segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Porto de Santos terá teleférico para transporte de contêineres.



Transportar contêineres entre os terminais do Porto de Santos e a Região Metropolitana de São Paulo não mais em caminhões ou trens, mas por um sistema de trilhos suspensos, reduzindo o impacto ambiental da operação e melhorando as condições de tráfego nas estradas que atendem o complexo marítimo. O projeto, que será apresentado na concorrência que o Governo do Estado abrirá nas próximas semanas, para selecionar um estudo sobre modelos de transporte de cargas entre o cais santista e o Planalto, foi revelado a empresários e autoridades do complexo marítimo na tarde de ontem, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

O empreendimento foi desenvolvido pela empresa de tecnologia norte-americana Eaglerail Container Logistics e anunciado por seu proprietário e chefe-executivo de Marketing, Mike Wychocki.

A reunião com o empresário foi um dos compromissos da comitiva brasileira ontem, durante sua visita ao Porto de Nova Iorque e Nova Jersey, o principal da costa leste dos Estados Unidos. A viagem ao complexo integra a programação da edição deste ano (a 14ª) do Santos Export – Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos. O seminário foi realizado pelo Grupo Tribuna e pela Una Marketing de Eventos no mês passado, no Mendes Convention Center, em Santos.

Segundo Wychocki, o projeto de um sistema de transporte de contêineres por trilhos suspensos, uma espécie de teleférico de cargas, será apresentado na concorrência que a Dersa, empresa de transportes do Governo do Estado, abrirá nas próximas semanas para contratar um estudo sobre como melhorar a movimentação de cargas entre a Região Metropolitana de São Paulo e os terminais do Porto de Santos. A licitação é financiada pelo Banco Mundial. A EagleRail, explicou o executivo, participará do certame em parceria com o grupo brasileiro de engenharia Promon.

O empreendimento prevê a implantação de um terminal no Planalto, nas proximidades do Rodoanel e do Ferroanel de São Paulo, onde haverá a integração intermodal do sistema teleférico com rodovias e ferrovias. Desse ponto, sairá a malha de trilhos aéreos (suspensos por pilares) que descerá a Serra do Mar até chegar a Cubatão e à Área Continental de Santos. O trajeto a ser percorrido a partir desse ponto ainda será definido. Uma opção é ele entrar na região portuária pela Ilha Barnabé e, então, se subdividir, com um ramal indo para a Margem Esquerda (Guarujá) e outro para a Margem Direita (Santos), atravessando o canal do estuário por uma ponte.

Acesso aos terminais

Conforme Wychocki, o sistema deve chegar até cada um dos terminais de contêineres do complexo, percorrendo ramais distintos para cada instalação. De acordo com o executivo, a ideia já foi discutida com instalações e operadores ferroviários que atuam no Porto de Santos.

O estudo preparado pela Eaglerail engloba um sistema que transportará 500 contêineres por hora, a uma velocidade de 24 quilômetros por hora, indo do cais santista até o Planalto em cerca de duas horas. O projeto ainda prevê que as cargas de importação sejam retiradas sem serem alfandegadas. O processo de liberação da Alfândega ocorreria apenas no terminal do Planalto, que seria autorizado pela Receita Federal para esse tipo de operação.

O projeto visa facilitar a movimentação de contêineres no cais santista, que deve crescer nos próximos anos, mesmo com a atual crise financeira do País afetando o comércio internacional, prevê o executivo.

“A operação de contêineres vai crescer e Santos terá de se preparar para isso. Qual a solução? Podemos construir mais rodovias, ampliar as malhas ferroviárias até o cais. Ou então podemos inovar e melhorar. E é essa nossa proposta: oferecer um sistema de transporte mais limpo, veloz, automatizado e que reduzirá os congestionamentos nas estradas e aumentará a capacidade dos portos”, afirmou Mike Wychocki perante os empresários e as autoridades, reunidos em uma sala em um dos prédios de escritório da Sexta Avenida em Mahattan, Nova Iorque.

A apresentação foi acompanhada por representantes do Consulado dos Estados Unidos em São Paulo e da Administração Marítima do Departamento de Transportes do Governo dos Estados Unidos, além de demais dirigentes da Eaglerail.


Ainda durante a exposição à comitiva de empresários e autoridades do Santos Export, o proprietário e chefe-executivo de Marketing da Eaglerail Container Logistics, Mike Wychocki, destacou que o sistema apresentado por sua empresa visa preencher uma lacuna ainda ignorada pelo mercado.

