e gás. O objetivo é focar no core business da empresa: minério de ferro, carvão e níquel.
Fontes do mercado avaliam que a VLI deverá receber um aporte de até R$ 2 bilhões e que a Vale pode chegar a ficar com uma fatia de cerca de 30%, mas nenhum valor foi divulgado na teleconferência. A VLI atende a Vale e a terceiros.
Fonte: Gazeta do Povo (PR)/Folhapress
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Exportação de veículos cresce 2,4% em julho; produção cai 2,7%
A exportação de veículos aumentou 2,4% em julho, ao chegar a 52.456 unidades, contra 51.233 em junho. Já a produção caiu 2,7% em julho. Foram produzidas 312.300 unidades, ante 320.823 em junho. Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Na comparação do montante exportado em julho com o do mesmo mês do ano passado, o crescimento alcançou 75,9%. No acumulado do ano, o aumento foi 24,9%, com 318.610 veículos vendidos no mercado exterior, ante 255.194 registrados no mesmo período de 2012. De acordo com o presidente da entidade, Luiz Moan Yabiku, este foi o melhor mês de julho da série histórica, assim como o acumulado dos sete meses. “Essa elevação das exportações é resultado da melhoria do mercado interno dos países destinos, muito mais do que da alta cambial ou do ajuste de competitividade”. A Anfavea ainda revisou as projeções para as exportações, de 4,6% para mais de 20%. Quanto ao quesito produção, na comparação de julho deste ano com igual período de 2012, foi registrado crescimento de 3,7%. O acumulado do ano teve alta de 15,8%, com 2.169.105 novos veículos contra 1.873.671 fabricados de janeiro a julho de 2012. “A produção foi prejudicada pelas paralisações do dia 11 e pela greve dos cegonheiros [motoristas de caminhão-cegonha], além dos feriados. Por isso, essa perda aparente de produção. Mas o número está perto do que era previsto, tornado este o melhor julho da série, também em termos de produção”. Segundo o balanço mensal, as vendas de veículos no mercado interno cresceram 7,4% em julho, com 342.306 unidades contra 318.619 em junho. Em relação a julho de 2012, houve queda de 6%. No acumulado do ano, foi registrada elevação de 2,9%, com 2.141.307 de unidades licenciadas, enquanto no mesmo período do ano passado, o número chegou a 2.081.112. “Este foi o melhor mês de 2013 em vendas. Só não foi melhor porque tivemos dificuldades de fluxo nas revendas mais próximas das avenidas onde houve manifestações e feriados nos dois principais mercados [Rio de Janeiro e São Paulo]”, disse o presidente. De acordo com Luiz Moan Yabiku, a Anfavea prevê que a produção e as vendas devem ser maiores que os previstos. “Não fizemos os cálculos quanto a vendas porque o mercado é volátil e sensível a qualquer movimento, mas os índices econômicos apontam para um caminho positivo. Já a produção, pensamos que tem espaço para crescer seja pela diminuição dos importados, seja pelo aumento das exportações”, avaliou. O presidente da Anfavea avaliou ainda que o setor “festeja e chora” ao mesmo tempo o valor do dólar, que já bate a casa dos R$ 2,30. No curto prazo, de acordo com o presidente, há impactos para a indústria automotiva porque grande parte dos insumos é importada. “Mesmo assim, o governo reduziu os impostos para parte desses insumos, reduzindo um pouco esse impacto”, acrescentando que o Programa Inova Auto tem incentivado a fabricação nacional de peças. Como ponto positivo do preço da moeda norte-americana, aponta o estímulo à retomada das exportações. Sobre a produção e venda de veículos elétricos e híbridos, Moan informou que a Anfavea elaborou, recentemente, uma proposta que permita ao governo introduzir a tecnologia no país. “Nós acreditamos que o governo brasileiro não deve ser privado de experimentar e analisar todas as tecnologias disponíveis no mundo”. A entidade propõe, em uma primeira fase, importação com cota definida por empresa e isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Na segunda fase, a empresa que desejar continuar com o benefício deverá se comprometer com acesso fácil a autopeças no país e com a implantação de montadoras no Brasil.
(Fonte: Jornal Agora (RS)/ABr)
FMM libera R$ 10 bilhões para sondas da Sete Brasil.
