quinta-feira, 27 de março de 2014

Demanda menor da China reduz navios de soja em portos brasileiros.

A escala de navios previstos para partir de portos brasileiros em abril levando soja conta com um volume 40% menor que o registrado um ano atrás, segundo dados de agências marítimas, em um indicativo de que a demanda chinesa está menos aquecida.

Até o momento, há cerca de 2,8 milhões de toneladas de soja previstas para embarque no próximo mês, contra 4,8 milhões de toneladas agendadas, um ano atrás, para abril de 2013, de acordo com levantamentos de agências marítimas analisados pela agência de notícias Reuters.

Se forem incluídos os navios ainda sem data prevista para atracar —mas que têm boas chances de serem embarcados em abril, tendo em vista a data de chegada ao porto e o tempo habitual de espera—, o "line-up" do próximo mês somaria 5,3 milhões de toneladas atualmente, contra 8,7 milhões para abril do ano passado.

"A China já mostrou que não está com tanta pressa de ter soja em seus portos", disse o analista da Informa Economics FNP Aedson Pereira, que monitora esse tipo de agendamento.

No início do mês, importadores chineses cancelaram até 600 mil toneladas de carregamentos de soja do Brasil e da Argentina para envio entre março e maio, segundo duas fontes do mercado asiático.

Uma semana depois, o executivo de uma grande empresa chinesa compradora de soja disse que estava tentando revender carregamentos que deverão ser exportados do Brasil em abril e maio, com a expectativa de que os Estados Unidos comprassem os carregamentos.

A demanda chinesa por farelo de soja, usado na alimentação de aves e principal produto do esmagamento da soja, foi afetada por surtos de gripe aviária, que fizeram os pedidos pelo ingrediente da ração cair em 20% a 30% no período de fevereiro e março, comparado com meses normais, segundo especialistas.

"Temos tido notícias dos cancelamentos de soja pela China. Não tem outra razão aparente [para a escala menor]. Os volume negociados para o curto prazo realmente diminuíram", disse um corretor de grãos do Paraná.

A China, maior importador global da oleaginosa, respondeu por cerca de 80% das compras de soja do Brasil em janeiro e fevereiro.

Uma analista de pesquisa de uma trading operando no Brasil disse que, um ano atrás, seu acompanhamento da escala de navios já incluía agendamentos de toda a soja prevista para embarque em abril e um terço do previsto para maio. Até o momento, os navios do line-up de abril são suficientes para embarcar apenas 80% do volume esperado para o mês.

Para o próximo mês de maio, o interesse por agendamentos está ainda menor: não há nenhuma carga programada atualmente, segundo as agências marítimas, contra mais de 1,2 milhão de toneladas agendadas para maio, um ano atrás.

O ano de 2013 registrou um grande interesse por soja do Brasil, após uma quebra de safra nos Estados Unidos no fim de 2012.

A escala de navios é um importante indicador de como serão os embarques, mas não necessariamente representam o volume que o país exportará no período.

RECORDE MANTIDO

Na opinião de analistas, ainda é cedo para acreditar que o Brasil não cumprirá as previsões de exportação recorde este ano.

O país deverá colher 85,4 milhões de toneladas da oleaginosa na atual temporada, segundo o Ministério da Agricultura, e exportar 44 milhões de toneladas do grão em 2014, de acordo com a Abiove, associação que reúne as grandes empresas do setor.

Se confirmadas essas projeções, o país colherá 5% mais que na safra passada e exportará 3% mais.

Pereira, da FNP, aposta em um escalonamento dos embarques ao longo do ano.

Ele lembra que o mercado aguarda uma grande colheita da oleaginosa nos Estados Unidos no segundo semestre, mas que os resultados da safra norte-americana ainda são incertos —já que o plantio ainda nem começou— e os estoques no país estão muito baixos.

"A soja dos EUA é só uma promessa. Por enquanto, só a do Brasil e a da Argentina é garantida. Não há porque o fluxo de embarques ceder demais", afirmou.

Fonte: Folha de São Paulo/DA REUTERS

terça-feira, 25 de março de 2014

Hidrovias do Brasil firma contrato com trading para transportar grãos.

SÃO PAULO - A Hidrovias do Brasil firmou um memorando de entendimentos entre as subsidiárias integrais Vila do Conde, Miritituba e Navegação Norte e uma trading internacional. A brasileira oferecerá serviços de transporte de grãos na região Norte do país.

O acordo prevê o transporte e movimentação de até 1,76 milhão de toneladas de grãos por ano pelo período de dez anos, diz a Hidrovias do Brasil em comunicado.

O nome da empresa com a qual o memorando foi acordado não foi revelado. Os termos financeiros do negócio também seguem em sigilo.