Segundo ele, o setor de transportes marítimo tem avançado na ampliação de navios, equipamentos de movimentação de cargas nos portos e nas tecnologias adotadas em trens e caminhões, mas não desenvolve sua intermodalidade. E também não tem encontrado respostas para o transporte dos contêineres vazios – que têm Intermodalidade

O transporte por trilhos aéreos é utilizado em países como China e Japão, para a movimentação de passageiros, há mais de 100 anos, lembrou o empresário. E tem sido aproveitado para o mesmo fim, recentemente, nos Estados Unidos e em Israel. Como vantagem, explora um espaço não aproveitado (a parte aérea de rodovias, por exemplo), é movido à eletricidade (sem emissão de poluentes na atmosfera) e automatizado, destaca o empresário. E, segundo ele, sua utilização para o deslocamento de cargas é viável.

“É um sistema positivo. Mas seu principal ganho é o baixo impacto ambiental. Só precisamos instalar os pilares e a carga passa sobre a vegetação, sem quaisquer danos. E o mesmo modelo pode ser utilizado sobre rios, canais e o mar, podendo atender terminais offshore”, explicou o executivo da Eaglerail.

A empresa de tecnologia também está em negociações para implantar o modelo de transportes em outros portos do Brasil – em Itaguaí (RJ), há conversas com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) – e de outros países.

Há ainda tratativas avançadas no complexo de Nova Iorque e Nova Jersey, em Durban, na África do Sul, em Rizhou, no norte da China. Aliás, o porto asiático, que opera 3 milhões de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), deverá ser o primeiro a contar com esse modelo de movimentação de contêineres. Uma carta de intenções com sua administração para a elaboração do projeto inicial já foi assinada.

Agenda

Também na quinta-feira (27), empresários e autoridades da comitiva do Santos Export se reuniram com executivos da empresa de engenharia Aecom. Na pauta do encontro, os impactos do aumento do nível do mar nas regiões costeiras e, principalmente, nos portos marítimos.

Atualmente, a Aecom elabora planos de resiliência costeira para a ilha de Manhattan, em Nova Iorque, regiões de Nova Jersey e o Porto de Long Beach, na costa oeste dos Estados Unidos. No início do mês, a empresa foi contratada pelo Porto de Los Angeles (vizinho ao de Long Beach) para desenvolveu sua estratégia de proteção.

Fonte: Tribuna online/LEOPOLDO FIGUEIREDO

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Os desafios da gestão para o atual cenário brasileiro.

Quais são os projetos do governo para gerir e adaptar a gestão pública para a nova realidade global? Como as organizações e empresas tanto do Brasil como ao redor do mundo estão enfrentando o ambiente altamente competitivo? Essas e outras questões permearam o debate durante o Fórum de Boas Práticas, edição internacional, promovido pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), no dia 18 de outubro, em São Paulo.

Durante o evento, representantes do Global Excellence Model (GEM) da Índia, Europa, Iberoamérica, México, Japão e Singapura, participaram de um painel, apresentando os modelos de gestão implementados em seus respectivos países e blocos comerciais. Em Singapura e na Iberoamerica, as organizações nasceram para ajudar o governo a implementar processos para aumentar a competitividade. Na Europa, quase todos os países adotaram o modelo de gestão, que excedeu as expectativas e foi perpetuado ao redor do mundo. Todos foram unânimes em citar a inovação, processos, liderança, foco cliente e sustentabilidade como principais atributos para buscar a excelência das organizações.

O Brasil também foi tema das análises dos participantes. Na palestra do Dr. Gleisson Cardoso Rubin, Secretário de Gestão do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento, um recado ficou claro. A adaptabilidade do governo é para ontem. Não podemos mais permitir tamanha burocratização dos serviços prestados à população. Os cidadãos estão cada vez mais críticos e grande parte dos órgãos públicos não possui uma gestão eficiente. Não é aceitável que as pessoas durmam em filas de hospitais só para agendar uma consulta médica", exemplifica.

Entre os macro desafios do Ministério está a qualidade dos serviços, as políticas públicas efetivas e eficazes e aumentar a eficiência dos gastos públicos. “É a primeira vez de vários anos trabalhando no governo que observo um esforço de todas as esferas para desenvolver um programa integrado. Em breve, teremos a implementação da plataforma “Brasil 100% Digital”, onde o cidadão poderá solicitar e acompanhar os serviços públicos em um único canal, com uma única senha e login”.