O sinal verde dado pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM) para que a Sete Brasil contrate R$ 10,3 bilhões em empréstimos junto a bancos credenciados do fundo tende a facilitar a atração de novos financiadores para o projeto da empresa de construir 29 sondas de perfuração de petróleo, um investimento de US$ 25 bilhões. Ontem o "Diário Oficial da União" publicou relação de 39 projetos do setor naval e offshore, com investimentos totais de R$ 17,3 bilhões, que poderão ser apoiados pelo FMM. A lista inclui a construção de oito sondas da Sete Brasil, com crédito previsto de R$ 10,3 bilhões. A Sete é especializada na gestão de ativos para prestação de serviços à indústria de petróleo e gás. O presidente da Sete Brasil, João Carlos Ferraz, disse que a "prioridade" dada pelo FMM torna mais fácil atrair outros financiadores para o projeto. A "prioridade" é o primeiro passo para a concessão do financiamento bancário com recursos do FMM, fonte de financiamento de longo prazo para o setor naval e offshore. Segundo Ferraz, dos US$ 25 bilhões a serem investidos na construção das 29 sondas, US$ 20,3 bilhões ou 81% estão bem encaminhados. Nas contas de Ferraz, o valor inclui US$ 9 bilhões a serem contratados junto ao BNDES, US$ 6,3 bilhões (R$ 10,3 bilhões) do FMM e US$ 5 bilhões em recursos próprios da Sete Brasil.Restam, portanto, US$ 4,7 bilhões, ou 19% dos US$ 25 bilhões, a serem captados no mercado. Ferraz disse que a empresa tem negociações com agências de crédito à exportação da Inglaterra e da Noruega para complementar os recursos. Há ainda outras opções sendo consideradas como emissões de "bonds" no mercado internacional e de debêntures no Brasil. Outra linha de crédito possível são fontes bancárias, disse Ferraz. O planejamento da Sete Brasil previu ainda a contratação de empréstimos de curto prazo para fazer frente às necessidades enquanto os empréstimos de longo prazo não eram fechados. A Sete Brasil contratou, em julho do ano passado, linha de US$ 793 milhões com o Itaú e o Banco do Brasil e outro crédito, de US$ 1,7 bilhão, com BB, Votorantim, Santander e Bradesco. Ferraz afirmou que a empresa deve contratar, em duas semanas, outra linha de curto prazo, de US$ 1,1 bilhão, com outro "pool" de bancos, o qual não revelou os nomes. As linhas de curto prazo mais o capital próprio devem permitir à Sete Brasil levar os projetos adiante até o fim de 2014. Nesse meio tempo, a empresa espera contratar os financiamentos de longo prazo com o BNDES, permitindo dar continuidade ao projeto. O executivo afirmou que os US$ 9 bilhões a serem contratados com o banco de fomento correspondem a um valor "estimado" referente a 50% do investimento total em 21 das 29 sondas. "A Sete tem enquadradas, no BNDES, 21 sondas e esperamos até o fim do ano ter os financiamentos [dessas unidades] contratados", disse Ferraz. Normalmente, as empresas utilizam os financiamentos de longo prazo para quitar os empréstimos de curto prazo. Em relação à linha de crédito do FMM, Ferraz disse que a empresa ainda analisa quem será o agente financeiro da operação. Mas a ideia é reduzir a exposição da Sete ao BNDES. Restam, portanto, os demais agentes financeiros do FMM, sendo os principais o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Ferraz afirmou que, enquanto os recursos do BNDES devem financiar as primeiras sondas a serem entregues, os financiamentos do FMM servirão para financiar as últimas oito unidades. As oito sondas financiadas com recursos do FMM serão construídas pela Jurong (ES), Estaleiro Atlântico Sul (EAS), Ecovix (RS) e Enseada do Paraguaçu (BA).A Sete Brasil Participações tem como sócios FI-FGTS, Petrobras, Petros, Funcef, Previ, Valia, Santander, BTG Pactual, EIG e Lakeshore. (Colaborou Monica Izaguirre, de Brasília)
Fonte: Valor Econômico/ Francisco Góes | Do Rio
Sete Brasil obtém sinal verde para créditos de R$ 10 bilhões.