(Fonte: Valor Econômico/Tatiane Bortolozi | Valor)

segunda-feira, 24 de março de 2014

Santos Brasil instala plataformas para garantir eficiência na operação de contêineres reefers.

A Santos Brasil acaba de instalar plataformas para armazenamento de contêineres reefers em áreas destinadas a cargas frigorificadas no Tecon Santos. Com a inovação, o maior terminal da América do Sul garante mais eficiência, tecnologia, qualidade e segurança às operações de cargas refrigeradas na unidade.

As novas estruturas também proporcionam maior agilidade às operações com a utilização de RTGs (guindastes sobre rodas) na movimentação das caixas refrigeradas. Mais modernos, estes equipamentos têm capacidade de movimentar contêineres em pilhas mais altas, sem a necessidade de remover grande número de caixas metálicas. Antes, apenas os reach stackers - indicados para manuseio de contêineres em pilhas de menor altura - eram utilizados no processo.

Ao todo, 25 plataformas com cinco níveis de altura cada foram instaladas no pátio de contêineres, ampliando em 26% a capacidade de armazenamento deste tipo de mercadoria no terminal. Cada um dos níveis tem altura e largura capazes de comportar contêineres de 20 pés ou de 40 pés - modelos mais utilizados pelo mercado.

O superintendente do Tecon Santos, Luiz Felipe Gouvêa, aponta que a implantação das plataformas atende a um conceito utilizado nos principais portos do mundo. "A empresa faz questão de estar alinhada com as práticas mais eficientes do setor para aperfeiçoar a operação em seus terminais no País", argumenta o executivo.

Outra vantagem está no controle da tecnologia utilizada para o monitoramento dos reefers, que acontece 24 horas por dia, por meio de um sistema interligado e conectado diretamente à Central de Operações. Esta inovação proporciona as condições ideais de cada contêiner e a adequação da temperatura da carga, além de emitir um alerta em tempo real, em caso de anomalia. 

Sobre a Santos Brasil

A Santos Brasil é referência em operação de contêineres e logística. Criada há 16 anos para operar o Tecon Santos (SP), a empresa já investiu R$ 3 bilhões, calculados a valor presente, em aquisições, expansões, novos equipamentos, tecnologia e recursos humanos. Antecipando-se ao crescimento do fluxo de comércio internacional, a Santos Brasil colaborou significativamente para aumentar a capacidade logística portuária do país.

A produtividade do Tecon Santos é a mais alta do Brasil: média mensal de 80 MPH (movimentos por hora) e recorde histórico de 85,08 MPH (registrado em fevereiro de 2014). Em janeiro de 2012, o Tecon Santos bateu a marca de 155,5 MPH na operação de um único navio. 

Além do Tecon Santos, a companhia opera mais dois terminais de contêineres - Vila do Conde (PA) e Imbituba (SC) - e um terminal de veículos (TEV) no Porto de Santos. Conta também com uma operadora logística e de cargas gerais, a Santos Brasil Logística, que atua de forma integrada aos terminais viabilizando o atendimento ao cliente em todas as etapas da cadeia logística do porto até o transporte e distribuição.

Listada no nível 2 de Governança Corporativa da Bovespa, a Santos Brasil adota um modelo de crescimento contínuo e sustentável, que alia alto desempenho financeiro e operacional com preservação ambiental e responsabilidade social.

Fonte:Portal Nacional Segs/ISABEL LOPES

quarta-feira, 19 de março de 2014

Terex Latin America incorpora Demag Cranes & Components.

A Terex Latin America incorporou a empresa Demag Cranes & Components, ampliando, ainda mais seu portfólio de produtos na região, que passa a contar com soluções completas para a movimentação de materiais.

A Demag está há mais de 40 anos no mercado brasileiro e detém a liderança no setor de movimentação interna de materiais com uma ampla e moderna linha de pontes rolantes, talhas, guindaste, acionamentos e componentes.

Com esta transação, todos os direitos e obrigações da Demag serão sucedidos pela Terex. Por conta disso, a partir de março de 2014 haverá mudanças na razão social e dados cadastrais da Demag, que passa a adotar os dados de cadastro da Terex.

Transportes Drive in para otimizar estocagem.

A Girando Sol, marca de produtos de limpeza, instalou o drive in da Bertolini em sua nova fábrica em Arroio do Meio (RS).

A solução permite otimizar o aproveitamento do espaço físico, possibilitando o aumento da capacidade de estocagem e maior seletividade dos produtos.

 

O projeto foi desenvolvido pela equipe técnica da Bertolini, que analisou as particularidades e demandas da empresa até chegar à alternativa ideal. O sistema ocupa seis mil m² de área, com capacidade para 12.500 posições e será destinado para armazenagem dos estoques da fábrica de produtos de limpeza.

