quarta-feira, 17 de maio de 2017

Sepetiba Tecon recebe o navio Hyundai Loyalty, de 340m.


No último dia 13/05, o Sepetiba Tecon recebeu o maior navio da história do terminal: o Hyundai Loyalty. Com impressionante LOA de quase 340 metros de comprimento, o Hyundai Loyalty chegou com calado de entrada de 13,5m e 7.000 TEUs a bordo, vindo da Ásia. É a primeira viagem que esse navio faz ao Brasil e o Porto de Itaguaí foi o primeiro a recebê-lo. A operação foi um sucesso e mostra mais uma vez que o canal de acesso e os berços de grande profundidade do terminal estão aptos à receber navios de grande porte.

Santos Brasil apresenta lucro de R$ 32,8 milhões.



A Santos Brasil encerrou o primeiro trimestre do ano com EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado para efeitos não recorrentes de R$ 32,8 milhões com margem de 15,1% e expressiva evolução de 182,8% em relação ao 1T16, que foi de R$ 11,6 milhões. A Companhia voltou a apresentar lucro líquido de R$ 1,9 milhão, revertendo o resultado do 1T16, em função do aumento no volume de contêineres movimentados, da readequação da estrutura operacional com redução de custos fixos e despesas e do aumento de volume no TEV.


A empresa registrou ainda crescimento de 10,3% na movimentação de contêineres em seus três terminais localizados nos portos de Santos (SP), Vila do Conde (PA) e Imbituba (SC), totalizando 251.807 unidades operadas no período. O desempenho foi impulsionado pelo movimento em Vila do Conde e Santos, que apresentaram elevação de 29,1% e 8,6%, respectivamente, nos três primeiros meses de 2017.

No Tecon Santos, maior e mais eficiente terminal de contêineres da América do Sul, foram movimentados 226.973 contêineres no 1T17, atingindo market share de 41% no período (38,4% no 1T16). A operação no complexo santista também registrou aumento em longo curso com as importações e exportações crescendo 3,9% e 2,2%, respectivamente. O volume de cheios para importação foi de 53.387 unidades e cresceu 18,2% em relação ao 1T16 (45.155), com reflexo direto no resultado dos contêineres armazenados no terminal, que teve evolução de 31,5% no 1T17.

O Tecon Vila do Conde movimentou 17.358 contêineres no período e o Tecon Imbituba também teve performance positiva com aumento de 28,3% no volume movimentado e de 152,7% nas operações de longo curso e 23,3% em cabotagem.

No Terminal de Veículos (TEV), o resultado operacional do primeiro trimestre reflete o aumento de 101,5% nas exportações de veículos pelo terminal, totalizando a movimentação de 73.380 unidades no 1T17, volume que supera em 91% o apontado no 1T16. As operações de exportação representaram 95,6% e os veículos leves corresponderam a 93,5%.

No mix de serviços da Santos Brasil, as operações de longo curso com importação, exportação e transbordo, registraram elevação de 2,6%, 5,2% e 12%, respectivamente. As operações de cabotagem tiveram acréscimo em sua participação de 26,2% do total movimentado (24,1% no 1T16), assim como as de transbordo, cuja representatividade cresceu de 32,3% no 1T16 para 33,2% no 1T17. As operações de armazenagem alfandegada apresentaram 34,8% de crescimento no segmento de terminais portuários de contêineres.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Suape registra maior crescimento entre maiores portos públicos do Brasil no 1º trimestre.



O Porto de Suape registrou o maior índice de crescimento entre os cinco maiores portos públicos brasileiros no 1º trimestre de 2017. No período, a movimentação geral de cargas cresceu 12%, registrando 5,3 milhões de toneladas, contra 4,8 milhões em 2016. O Portos de Santos (SP), principal do país, registrou queda de -3,5% no período. O mesmo aconteceu com os portos de Paranaguá (PR) e Itaguaí (RJ) que registraram queda de -3,6% e -7,6%, respectivamente. Além de Suape, apenas o Porto de Rio Grande (RS) obteve crescimento nos três primeiros meses do ano (11%). O Complexo já havia registrado a maior variação percentual no ano de 2016, quando computou um incremento de 15% em relação ao ano anterior.

