segunda-feira, 8 de maio de 2017

Nuvem de grãos invade avenida após falha em esteira no Porto de Santos, SP.



Uma nuvem de grãos se formou nas proximidades do Porto de Santos, no litoral de São Paulo, após uma esteira de transporte de um terminal apresentar problemas. Após o ocorrido, a Autoridade Portuária pediu explicações à empresa e disse que levará o caso à Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq).

O flagrante foi feito pelo motorista Fernando Lourenço, de 28 anos, na terça-feira (2). "Estava a caminho do trabalho quando aconteceu. (Os grãos) tomaram conta da Avenida Mário Covas, prejudicando a visibilidade", disse. Segundo ele, a quantidade partículas no ar também ocasionou dificuldade na respiração.

Segundo Lourenço, a foto foi tirada por volta das 13 horas, no bairro da Ponta da Praia. Entretanto, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), administradora do cais santista, afirma ter sido notificada por volta das 17h30. Pelas câmeras, foi verificado que não havia mais dispersão de grãos.



A Codesp informou que a Gerência de Meio Ambiente (Gemam) enviou uma equipe ao local no início da noite. Os técnicos constataram que a dispersão já tinha terminado. "Contudo, era possível observar a existência de partículas em suspensão, mesmo não se verificando evidências de acúmulo de partículas no piso", pontuou, em nota.

A ocorrência gerou um auto de inspeção, que obriga a empresa causadora a apresentar um relatório sobre o que ocorreu. O documento, assim que recebido pela estatal, será enviado para a Antaq, que poderá aplicar alguma sanção ao terminal, já que a qualidade do ar na região foi prejudicada pela dispersão de farelos.

Fonte: G1

sexta-feira, 5 de maio de 2017

AP recebe o primeiro navio de distribuição de combustível para a Região Norte.




O porto de Santana, a 17 quilômetros de Macapá, recebeu nesta terça-feira (2) o primeiro navio de uma distribuidora nacional de combustível. O município será rota de distribuição do produto para a região Norte.

O porto da Companhia Docas irá receber mensalmente um navio com aproximadamente 25 milhões de litros do produto, segundo a direção operacional da empresa.

A prefeitura explicou que o combustível anteriormente ia para porto de Itacoatiara, no Amazonas, e de lá vinha de balsa até Santana, em uma viagem de até sete dias. Agora, o produto virá direto de navio e do Amapá será distribuído para Belém, no Pará, e Porto Velho, em Rondônia.



“Vamos transformar Santana na principal via de distribuição de combustível para a região Norte, através da parceria com a iniciativa privada”, destacou o prefeito Ofirney Sadala.

O município busca parceria com uma empresa de armazenamento e distribuição de combustíveis para a construção de estrutura destinada a receber o produto. O projeto aponta que, no futuro, poderão ser abastecidos, via Santana, as cidades de Santarém, no Pará, e Manaus, no Amazonas.
Com a entrada em operação de navios, na nova rota, o Amapá não correrá mais risco de desabastecimento de combustível, prevê a administração municipal de Santana.

Fonte: G1

Plenário do Senado aprova nome de Francisval Dias Mendes para diretor da ANTAQ.



O Plenário do Senado aprovou, na terça-feira (2), o nome de Francisval Dias Mendes para exercer o cargo de diretor da ANTAQ. Foram 46 votos favoráveis à indicação, dez contrários e uma abstenção. Mais cedo, após sabatina, a Comissão de Serviços de Infraestrutura havia aprovado o nome do indicado por 14 a 0. Agora, resta apenas a nomeação que fica a cargo do presidente da República, Michel Temer. Mendes ficará como diretor da Agência até 18 de fevereiro de 2021. Com Francisval Mendes, a Diretoria da ANTAQ ficará completa. Os outros diretores são Adalberto Tokarski (geral) e Mário Povia.

Durante seu discurso na Comissão de Serviços de Infraestrutura , Mendes destacou a licitação de arrendamentos portuários em Santos (SP), Salvador, Santarém (PA) e Rio de Janeiro realizada pela Agência. Ressaltou a aproximação da ANTAQ com os usuários do setor portuário. Mendes lembrou que a ANTAQ é referência na produção de estatísticas.

O indicado falou, ainda, sobre as 14 Unidades Regionais da ANTAQ e os postos avançados. “Isso demonstra que a Agência possui capilaridade, o que contribui para as atividades de fiscalização”, afirmou Mendes, enaltecendo também a reformulação do Planejamento Estratégico da ANTAQ.



Francisval Dias Mendes é advogado e tem mestrado em Direito Regulatório. Já foi diretor regulador ouvidor da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Mato Grosso (Ager), assessor jurídico da Associação Matogrossense dos Municípios (AMM), assessor e consultor jurídico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab/MT), entre outros cargos.

Fonte: Antaq

Justiça decreta interdição do Porto de Vila do Conde até adequação técnica.




A Justiça decretou a interdição do Porto de Vila do Conde, em Barcarena, nordeste do Pará, nesta quarta-feira (3). A decisão foi acatada pelo juízo da Vara Criminal da Comarca de Barcarena, que recebeu a denúncia do Ministério Público do Pará (MPPA) sobre o caso do naufrágio do navio Haidar e a poluição ocasionada na região. O navio afundou no dia 6 de outubro de 2015, no Porto de Via do Conde, com cinco mil bois. Confira os dados do processo no site do TJPA. O G1 aguarda posicionamento da Companhia de Docas do Pará (CDP), sobre a interdição.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Pará, o MP pediu o cumprimento de medidas cautelares em caráter imediato até que o processo seja julgado. A denúncia é contra cinco pessoas e quatro empresas pela suposta prática de crime ambiental, oriundo dos acontecimentos que nortearam o naufrágio do Navio Haidar. A primeira audiência está marcada para o dia 19 de setembro de 2017.