 

O gerente geral da Girando Sol, Marco Antonio Jaeger, explica que a Bertolini foi escolhida para fornecer as estruturas por apresentar a melhor solução custo/benefício. “O maior benefício do drive in é a durabilidade do equipamento e o menor gasto com manutenção, pois é construído com material e chapas pré-galvanizadas”, observa o gerente.

 

Além disso, esse produto oferece maior segurança e velocidade nas operações de carga/descarga, prevenindo o risco de acidentes aos operadores e danos estruturais ao sistema de estocagem. A solução é formada por blocos contínuos de estocagem, que permitem uma utilização máxima do volume disponível, com a redução de corredores para empilhadeiras. O processo de estocagem é realizado em profundidade e altura no bloco. Este sistema é indicado quando o custo do espaço é elevado e quando os produtos possuem pouca variedade.

Movimentação & Desafios da Logística Brasileira em 2014.

Como sabemos, este ano de 2014 será extremamente curto do ponto de vista comercial, pois teremos vários eventos, desde aqueles que acontecem todos os anos, como o carnaval, além dos feriados e dias santos, como também eleições e a copa do Mundo, que será realizada em 12 cidades do Brasil.

Em cidades que sediarão jogos, como Natal, no Rio Grande do Norte, teremos apenas dois dias úteis entre 12 e 24 de junho. Isso acontecerá porque as cidades sede poderão decretar feriado em seu território nos dias de jogos. Essa diminuição de dias úteis com certeza trará grandes impactos logísticos.

O Governo Federal estima uma entrada de mais de 600 mil turistas estrangeiros e mais de três milhões de brasileiros viajando pelo País e que, juntos, gastarão mais de 25 bilhões de reais. Imaginem o aumento que teremos no consumo de inúmeras variações de produtos. A pergunta é: estamos preparados para abastecer o Brasil nesse curto espaço de tempo?

 

Os aeroportos brasileiros podem ser considerados como um “Calcanhar de Aquiles” na preparação do País para os eventos esportivos internacionais que sediará. A situação dos terminais é considerada crítica em todas as cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.

 

Além disso, todas as cidades-sede apresentam problemas de mobilidade urbana, com obras bastante atrasadas, de acordo com a Subcomissão Parlamentar Temporária Copa 2014, Olimpíada e Paraolimpíada 2016. Sem contar que as estradas por onde os produtos escoam estão em péssimas condições.

 

Para superar esses obstáculos, todos eles precisarão contar com uma organização profissional de logística, avaliando desde o planejamento, passando pela execução e terminando no acompanhamento e controle das tarefas relacionadas ao fluxo de materiais e informações, do fornecedor até o cliente final. Para tal, necessitarão de ferramentas que os auxiliem nessas tarefas, como WMS (Warehouse Management System), TMS (Transport Management System), BI (Business intelligence), entre outras. Entre os setores que mais deverão ser estimulados, estão: armazenagem, transportes, construção civil, turismo e hospedagem, confecções e bebidas.

 

Os desafios são gigantescos e os problemas maiores ainda, mas vamos torcer para que consigamos superá-los, pois os profissionais brasileiros são muito hábeis nesse sentido e têm feito isso há décadas. E, por falar em profissionais hábeis, vamos torcer também para nossa seleção ganhar essa copa, pois neste quesito não há falta de habilidade em campo.

* Wagner Tadeu Rodrigues é presidente da Store Automação

TransportesFM Logistic adere a iniciativa europeia de estímulo ao “frete verde”.

Com a participação no programa Green Freight Europe, o Grupo FM Logistic estabelece os passos necessários para reduzir emissões de CO2, de acordo com sua estratégia de gestão sustentável da cadeia logística.

Iniciado em março de 2012, o programa coloca em prática um sistema de padrões europeus para calcular, coletar, analisar e monitorar as emissões de CO2 em operações de transporte rodoviário.

 

O objetivo da iniciativa é melhorar a performance ambiental do transporte de mercadorias na Europa. Inspirado em uma iniciativa similar nos Estados Unidos, o programa é voluntário, independente e deseja intensificar a colaboração entre transportadores, provedores de logística e governos. A FM Logistic junta-se a cerca de outros 100 membros ligados a esses três setores, que já integram o programa.

Por meio desse compromisso, a empresa foca em três áreas: redução do impacto ambiental, compromisso de mobilidade na empresa, saúde e proteção no local de trabalho e responsabilidade social. Dessa forma, adquiriu ferramentas eficientes para calcular sua “pegada de carbono” no grupo e adotou uma abordagem proativa com relação às pressões regulatórias.

“Essa iniciativa complementa a outra ação que está sendo feita. A FM Logistic quer desenvolver e confirmar sua posição como corporação cidadã ambientalmente responsável, ao utilizar melhor seus recursos e otimizar as redes de transporte,” disse Jean-Christophe Machet, CEO do grupo FM Logistic.