Suape já é o principal porto do Norte/Nordeste brasileiro e caminha para alcançar a 4º posição na lista de instalações que mais movimentam cargas no país em 2017. A evolução é reflexo, principalmente, do crescimento das exportações, da movimentação de granéis líquidos, contêineres, veículos e aos bons números na navegação por cabotagem. O incremento é três vezes maior que a média de crescimento geral dos portos públicos e privados brasileiros juntos. No mesmo período, a movimentação geral de cargas cresceu 4%.

Um dos fatores que impulsionaram esse incremento foi a navegação de longo curso. O atracadouro pernambucano registrou a maior taxa de crescimento nas exportações entre os maiores portos públicos, atingindo 64% no período, contabilizando 394,5 mil toneladas. Entre as principais cargas, os granéis líquidos, que concentram os combustíveis, produtos químicos e derivados de petróleo (224,9 mil toneladas). Também tiveram destaque a movimentação de contêineres (120,9 mil toneladas), de açúcar (26,3 mil toneladas), de veículos (13,8 mil toneladas), além de ferro e aço (8,3 mil toneladas).



Suape também alcançou o maior índice de crescimento do país na movimentação de contêineres, fechando o 1º trimestre com incremento de +29% para TEUs (107,9 mil) e, +26% para a tonelagem (1,30 milhões de toneladas). Na comparação com o mesmo período de 2016, o Porto de Santos, registrou crescimento de 3,8%; seguido por Rio Grande 0,70%. Já o Porto de Paranaguá registrou queda de -9,7%.

A localização geográfica estratégica na costa brasileira e as condições estruturais favoráveis reconhecidas de Suape atraem muitas operações de cabotagem, fazendo do porto líder neste tipo de navegação no Brasil. Entre janeiro e março de 2017, foram 3,5 milhões de toneladas movimentadas na navegação por cabotagem. Os granéis líquidos também são os principais produtos movimentados nesse tipo de operação. As demais cargas são os contêineres, produtos químicos orgânicos, líquidos alcoólicos, água de formação (com destino à Refinaria Abreu e Lima), seguido por cargas de ferro e aço. No cenário nacional, o Porto de Santos (SP) ocupa a 2ª posição, seguido pelos portos de Vila do Conde (PA) em 3º lugar, Rio Grande (RS) em 4º lugar e, Fortaleza (CE) em 5º lugar.

Mais números positivos

Com o crescimento na movimentação de veículos em Suape, o porto também passa a ocupar posição de destaque nesse tipo de operação. Dos 12 portos nacionais que movimentam este tipo de carga geral solta (veículos, tratores e outros veículos terrestres, suas partes e acessórios), Suape está hoje em 4º lugar no país, contabilizando 18,3 mil toneladas movimentadas no primeiro trimestre de 2017, subindo uma posição no ranking em relação a 2016. Em 1º lugar nacional se mantém o Porto de Santos, seguido pelo Rio de Janeiro em 2º lugar e, Paranaguá em 3º lugar. Suape movimenta veículos das montadoras GM, Toyota e do Grupo FCA, Fiat e Jeep.

“Além dos números positivos registrados, estamos cada vez mais perto de alcançar a condução de processos importantes com a devolução da autonomia do atracadouro, o que vai permitir a chegada de novos empreendimentos no porto com mais agilidade. Além disso, assim como anunciado pelo governador Paulo Câmara, a conclusão em junho de 2018, das obras da Unidade de Abatimento de Emissões (SNOX) da Refinaria Abreu e Lima, permitirá a ampliação da produção do primeiro trem de refino para 115 mil barris por dia, o que irá proporcionar o aumento na movimentação de cargas no nosso Porto”, ressaltou Marcos Baptista, presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape.

Fonte: Ascom Suape

Sindarma e SSP-AM assinam termo de cooperação para dar mais segurança nos rios.



O Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma) e a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) assinaram um termo de cooperação técnica com o objetivo de dar mais segurança para as atividades fluviais no interior do estado. A parceria foi firmada em na manhã desta segunda-feira (15), em Manaus.

O documento foi assinado pelo secretário da SSP-AM, Sérgio Fontes, e o presidente do Sindarma, Galdino Alencar Júnior. Fontes disse que o termo de cooperação irá beneficiar os municípios do interior do Amazonas, onde os registros apontarem maiores índices de roubos, furtos, receptação e desvios de combustíveis nos rios.

O termo de cooperação estabelece como permanente a operação Ratos D'Água, quando serão realizadas operações policiais com apoio do Sindarma para coibir os crimes nos rios. O reforço na segurança nos rios beneficiará tripulantes e passageiros de embarcações que navegam pelos rios no Amazonas.