O sinal verde dado pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM) para que a Sete Brasil contrate R$ 10,3 bilhões em empréstimos junto a bancos credenciados do fundo tende a facilitar a atração de novos financiadores para seu projeto de construir 29 sondas de perfuração de petróleo, um investimento de US$ 25 bilhões. O presidente da Sete Brasil, João Carlos Ferraz, disse que do total a ser investido, 81% estão bem encaminhados. Os 19% restantes serão captados no mercado, por meio de bônus ou debêntures ou em agências de crédito à exportação da Inglaterra e da Noruega.
Fonte:Valor Econômico/Francisco Góes | Do Rio
Portos são subaproveitados, diz especialista.
O Brasil está com a pior infraestrutura dos últimos 40 anos e o Ceará apresenta condições favoráveis para ser o estado logístico do País. A constatação é do diretor executivo de Desenvolvimento e Pós-graduação da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende. Especialista em logística, ele compõe a lista de palestrantes da 33ª Convenção do Atacadista e Distribuidor (Abad), evento que acontece no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. Para Paulo Resende, da Fundação Dom Cabral, o Ceará tem capacidade para movimentar, em grande escala, produtos de outras regiões. Apesar de o Estado ser localizado numa posição estratégica em relação a outras regiões brasileiras e a países europeus e africanos, por exemplo, Resende considera que as potencialidades locais não são bem aproveitadas e nem observadas como deveriam por gestores públicos e pela indústria. "Além do Nordeste, o Ceará tem capacidade para movimentar, em grande escala, produtos das outras regiões, podendo ser uma porta logística para o Norte, Sul e Sudeste. Tem porto, aeroportos, ferrovia, estradas rodoviárias e está próximo à grande fronteira agrícola do País", declara. Para ele, o governo federal, sobretudo, deveria investir mais nessa capacidade industrial cearense, redirecionando corredores logísticos que cortam o Estado. Outra medida necessária, segundo Resende, seria um estudo de toda a produção nacional para identificar quais mercadorias poderiam sair e entrar pelo Porto do Pecém, "equipamento que, do ponto de vista estratégico, está sendo subutilizado", afirma. O especialista também cita a possibilidade de o Aeroporto Pinto Martins, localizado em Fortaleza, ser ponto de escala em rotas internacional. "O aeroporto poderia receber várias escalas. A grande maioria dos passageiros que desembarcam em Guarulhos (SP) ou no Galeão (RJ), por exemplo, vai para outros estados. Por que o Pinto Martins não pode ser uma rota internacional?", questiona. Ainda em relação ao transporte aéreo, Resende destaca que o número de aeroportos industriais no Brasil ainda é pequeno.
Prejuízos
Os problemas de infraestrutura logística também afetam os consumidores. Conforme Paulo Resende, existe 1,6 milhão de quilômetros de rodovias no País. Do total, menos de 12% são pavimentados, o que gera custos adicionais à cadeia produtiva local. Por isso, as mercadorias ficam mais caras e as exportações são prejudicadas. "No mercado exterior, os produtos nacionais são cerca de 50% mais caros que os dos Estados Unidos", ilustra, lembrando que o consumidor brasileiro, principalmente o nordestino, também paga mais pelas mercadorias na venda. "Em relação ao Sul e Sudeste, os custos logísticos deixam os preços 2,5% mais elevados", explica. Ceará tem mais pontos de venda no NE Tendo apresentado sucessivas altas ao longo dos últimos anos, o segmento atacadista distribuidor do Brasil, que em 2013 espera um crescimento real de 3,5%, vê no Ceará uma vantagem em relação aos outros estados nordestinos: o número de pontos de venda. Conforme o gerente de marketing corporativo da Asa Indústria, Wagner Mendes, o território cearense possui mais de 42 mil pontos de varejo. "É o maior número do Nordeste", afirma. Ainda segundo Mendes, o grande número de varejistas no Estado proporciona um maior desenvolvimento dos atacadistas, tendo em vista que o segmento é o principal elo entre a indústria e o mercado de consumo. "Essa concentração torna o estado bastante atrativo para as empresas. No caso da nossa empresa, o Ceará já representa 8% do faturamento. Um índice bastante significativo", afirma o gerente da Asa, que produz grandes marcas como Vitamilho, Palmeiron, Bem-te-vi e Invicto. Com stand montado na Abad 2013, a Asa Indústria espera ter fechado R$ 10 milhões em negócios ao fim da convenção. Segundo ele, isso representaria um acréscimo de 2,5% no faturamento da empresa. "A maioria das pessoas que visitam o nosso stand já querem fechar negócio, pois costumam ter o poder de decisão. Isso mostra o quando o evento é importante para definirmos algumas vendas até o fim do ano", explica Mendes.