Jairo Martins, presidente executivo da FNQ comenta que para obter a retomada de crescimento do País é necessário resgatar a confiança do empresariado, dos cidadãos e de órgãos internacionais. “Observamos durante a história de 25 anos de atuação da fundação, de que não é possível ser produtivo e competitivo sem uma boa gestão e uma liderança transformadora. Seremos sempre do tamanho da confiança que transmitimos e, neste momento de instabilidade e incerteza, se faz necessário um trabalho em conjunto, pois o Brasil é a tarefa de todos.

Escrito por Assessoria de Comunicação.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Marinha informa sobre nova convenção de controle da água de lastro.




A partir de 8 de setembro de 2017 passa a vigorar mundialmente a Convenção Internacional para o Controle e Gerenciamento da Água de Lastro e Sedimentos dos Navios. Com esta medida, os navios enquadrados na Convenção precisarão instalar um Sistema de Tratamento de Água de Lastro para cumprir as normas estabelecidas nas Regras constantes desta Convenção.


A Convenção Internacional para o Controle e Gerenciamento da Água de Lastro e Sedimentos dos Navios teve sua adoção internacional em 13 de fevereiro de 2004, com o propósito de prevenir, minimizar e, por fim, eliminar os riscos da introdução de organismos aquáticos nocivos e agentes patogênicos existentes na água de lastro dos navios que entram nos portos.

No Art. 18 da Convenção está estabelecido que essa regra só passe a vigorar 12 meses após a data em que, pelo menos, 30 Estados, cujas frotas mercantes combinadas constituam 35% ou mais da arqueação bruta da frota mercante mundial, assinem a Convenção sem reservas no que tange à ratificação, aceitação ou aprovação, ou tenham entregue na Organização Marítima internacional (IMO) o instrumento de ratificação, aceitação, aprovação ou adesão em conformidade com o Artigo 17.

Sendo assim, no dia 8 de setembro de 2016, com a adesão da Finlândia, foi atingida a arqueação bruta da frota mercante mundial necessária para provocar a entrada em vigor da Convenção 12 meses a partir desta data.




Escrito por Assessoria de Comunicação25 Outubro 2016

Antaq apresenta Sistema Eletrônico de Informações a autoridades portuárias.



A ANTAQ realizou em sua sede, em Brasília, em 17 e 18 de outubro último, a apresentação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) para as autoridades portuárias. O evento contou com a participação do secretário-geral da ANTAQ, Joelson Miranda, do coordenador de Gestão de Documentos da ANTAQ, Vinícius Lima, da coordenadora-geral do Departamento de Normas e Sistemas de Logística, do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG), Eleidimar Silva, da coordenadora de Projetos de Sistemas de Informação e representante do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Liliane Pereira, do diretor do Departamento de Gestão e Logística Portuária da Secretaria de Portos, Luiz Stanley, e do gerente de Informações e Biblioteca da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), Andre Farias, além de representantes de 17 autoridades portuárias (companhias docas, portos delegados e administrações hidroviárias).

Segundo o secretário-geral da ANTAQ, Joelson Miranda, o objetivo da apresentação é aumentar a cooperação com os demais órgãos públicos a fim de obter mais eficiência e menos burocracia: “A ideia é cooperar para que esses órgãos façam a implementação (do SEI!) e, com isso, possam aumentar sua eficiência administrativa, reduzir o tempo na tramitação de processos e diminuir custos”, contou. E prosseguiu: “A nossa participação é ser um ator mais proativo, atuando como um facilitador dessa melhora do uso dos recursos públicos”.

Para Eleidimar Silva, representante do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, o sistema traz grandes benefícios para quem o utiliza: “O nosso Ministério é responsável pelo Processo Eletrônico Nacional (PEN), que tem várias iniciativas, sendo uma delas o SEI. A nossa meta no governo federal é que em outubro de 2017 todas as instituições públicas federais já estejam utilizando o sistema e aproveitando todos os benefícios e resultados positivos que nós já constatamos com a utilização da ferramenta, como a redução do uso do papel, a diminuição do tempo de espera e o aumento da produtividade”, disse. O SEI foi desenvolvido pelo Tribunal Regional Federal da 4° Região (TRF4) e é cedido gratuitamente para instituições públicas.

Para o representante da Codesa e diretor de Infraestruturas e Operações do Porto de Vitória, Guilherme Magalhães, que assistiu à apresentação, a implementação do sistema traria mais praticidade nas gestões e na administração dos portos brasileiros: “A aplicação do SEI nas autoridades portuárias está de acordo com o programa de modernização de gestão portuária. A expectativa é dar mais agilidade nas tomadas de decisão, bem como na análise dos processos portuários, garantindo assim a competitividade do setor”, afirmou Guilherme.

