sexta-feira, 31 de maio de 2013

Cabotagem requer investimentos para alcançar excelência nos serviços.

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulga, nesta quarta-feira (29), a Pesquisa CNT do Transporte Aquaviário – Cabotagem 2013. Esse tipo de transporte é referente à movimentação de cargas entre portos de um mesmo país, utilizando a via marítima, podendo conectar portos marítimos e fluviais. O estudo faz uma avaliação detalhada do setor, com a identificação das principais características e números desse tipo de navegação. Além disso, apresenta uma análise qualitativa realizada a partir de entrevistas com mais de 100 clientes que utilizam ou utilizaram regularmente a cabotagem no Brasil. A cabotagem oferece uma série de vantagens para o transporte de mercadorias no país. Entre os benefícios econômicos estão a grande capacidade de carregamento, o menor consumo de combustível por tonelada transportada, o reduzido registro de acidentes, o menor custo por tonelada-quilômetro, o menor custo de seguro e a menor emissão de poluentes. Apenas em relação à capacidade de carregamento, uma embarcação dá conta de transportar 5 mil toneladas. Para transportar a mesma quantidade por outros modais, são necessários 72 vagões (com 70 toneladas cada) ou 143 carretas (com 35 toneladas cada). Segundo o presidente da CNT, senador Clésio Andrade, é importante destacar que a cabotagem pode contribuir para garantir o equilíbrio da matriz nacional, mas ainda é preciso investir para que a logística brasileira alcance a excelência nos serviços. “A CNT tem reivindicado sistematicamente infraestrutura para a realização do transporte marítimo pela extensa costa brasileira, com vistas à multimodalidade”, argumenta. A pesquisa também apresenta os principais entraves existentes para o desenvolvimento da atividade e propõe soluções. “O relatório da Confederação apresenta o que é preciso fazer para aproveitar as vantagens oferecidas pela navegação de cabotagem e, assim, reduzir o ‘custo Brasil’”, afirma o senador Clésio Andrade. Ele acrescenta que a navegação pela costa nacional tem uma extraordinária capacidade de agregar valor à logística de transporte. Mesmo com uma costa marítima de 7.400 km e um elevado potencial de utilização, a navegação de cabotagem no Brasil ainda sofre com diversos fatores que restringem o seu crescimento. A infraestrutura portuária deficiente é considerada um problema muito grave, que tem impedido o desenvolvimento da atividade, para 79,3% dos entrevistados. Na sequência, estão a deficiência dos acessos terrestres aos portos (63%) e a ausência de manutenção dos canais de acesso e dos berços (63%). As tarifas elevadas também foram consideradas um problema muito grave por 56,5% dos clientes, assim como a baixa oferta de navios (55,4%), o excesso de burocracia (53,3%) e a carência de linhas regulares (52,2%). Os usuários citaram ainda como problemas a demora no trânsito das cargas, a política de combustíveis, o tratamento equivalente ao da navegação de longo curso. Apesar das dificuldades, a navegação de cabotagem apresentou crescimento nos últimos anos. Entre 2006 e 2012, a alta foi de 23%. No ano passado, foram movimentadas 201 milhões de toneladas por toda a costa brasileira, volume 3,9% superior a 2011. Entre os principais produtos transportados destacam-se os combustíveis e os óleos minerais, com 77,2% de participação, a bauxita, com 10,1% e os contêineres, 5,1%.“A melhoria dos serviços prestados pelos portos e pelos demais entes da cadeia logística é imprescindível para aumentar a atratividade do uso da cabotagem”, ressalta o senador Clésio Andrade. Para tanto, segundo ele, é preciso desburocratizar as atividades e aumentar a eficiência dos serviços desenvolvidos, como as operações para movimentação e acondicionamento de cargas. A Pesquisa conclui que é necessário estimular a construção naval no Brasil e investir em obras de infraestrutura logística, como acessos aos terminais portuários, obras de derrocamento e de dragagem, revitalização dos equipamentos e da infraestrutura dos portos, aumento das áreas portuárias e construção de novos portos para possibilitar novas rotas.

Fonte: Agência CNT

Capacitação chega às mais diversas áreas profissionais.