Diversidade
Outra grande empresa que elogiou o elevado número de pontos de venda do Estado foi a Hypermarcas, maior empresa de produtos de marcas de saúde e bem-estar do país, que detém marcas como Cenoura & Bronze, Monange, fraldas Sapeca, Zero Cal e Jontex. Para o presidente da divisão de consumo da empresa, Nicolas Fisher, o que também chama atenção no Ceará é a diversidade do varejo."Tive a oportunidade de visitar alguns varejistas e fiquei impressionado com as diversas opções que os cearenses possuem em um mesmo local. Há grandes supermercados e farmácias, assim como mercadinhos de bairro e drogaria menores. Muito bem servido", diz Fisher. "Essa qualidade de mercado acaba fazendo com que muitos distribuidores atuem apenas no Ceará e não em vários estados, como costuma acontecer no Nordeste", complementa. O stand Hypermarcas conta com novidades para o segundo semestre de 2013, entre elas as inovações da marca Monange e Cenoura & Bronze, que vai apresentar novos produtos e reestruturação em suas embalagens. A marca Finn vai lançar sua versão stévia para os consumidores que se preocupam com a saúde. "Conseguimos reunir todas as nossa marcas, mas como temos 1,2 mil produtos, não tivemos como trazer todos", brinca Fisher. A empresa também está lançando na Abad a nova linha de produtos flavorizados dos preservativos Jontex, com aromas e sabores exclusivos.
Fonte: Diário do Nordeste (CE)
Navio da MSC vai atracar no Ceará para a Copa.
Áreas da Praia Mansa serão concedidas à iniciativa privada para o Terminal de Passageiros do Porto do Mucuripe e a retroárea de 40 mil metros quadrados e o cais de atracação de navios de 350 metros na Praia Mansa ficam prontos em dezembro de 2013. Em seguida, serão realizadas licitações de arrendamento de áreas para a iniciativa privada gerir. Tudo para o Terminal de Passageiros do Porto do Mucuripe, que vai trazer novas rotas de cruzeiros para o Ceará. O primeiro navio a atracar no empreendimento de R$ 149 milhões - com recursos da Secretaria Especial dos Portos (SEP) -, será da armadora italiana MSC, vindo com passageiros dos Estados Unidos. Chegará para a Copa do Mundo de 2014, revelou o diretor presidente da Companhia Docas do Ceará (CDC), que gere o porto, Paulo André Holanda, que acompanhou, ontem, a programação da convenção anual da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad). O evento termina hoje. O Estudo de Viabilidade Técnica Ambiental e Econômica (EVTAE), realizado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antac), está sendo desenvolvido. O documento antecipa o edital de licitação.“Não temos áreas novas de pátio ou terminal para contêiner para arrendar, por falta de espaço”, ressaltou Paulo André, deixando claro que os novos espaços a serem cedidos a empresas serão na Praia Mansa. A CDC está se responsabilizando pela obras pequenas de infraestrutura, como a parte de câmaras de segurança, escâneres e mobília. O Governo do Estado está participante com a construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que vai chegar ao terminal. Além da rota com o navio da MSC, Fortaleza poderá ser caminho também da Royal Caribbean, cujo presidente virá, em setembro, conhecer o projeto em busca de novos negócios, adiantou o diretor da CDC.