A ANTAQ passou a usar o sistema de gestão de processos e documentos eletrônicos (SEI) em janeiro de 2016, após firmar acordo com no Ministério do Planejamento. Hoje, no âmbito do governo federal, cerca de 90 órgãos e entidades federais já aderiram ao SEI. Desses, pelo menos 30 já estão utilizando o sistema e outros 60 estão em processo de implantação.

Fonte: Antaq

Uma chance para o setor naval.






Após um longo período de crise, o setor naval se prepara para entrar numa perspectiva de retomada no próximo ano, a partir de mudanças do mercado como as propostas para a política de conteúdo local e para a exploração do pré-sal.

O próprio aquecimento da economia nacional também abre novas perspectivas para o setor, que já chegou a ter 82 mil pessoas empregadas em 2014 e, agora, chega a pouco mais de 40 mil no País.

Com dois estaleiros de terceira geração, mais modernos, Pernambuco pode sair na frente para conquistar encomendas de grande porte. É o que defende o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Thiago Norões. De acordo com o gestor, os empreendimentos, apesar de relativamente jovens, já atingiram um bom padrão de competitividade e, com o fechamento ou sucateamento de muitas plantas navais no País, os estaleiros Atlântico Sul (EAS) e Vard Promar, em Suape, sairiam na frente. “A produtividade deles está aumentando. Temos notícias de que as últimas entregas atingiram um desempenho muito positivo”, argumentou o secretário.

Os dois principais estaleiros do Estado são bastante diferentes em porte e em objetivo. O EAS é um estaleiro de grande porte para a construção de navios petroleiros. Já o Vard Promar está dedicado à construção de navios gaseiros e agora começou a apostar no setor de reparos. Ambos foram construídos recentemente. Considerando essas diferenças, o presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Naval (Sinaval), Ariovaldo Rocha, considerou que há boas perspectivas. “A demanda atual aponta para a necessidade de navios petroleiros e navios gaseiros, exatamente o tipo de construção naval que os estaleiros de Pernambuco vêm aperfeiçoando nos últimos anos”, disse.

De modo geral, o Brasil tem uma base industrial satisfatória para a construção naval, capaz de atender um futuro crescimento da demanda, na visão do representante do setor. A competitividade ainda é, entretanto, um desafio. “Os equipamentos de última geração necessitam de operadores qualificados e processos produtivos testados”, lembra.

Rocha ainda argumenta que a crise naval não está totalmente superada no Brasil e no mundo. “A carteira atual prevê obras até 2018, em média, mas o planejamento deveria contemplar pelo menos quatro anos à frente porque o ciclo de produção é longo”, avalia. “No próximo ano devemos ter mais definidos os impactos das mudanças vivenciadas pelo setor nos últimos anos”, acrescenta.

Estaleiros dão sinais de melhora

Mesmo antes de uma recuperação geral do setor naval no Brasil, os estaleiros pernambucanos já começaram a mostrar sinais de melhora. No começo deste mês, depois de perder várias encomendas desde 2014, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) fechou um novo contrato para a construção de cinco navios petroleiros a partir de 2019, garantindo atividades até 2022. Os navios Suezmax para a South American Tankers Company (Staco) estão orçados em US$ 1,67 bilhão (R$ 5,4 bilhões). A notícia foi um alívio para os cerca de três mil funcionários, que temiam demissões.

Este ano, o Vard Promar também fechou dois novos contratos no valor de R$ 415,5 milhões. As embarcações de apoio marítimo Plataform Supply Vessel - PSV 4500 trouxeram alívio para a empresa, do grupo italiano Fincantieri, que havia perdido dois contratos dos oito navios gaseiros encomendados pela Transpetro, um prejuízo de quase R$ 300 milhões.

Fonte: Folha de Pernambuco

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

PIANC, ANTAQ e CEPAL realizam workshop sobre navegação interior em países em desenvolvimento.



O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários - ANTAQ, Adalberto Tokarski, o presidente da PIANC, Geoffroy Caude e a representante da Divisão de Infraestrutura e Recursos Naturais, da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe – CEPAL, Azhar Jaimurzina, abriram quinta-feira (19), no Rio, o workshop Navegação interior e um uso mais sustentável dos recursos naturais: redes, desafios e oportunidades para a América do Sul. O evento reuniu, além dos dirigentes da PIANC, representantes de sete países da América Sul para debater a questão das hidrovias interiores sul-americanas de importância internacional.