O setor navegação fluvial, que principal modal de transporte de cargas e passageiros no Amazonas, tem sido alvos dos criminosos. O reforço na segurança é uma das principais reivindicações do Sindarma.

"O Sindarma tem feito a sua parte como entidade representativa do setor e faremos todos os esforços para ampliar a segurança nos rios. Uma iniciativa que traz avanços sociais para população e econômicos com a garantia das operações do transporte fluvial de cargas", destacou o presidente do Sindarma.

A SSP-AM monitorará as vias fluviais percorridas pelas embarcações, estabelecerá bases de apoio operacional e coibirá o comércio clandestino de combustível. "Quem compra combustível fruto de roubo no interior pode estar cometendo o crime de receptação. O objetivo desse protocolo é também aumentar essa conscientização para coibir esse comércio ilegal de combustíveis, que fomenta os roubos. Essas modalidades criminosas, além de causar danos à economia regional, também colocam em risco os trabalhadores que operam os meios de transporte e contaminam o meio ambiente", afirmou Sérgio Fontes.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

O marco regulatório dos portos e um sinal de confiança no Brasil.




Por Mauricio Quintella Lessa

• O decreto do presidente Michel Temer modernizando o marco regulatório dos portos coloca o Brasil no mapa dos países que têm um setor portuário forte. Agora teremos uma legislação mais moderna e dinâmica, que destrava as operações portuárias e assegura bases jurídicas sólidas à administração pública e à iniciativa privada. A atividade terá a previsibilidade que normalmente reduz os riscos, melhora o ambiente de negócios e abre o caminho para novos investimentos. É exatamente o que o Brasil precisa para voltar a crescer.

A Lei dos Portos (nº 12.815) e sua regulamentação, o decreto 8.033, mantinham estranguladas a capacidade de investimentos – novos ou ampliações; tornavam comuns os choques dos players com modelos envelhecidos de uma legislação descompassada com a prática mundial; e traziam transtornos para toda cadeia logística brasileira, desgastando empresas e fragilizando comercialmente o País.

Tudo foi negociado. Criamos um grupo de trabalho especialmente para ouvir as entidades que congregam os investidores do setor privado – Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (ABRATEC), Associação Brasileira de Terminais de Líquidos (ABTL), Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (ABTRA) e Associação de Terminais Portuários Privados (ATP). Construímos uma solução de consenso para o que era dificuldade.

O consenso traz a estabilidade regulatória que vai tornar mais fácil fazer negócios no Brasil. Negócios criam os empregos que o País precisa. Serão restauradas e desburocratizadas as condições para que os stakeholders (partes interessadas) do setor empreendam com segurança jurídica e garantias os investimentos de longo prazo em ativos que exigem muitos aportes e tempo de antecedência para o planejamento.

Dentre as principais mudanças, estão a ampliação dos prazos contratuais e liberdade para a realização de prorrogações de contratos; aumento da possibilidade de realização de investimento, inclusive em áreas fora dos limites do arrendamento – em caso de terminais situados dentro dos portos públicos; simplificação de processos de autorizações e ampliações de terminais de uso privado; consolidação de uma série de inovações que garantem plena segurança jurídica para os técnicos que realizam as análises dos pleitos e para os investidores.

Um sinal de que a confiança no País – e no setor, em particular – está se consolidando entre os investidores internacionais e nacionais foi o ágio de 231% no terminal de combustível (STM05) do Porto de Santarém, com a realização do leilão que também concedeu o STM04, com o valor de outorga total de R$ 68 milhões. Da mesma forma ocorreu com os leilões para concessão de quatro aeroportos, em março, quando o governo arrecadou R$ 1,46 bilhão, com mais de 94% de ágio.

As renovações antecipadas de sete terminais portuários – no Pará, Maranhão, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina – também já foram qualificadas pelo Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), com a previsão de R$ 1 bilhão em investimentos. Os projetos deverão ser finalizados no segundo semestre deste ano, já com a renovação do marco regulatório em vigor.

Até a conquista do desenvolvimento pleno e consolidado, os caminhos são árduos. Devem ser pautados por determinação, trabalho e sintonia entre governo, iniciativa privada e sociedade.

Há muito a percorrer, mas estamos andando em sintonia com o lema "Ordem e Progresso" registrado em nossa bandeira.