Área dos moinhos
Há duas áreas arrendadas no Porto do Mucuripe para dois grandes moinhos de trigo, M. Dias Branco e J. Macêdo. Com a proximidade do fim do contrato de arrendamento, a SEP deverá realizar novas licitações, a depender do resultado de outro EVTAE, afirmou o ministro da SEP, Leônidas Cristino. Ele palestrou ontem na feira da Abad.“Dividimos os portos públicos em quatro lotes. Vamos iniciar o processo licitatório a partir dessa sexta ou próxima segunda feira. Arrendamento no Ceará poderão ter dois”, afirmou o Ministro, confirmando o que O POVO adiantou em matéria dia 21 de fevereiro.Os estudos de viabilidade estão previstos para terminar em setembro. Se isso acontecer, Leônidas afirmou que dá início ao processo licitatório no porto ainda este ano nas duas áreas para movimentação de trigo.
Terceiro ano de crescimento
O Porto do Mucuripe movimentou 4,510 milhões de toneladas em 2012, consolidando o terceiro ano seguido de crescimento, informou Paulo André. O Porto do Pecém movimentou 4,150 milhões no mesmo período.
Fonte: O Povo (CE)
CSN prevê duplicar Casa de Pedra até o fim de 2014.
Um dos maiores projetos em andamento dentro da Cia Siderúrgica Nacional (CSN), a mina Casa de Pedra deverá ter sua duplicação concluída até o fim de 2014, atingindo 40 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, informou ontem a empresa na teleconferência com analistas. "A obra já está bem avançada", afirmou um dos diretor da siderúrgica. Ao mesmo tempo, a siderúrgica está ampliando linhas de produção e de beneficiamento da Namisa, na qual tem 60% do capital, controlada em parceria com sócios asiáticos. "Temos duas linhas já na fase final, quase prontas para entrega, que duplicarão sua produção atual", informou. Além disso, vai iniciar a recuperação de material em barragens de rejeitos. Com os atuais preços, na faixa de US$ 110 a US$ 130 a tonelada no mercado internacional, esse produto que era descartado ganha competitividade, afirmou. O terminal portuário, em Itaguaí (RJ), também teve a expansão para embarque de 45 milhões de toneladas por ano completada recentemente, segundo a empresa. Em 2014, a CSN quer iniciar uma nova fase, que elevará a capacidade a 60 milhões de toneladas por ano. Concluídas as expansão de Casa de Pedra e Namisa, mais a expansão do porto, a CSN espera a partir de 2015 estar produzindo minério nesse patamar. A produção atual é de pouco mais de 30 milhões de toneladas. Segundo a empresa, o preços do minério de ferro deverão ficar estáveis nos próximos três a cinco anos, flutuando entre US$ 100 e US$ 130 a tonelada. "A queda de preço do minério será bem mais lenta que o estimado pelo mercado", afirmou um diretor. A avaliação é que a China, maior consumidor da matéria-prima no mundo, continuará ampliando sua produção de aço (hoje no ritmo de quase 800 milhões de toneladas ao ano) e perdendo competitividade nas suas próprias minas de ferro, com reservas se exaurindo e empobrecendo (perda de teor metálico) A empresa informou também que as negociações com seus sócios asiáticos na Namisa estão em fase avançada. A empresa busca um novo modelo para o negócio, no qual uma tradings siderúrgicas do Japão, Coreia do Sul e Taiwan têm 40% de participação. Os sócios ameaçaram exercer cláusula de saída do capital da mineradora, na qual aportaram US$ 3,1 bilhões em 2008, porque a CSN não teria cumprido compromissos de investimentos. A CSN prevê investir R$ 3 bilhões no ano, informou o diretor financeiro, David Salama. A maior parte - R$ 1,9 bilhão - vai ser alocada no segundo semestre. De acordo com o diretor, neste semestre cerca de R$ 800 milhões serão destinados ao projeto da ferrovia Transnordestina, que cruza Pernambuco, Ceará e Piauí. No ano, está previsto R$ 1 bilhão na ferrovia.Um investimento complicado, a Transnordestina deverá ter em breve novo modelo societário e de investimentos, disse Salama. Há negociações na reta final com o governo federal, dependendo de assinatura de documentação. Sobre as negociações para assumir o controle da siderúrgica CSA, da ThyssenKrupp, no Rio, e de uma laminadora nos EUA, a empresa informou que não há nenhum acordo firmado.
Fonte: Valor Econômico/Ivo Ribeiro | De São Paulo