O workshop aconteceu dentro da estrutura da Conferência PIANC-COPEDEC, que está sendo realizada esta semana, no Rio de Janeiro. O workshop teve por objetivo promover o debate entre especialistas regionais e internacionais e tomadores de decisão nos países latino-americanos que compartilham significativa rede de navegação interior. O interesse comum é compartilhar experiências e trocar pontos de vista sobre os desafios e o potencial de desenvolvimento da navegação interior no continente.

A estrutura do workshop foi ancorada em três grandes temas: Infraestrutura hidroviária – que busca a identificação do potencial econômico da classificação de hidrovias interiores nacionais e regionais; Regimes de financiamento para o desenvolvimento de vias navegáveis interiores, cujo foco são as tendências e desafios no investimento público e privado em vias navegáveis interiores; e Políticas e Governança para a navegação interior, voltada aos pilares de uma política nacional e regional sobre o desenvolvimento da navegação interior.

Os pontos de vista apresentados durante o encontro definirão interesses comuns e iniciarão atividades de redes de trabalho. A rede de especialistas resultante será utilizada pela PIANC, ANTAQ e CEPAL na criação de um Grupo de Trabalho da América do Sul e diálogo político regional para dar continuidade às recomendações políticas do workshop e auxiliar na sua implementação a curto e médio prazos.

Encaminhamentos do Workshop

Ao final do workshop, verificou-se que as discussões sobre “financiamento das hidrovias” foram muito ricas e trouxeram importantes elementos para construção de modelos alternativos de financiamento, considerando aspectos de sustentabilidade (fiscal, econômica, ambiental) e integração de projetos industriais com infraestrutura, evidenciando que modelos convencionais de PPP e concessões têm-se mostrado insuficientes para dar conta da viabilidade dos empreendimentos no longo prazo. Como encaminhamentos, ficou o indicativo de se dar continuidade aos estudos e discussões sobre o tema.

Quanto ao arranjo institucional dos países sul-americanos para fortalecimento da integração regional em torno das hidrovias, foi constatada a existência de várias iniciativas dos países participantes (Uruguai projeta ampliação da navegação do Rio Uruguai até o Km 800; Plano Mestre de Transporte Intermodal da Colômbia; Plano Mestre de Transportes do Paraguai; Plano Hidroviário Estratégico do Brasil; Plano de Desenvolvimento Estratégico da Bolívia), evidenciando a necessidade de se promover a integração das iniciativas e planos, através de uma maior articulação com as organizações bilaterais e multilaterais. Sobre esse aspecto, Adalberto Tokarski lembrou que deve ser levado em consideração a conformação de eixos de integração específicos e distintos, em que os países que compõem a Amazônia não se relacionam com os integrantes da bacia do Paraguai-Paraná.

A CEPAL, em conjunto com os demais organismos regionais (Banco de Desenvolvimento da América Latina - CAF, a Comissão Administrativa para o Rio Uruguai – CARU, IIRSA-COSIPLAN e outros) e as instituições governamentais de cada país, devem intensificar o diálogo com vistas à promoção da integração sul-americana por meio das hidrovias.

Em relação às discussões sobre a classificação internacional das hidrovias, ficou definido que, nos próximos seis meses, sob coordenação da CEPAL, os países interessados deverão levantar informações sobre suas hidrovias, incluindo mapas e documentos técnicos, além de indicarem representantes para participar das próximas reuniões. A data e o local da primeira reunião serão informados pela representante da CEPAL, Azhar Jaimurzina. A PIANC deverá apoiar a iniciativa, mobilizando especialistas com experiência no tema para participar das reuniões, além de, eventualmente, disponibilizar espaço na programação dos seus encontros periódicos dedicados a essa discussão.

Fonte: Antaq

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Presidente do Sindopar na Conferência IX PIANC COPEDEC.


O presidente do SINDOPAR, Sr. Alexandre Carvalho, presente na Conferência IX PIANC COPEDEC, onde se discute até sexta-feira, questões importantes de Portos e Hidrovias, notadamente da América Latina.

Na foto um dos precursores da Conferência e uma das autoridades principais do evento Dr. Adalberto Torkarski, Diretor Geral da ANTAQ - Agência Nacional de Transporte Aquaviários, agência reguladora do setor portuário e aquaviário.