Empresários da indústria e equipes de produção não têm mais desculpas para adiar cursos de capacitação e qualificação profissional. Há opções em áreas de crescimento no mercado, como petróleo e gás, e modalidades de ensino on-line que usam vídeos de 60 segundos sobre temas como gestão e empreendedorismo. As alternativas no setor técnico custam a partir de R$ 320 mensais. As indústrias também investem em programas internos para os funcionários, com o objetivo de minimizar o retrabalho e o desperdício nas linhas de produção. A paranaense Pormade, que entrega 500 mil portas ao ano, vai investir R$ 300 mil em cursos para as equipes - R$ 60 mil a mais que no ano passado.Na Petrocenter, escola criada em 2008, a proposta é oferecer formação profissional para a indústria nas áreas técnica e operacional. Com cinco unidades no Rio de Janeiro e em São Paulo, tem cursos de 900 horas a 1,2 mil horas, em setores como petróleo e gás, segurança do trabalho, meio ambiente e logística. As mensalidades variam de R$ 320 a R$ 480, com novas turmas a partir de agosto, afirma o diretor Samuel Pinheiro. A escola forma 120 alunos por semestre. No site MBA 60, a ideia é oferecer vídeos de 60 segundos sobre temas como gestão, desenvolvimento pessoal, marketing e empreendedorismo. Há um acervo aberto de 600 mensagens para os internautas, segundo o gerente de marketing Leandro Ziotto. Mas as indústrias também podem encomendar filmetes exclusivos para o treinamento dos quadros. "Recentemente atendemos uma indústria que precisava treinar técnicos instaladores em todo o Brasil", diz. O projeto incluiu 25 vídeos. Em 2013, a MBA60 vai criar cursos nas áreas de alimentação e tecnologia. Em Fortaleza, a Inni Soluções Empresariais oferece, a partir de 15 de junho, um curso de desenvolvimento de habilidades gerenciais. Tem seis horas/aula e custa R$ 510. Segundo a diretora Ana Célia Rolim, o programa é voltado para alunos que assumiram ou pretendem ganhar cargos de liderança. A Inni oferece 14 cursos na área da indústria e já treinou 118 alunos no setor, desde 2010. Há estudantes da construção civil, da cadeia da cera de carnaúba, química e alimentos. "A demanda vem de fábricas que precisam diminuir custos e aumentar lucros".Nos postos de decisão, os empresários preferem estudar gestão e empreendedorismo. Stefan Stegmann, diretor-presidente da Ellan, que fabrica mobiliário para ambientes de data centers e telecomunicações, resolveu se aperfeiçoar em governança corporativa no B.I. International, de educação executiva, em São Paulo. "Temos de preparar a empresa para um novo ciclo de crescimento, visando investimentos estrangeiros", diz. Com 100 funcionários e sede em Boituva (SP), a Ellan faturou R$ 25 milhões em 2012 e espera crescer R$ 1 milhão em 2013. "Há contratos relacionados à Copa do Mundo, de segurança e infraestrutura", afirma Stegmann, que já frequentou cursos na área de gestão, como um MBA executivo na Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo (FIA/USP). "Passei a aplicar na empresa o que aprendi nas aulas". Um dos próximos projetos é aplicar para o curso Owners and Presidents Management (OPM), em Harvard.Segundo Alexander Damasceno, diretor da B.I. International, criada em 2008, uma das ofertas da grade para o setor industrial é o MBA Trade Marketing, com 432 horas/aula ou duração de 18 meses. "O estudante está em busca de especialização e quer desenvolver competências de mercado, para o dia a dia de trabalho". A maior parte dos alunos que vêm da indústria pertence ao nicho de bens de consumo.Cláudio Antonio Zina, diretor-presidente da Pormade, de União da Vitória (PR), preferiu investir R$ 240 mil em cursos internos para os funcionários, no ano passado. "As aulas são baseadas em problemas reais da empresa". A programação inclui cursos de capacitação técnica, liderança, processos de produção e gestão da qualidade. "Garantimos formação continuada de janeiro a dezembro, dia e noite". Em 2013, o investimento em capacitação para as equipes deve chegar a R$ 300 mil. A empresa tem 500 funcionários e faturou R$ 60 milhões em 2012, ante R$ 53 milhões em 2011. Segundo Zina, os cursos são ministrados por funcionários, professores e palestrantes contratados. "Conseguimos melhorar competências", diz.

Fonte: Valor

Estaleiro que faz comboios para subsidiária da Petrobras opera sem licença em SP.