Estamos no rumo certo. A rota é estabelecer um caminho ao encontro de todas as vontades, sejam de investidores, empresas, empregados e cidadãos, usuários do sistema, beneficiários diretos e indiretos das ações públicas. Este decreto é a tradução fiel disso.

Mauricio Quintella Lessa é Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil

Porto de Santos recebe maior navio a escalar em suas instalações.


O Porto de Santos receberá neste domingo (14) , à noite, o navio que se tornará o maior a escalar em suas instalações.

O conteineiro Hyundai Loyalt possui 340 metros de comprimento da proa à popa. Ele irá atracar no cais do terminal privado Embraport, na Área Continental de Santos, na Margem Esquerda do Porto.

Nessa escala, o cargueiro terá 1.879 movimentos de descarga, totalizando 3 mil TEUs movimentados. A embarcação atua no serviço Ásia, que liga o Brasil ao Extremo Oriente.



O Loyalty foi construído em 2009 e opera com bandeira de Singapura. Tem 45,6 metros de largura, 14,5 metros de calado máximo e pode carregar até 8.600 TEUs (unidade equivante a um contêiner de 20 pés).

Atualmente, os maiores navios a operarem no Porto de Santos têm 336 metros de comprimento.

Fonte: A Tribuna

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Próximo passo para atrair investimentos portuários é vencer burocracia, avaliam associações.



Os R$ 25 bilhões de investimentos para o setor portuário que o governo pretende destravar devem ser desembolsados nos próximos quatro anos. A expectativa do empresariado, no entanto, também passa por adaptações em regras e contratos vigentes e por melhorias em processos, entre os quais o de licenciamento ambiental. Apesar dessas questões, as entidades setoriais comemoraram a sanção do decreto que altera artigos do decreto 8.033/2013, que regulamenta a Lei dos Portos (12.815/2013). Duas das principais associações do setor avaliam que o decreto a ser publicado nesta quinta-feira (11) aumenta a segurança jurídica, reduz a burocracia e destrava investimentos privados nos portos. 

De acordo com a Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), a adequação dos prazos e das condições de prorrogação dos contratos imprime regras mais racionais e eficientes para os operadores portuários. A ABTP verifica avanços com o fim das limitações para expansão de terminais dentro e fora das áreas dos portos organizados e com a possibilidade de efetiva redução dos tempos para autorizações dos empreendimentos, assim como o fim da exigência de garantias financeiras para execução dos projetos.

Para os terminais arrendados, a ABTP destaca possibilidade de adaptação dos atuais arrendatários aos novos prazos, além da opção de realocação de áreas arrendadas dentro dos portos organizados e a possibilidade de investimentos em infraestrutura de uso comum com antecipação de receitas de tarifas. “O decreto vai ajudar a atrair os investimentos que os portos precisam”, destacou o diretor técnico da ABTP, Wagner Moreira. Ele acrescenta que os investimentos previstos serão executados ao longo de quatro anos.

Numa análise preliminar, a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) estima que 80% dos pleitos de maior importância para seus associados foram atendidos. “Confirmados os discursos do presidente e do ministro [Transportes] hoje sentimos que aquilo que amarrava nossas iniciativas vai permitir aos empresários fazer os investimentos necessários”, afirma a presidente do conselho diretor da ATP, Patrícia Lascosque. Ela conta que foram realizadas mais de 30 reuniões do grupo de trabalho formado por associações setoriais, Secretaria Nacional de Portos, Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC) e Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Patrícia disse ainda que a abertura do diálogo foi um avanço significativo. “Para nós do setor portuário é um alívio sermos ouvidos porque por bastante tempo não conseguimos ser ouvidos pelo governo”, afirmou. Ela ressaltou que o decreto é um primeiro passo porque precisa haver o desdobramento dele para adaptar contratos e regulações para que ele efetivamente funcione. “Precisamos que os entes governamentais tenham estudos técnicos internos para entender o que foi modificado e adaptar o que está vigente”, acredita.

A presidente do conselho diretor da ATP lembra que, além do decreto para destravar investimentos portuários, existe no governo uma discussão sobre como reduzir o tempo de tramitação de licenciamento ambiental. “O decreto não resolve toda burocracia. Não tem como investir de imediato sem cumprir o rito de todas as autorizações e licenciamentos. Só a parte ambiental já consome bastante tempo”, observa.

Por Danilo Oliveira
(Da Redação)