Estaleiro Rio Tietê, instalado em Araçatuba, no interior de São Paulo, está operando sem licença ambiental da Cetesb (Companhia Ambiental de São Paulo) há mais de um mês. O licenciamento da empresa, que constrói barcaças e empurradores para a Transpetro --braço logístico da Petrobras--, venceu em 25 de abril e não foi renovado. Em documento de outubro de 2012, a Cetesb pediu ao estaleiro que cumprisse oito requisitos técnicos para renovar a licença prévia de instalação e a licença de operação. Após uma inspeção no dia 17 de maio, a agência ambiental constatou o descumprimento de duas dessas exigências. A empresa não apresentou outorga de direito de uso e captação de água subterrânea e autorização da Secretaria de Patrimônio da União referente à captação de água e a questões territoriais. O órgão afirmou ainda que emitiu duas advertências à empresa por operação irregular e ampliação de área sem licença prévia."Caso persista o funcionamento sem a devida autorização, a Cetesb poderá aplicar a penalidade de multa", informou o órgão em nota. A multa pode variar de R$ 96,8 mil a R$ 193,7 mil. O Estaleiro Rio Tietê negou que esteja operando irregularmente. Em nota, disse ter "documento oficial de auto de inspeção no qual não foi listado pelo fiscal da Cetesb nenhum problema de ordem ambiental". O empreendimento é uma parceria entre o Estaleiro Rio Maguari, do Pará, e o empresário Wilson Quintella Filho. Cada um tem 50% de participação.PRIMEIRO COMBOIOO estaleiro se tornou viável após fechar, no fim de 2010, um contrato de R$ 432 milhões com a Transpetro para construção de 20 comboios --cada um deles composto por quatro barcaças e um empurrador. A previsão mais recente era entregar o primeiro até 15 de junho deste ano, mas o prazo não deve ser cumprido. O gerente de relacionamentos do Estaleiro Rio Tietê, Alexandre Bruno, afirmou que irá pedir mais tempo à Transpetro. "Estamos trabalhando para dar tudo certo, mas sabemos que algumas coisas não acontecem como esperamos", disse.A Transpetro informou não ter recebido pedido oficial para mudança no prazo de entrega dos comboios.Cada comboio terá capacidade para transportar 7,6 milhões de litros de etanol por viagem pela hidrovia Tietê-Paraná. Quando todos estiverem em operação, deverão substituir 80 mil viagens de caminhão por ano. 

Fonte: Folha

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Companhias médias do leste alemão procuram oportunidades no Brasil.

Onze médias empresas de Estados do leste alemão fizeram nesta semana encontros com empresários brasileiros - possíveis clientes - em São Paulo e no Rio. As empresas, a grande maioria do setor industrial, têm até 250 funcionários e faturam até 50 milhões de euros por ano.Pequenas e médias empresas compõem o maior número de exportadores na Alemanha (há 343 mil pequenos e médios entre os 350 mil exportadores), mas ainda há disparidade entre o desempenho de negócios do leste e do oeste.O objetivo principal do programa é, portanto, reduzir essa diferença, segundo o ex-ministro de Economia e Tecnologia alemão Michael Glos, que acompanha a delegação de empresários (ele chefiou o ministério de 2005 a 2009).Apesar do desempenho ainda frio da indústria nacional, que poderia limitar o mercado potencial para os fornecedores, o presidente do Germany Trade & Invest (órgão governamental alemão que organiza a visita), Brenno Bunse, diz que o momento não é ruim para os negócios. "Nosso enfoque é de médio e longo prazo. E as perspectivas de longo prazo do Brasil, na nossa avaliação, são de boas para ótimas".O órgão quer também aproveitar o interesse pela Alemanha que venha a ser gerado pelo Ano da Alemanha no Brasil, aberto neste mês durante a visita ao Brasil do presidente da Alemanha, Joachim Gauck. Bunse espera que os primeiros resultados práticos dos encontros entre empresários dos dois países apareçam num prazo de seis meses.Além dos 11 fornecedores, participam da visita o parque industrial e químico de Zeitz e a Câmara de Comércio e Indústria.Pequenas e médias empresas são 99,7% dos 3 milhões de empresas alemãs e respondem por 79,6% das vagas de emprego.EMPRESAS PARTICIPANTESBoschgotthardshütte (BGH) - fabricante de aço inoxidável e ligas especiais de alta resistênciaDAS Environmental Expert - fornecedora de tecnologias sustentáveis para a purificação dos gases de combustão e o tratamento de águas residuaisElektromotoren n. Gerätebau Barleben (EMB) - construção de relés para transformadores, relés protetores para comutadores de derivação e outros mecanismos de proteção para equipamentos refrigerados e isolados por águaEPC Engineering Consulting - desenvolvedor de processos e instalaçãos industriaisFördertechnik Thürigen - fabricante de peças para empilhadeiras e reboques, distribuidora de portas automáticas e outros tipos de portas e portõesHMP Magdeburger Prüfgerätebau - desenvolvedor de novas técnicas de avaliação de construções rodoviários, subterrâneas e ferroviáriasInfra-Zeitz Servicegesellschaft - parque químico e industrial de ZeitzMedphano Arzneimittel - farmacêuticaPlanungsbüro MagdeburgIngenieurgesellschaft (pmi) - escritório de engenharia e planejamento na área de construções rodoviárias, subterrâneas e paisagismo Sitex - fiação, cordoagem e tecelagem Ubin - especialista em segurança de TI Zorn Instruments - especialista em técnicas de testes de alta precisão e mecânica fina

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Mensagens online ajudam e dão segurança ao transporte de cargaspor Redação.

Atendimento por sala de bate-papo na internet, por mensagem de texto em aparelho celular (SMS) e outras modalidades são cada vez mais comuns entre transportadores de cargas. O controle, anteriormente oferecido ao dono da carga, hoje está à disposição de uma gama maior de usuários.
Porto de Paranaguá é um dos pioneiros na adoção da tecnologia.Acompanhando esta evolução, empresas de monitoramento e escolta agregam valor ao serviço ao oferecer informações via SMS a motoristas e usuários do transporte de cargas.
A Buonny Projetos e Serviços, gerenciadora de riscos, é uma das que já oferecem a modalidade.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Logística Internacional.

Logística Internacional é o ramo da Logística cujo objetivo principal é melhorar a importância dos "sistemas logísticos externos" que ligam o fabricante aos seus parceiros da rede industrial, como fornecedores, transportadores e operadores. Conceitos GeraisAs redes logísticas estão se tornando cada vez mais internacionais. À medida que a competição se intensifica, as empresas estão descobrindo que precisam compartilhar economias e competências em áreas como pesquisa e desenvolvimento, qualidade assegurada e logística. À medida que as redes logísticas se tornam mais abrangentes, restrições geográficas, legislações, dificuldades financeiras e culturais surgem, particularmente com os processos Just-in-Time. Ao mesmo tempo que o mercado único está ajudando a harmonizar, as barreiras geográficas vêm sendo superadas pela concentração de fornecedores-chave próximos das fábrica.A tendência atual para as operações internacionais é caracterizada pelo surgimento de novos tipos de relações profissionais. A indústria automobilística vem se empenhando em estabelecer estes tipos de relações, freqüentemente mencionadas como "parcerias" ou "alianças". O termo "aliança" envolve um relacionamento formal a longo prazo entre duas ou mais empresas, que unem alguns aspectos dos negócios para um fim comum, e inclui o compartilhamento de informações.A profissionalização também conduziu a um foco mais sólido na competência essencial, resultando na desintegração vertical e em ter fornecedores mundiais. Por sua vez, isto conduz a menos fornecedores primários e mais terceirização e supridores internacionais. Esta tendência melhora a importância dos "sistemas logísticos externos" que ligam o fabricante aos seus parceiros da rede industrial, como fornecedores, transportadores e operadores.O Just-in-Time foi uma das maiores inovações logísticas do mundo automotivo, que utiliza-o para gerenciar fluxos de produtos. Visa a reduzir leadtimes e estoques, aumentar a qualidade do produtos e serviço e fornecer a flexibilidade necessária para acompanhar o ritmo das demandas flutuantes.Sabe-se que as montadoras automobilísticas estão dando aos fornecedores duas vezes mais responsabilidade e os selecionarão, não em função do preço, mas em sua habilidade de integrar com outros fabricantes de componentes.Um dos principais obstáculos a isto é a comunicação insatisfatória entre fabricantes de autopeças e as montadoras, bem como as dificuldades de terceirizar módulos completos.Nenhuma atividade da logística está livre, portanto, da influência da cultura, embora os elementos humanos na administração sejam mais dependentes da cultura do que a tecnologia.Além do lado tecnológico da logística, o foco está no homem, que está, em grande parte, tomando parte do planejamento, pilotando e executando os sistemas.A indústria automobilística fez esforços substanciais para estabelecer sistemas JIT entre fabricantes e fornecedores, exigindo maior colaboração. O ambiente econômico mundial integra diferentes culturas e, assim sendo, é confrontado por múltiplas influências culturais, não necessariamente convergentes.

Fonte: Artigo "Logística Internacional", de Reinaldo A. Moura

Multimodalidade X Intermodalidade.

A multimodalidade e a intermodalidade são operações que se realizam pela utilização de mais de um modal de transporte. Isto quer dizer transportar uma mercadoria do seu ponto de origem até a entrega no destino final por modalidades diferentes.A intermodalidade caracteriza-se pela emissão individual de documento de transporte para cada modal, bem como pela divisão de responsabilidade entre os transportadores. Na multimodalidade, ao contrário, existe a emissão de apenas um documento de transporte, cobrindo o trajeto total da carga, do seu ponto de origem até o ponto de destino. Este documento é emitido pelo OTM, que também toma para si a responsabilidade total pela carga sob sua custodia.