Enquanto o processo corre, a decisão estabelece ainda a construção de uma estrutura tecnicamente adequada para embarque de cargas vivas em navios, e um espaço de apoio para manutenção de animais dentro da estrutura do porto, antes de serem embarcados.



O TJPA ainda proíbe que as Secretarias de Meio Ambiente do Pará e de Barcarena concedam licença operacional para o funcionamento do Porto de Vila do Conde, que autorize embarque de carga viva. Foram deferidas pelo juiz as medidas cautelares solicitadas pelo MPPA a fim de “evitar tragédia que coloque em risco a vida das comunidades envolvidas e o meio ambiente”.

São réus desse processo o capitão Barbar Abdulranhman; o proprietário da empresa Tamara Shipping Co Ltda, Hussein Ahmad Sleiman; a própria empresa Tamara Shipping Co Ltda, o diretor presidente da Companhia das Docas do Pará (CDP) Parsifal de Jesus Pontes e a própria CDP.

Fonte: G1

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Produção de aço cresce, puxada pela exportação.



O setor siderúrgico no Brasil apresentou no 1.º trimestre do ano uma assimetria pouco comum. A produção nacional de aço cresceu 10,9% em comparação com os primeiros três meses de 2016, segundo o Instituto Aço Brasil, o que é um bom sinal. Contudo, esse avanço resultou da exportação do produto, que cresceu 17,4% no período considerado. As vendas internas de aço pelas siderúrgicas instaladas no País, ao contrário, caíram 0,5%. Mas a redução das vendas não significa que a demanda doméstica não tenha reagido. Ela parece até estar reagindo, pois o consumo aparente de aço (produção interna mais importações) teve crescimento de 5%, impulsionado pelas importações, que registraram aumento espetacular de 73,1%.

O Instituto explica que a alta da exportação se deve à entrada em operação da Cia. Siderúrgica de Pecém (CSP), no Ceará, voltada para o mercado externo. As demais siderúrgicas de diversas regiões do País são mais direcionadas para o mercado interno, no qual enfrentam uma poderosa concorrência do produto importado, e ainda exportam muito pouco.

As projeções do Instituto são de que o consumo aparente de aço no País alcance 18,7 milhões de toneladas (t) este ano, mais 2,9% em relação a 2016. Já a produção nacional atingiria, ao fim de dezembro, 32,5 milhões de toneladas, uma elevação de 3,8%. As vendas internas se recuperariam um pouco, avançando 1,3% em 2017, ficando em 15,7 milhões de t, patamar semelhante ao de 2006.

Para ganhar competitividade em mercados externos, a indústria siderúrgica reivindica que seja elevada de 2% para 5% a alíquota do Reintegra, que prevê restituição de tributos pagos na cadeia produtiva no caso de vendas externas. Com isso, afirma o Instituto, o nível de arrecadação tributária seria mantido, mas poderiam ser criados 400 mil novos postos de trabalho, injetando US$ 15 bilhões na economia. O Instituto também considera que o governo deveria incentivar a exigência de conteúdo local.

Quanto ao Reintegra, em face da política fiscal em vigor, é pouco provável que a sugestão seja atendida nesta fase. Já no tocante à exigência de conteúdo local, a tendência que se tem observado é de reduzi-la, não de reforçá-la. O que o setor pode esperar é que, com a aprovação das reformas propostas pelo governo, o custo Brasil diminua, permitindo ganhos de competitividade pela indústria em geral.

Fonte: Estadão

Gargalos à vista no escoamento de açúcar para exportação.



Usinas e tradings de açúcar estão preocupadas com possíveis gargalos no escoamento da oferta da produção da safra atual para o exterior nos próximos meses. Esse receio não é fruto do tamanho da produção esperada pelas usinas, que não deve ser muito diferente da registrada última safra, mas da concorrência com a enxurrada de grãos atualmente represada pelos agricultores em virtude dos baixos presos.

Além de os produtores de soja estarem segurando a comercialização de soja por causa do mercado adversos, em cerca de um mês começa a ser colhida uma volumosa safrinha de milho, boa parte destinada à exportação.

No ano passado, apesar da produção recorde de 35,6 milhões de toneladas de açúcar no Centro-Sul, não houve gargalos, em parte graças à quebra da safrinha de milho.

Como o ritmo da produção de açúcar está mais lento neste ano, uma vez que as usinas estão demorando mais para processar cana do que no último ciclo, é possível que o período crítico para o escoamento comece no fim de maio ou em junho, avalia Henrique Akamine, gerente de análise de mercado da trading Czarnikow.

Mas isso também vai depender de quando os produtores de grãos vão acelerar a comercialização de seus produtos. “Quanto mais demorar para exportar soja, maior a possibilidade do escoamento encavalar com o da safra de açúcar”, afirma Akamine.

Nesse contexto, a expectativa é de aumento no custo com caminhões para transportar açúcar. Danilo Caprara, trader da Olam International, acredita que as usinas podem ter que pagar mais pelo frete, mas diz que esse será um problema “pontual, no pico da safra”. Segundo Akamine, da Czarnikow, por enquanto os preços do frete de açúcar não subiram de forma expressiva “porque a safra ainda não começou a ser escoada fortemente”.

Já há quem esteja se precavendo contra eventuais gargalos. A Usina Alta Mogiana, por exemplo, decidiu antecipar em um mês a contratação das transportadoras que levarão seu açúcar até os portos. Mas o valor do frete já foi um pouco superior ao ano passado, diz Luiz Gustavo Junqueira Figueiredo, diretor comercial da companhia.

Trader da Sucden, Eduardo Sia não descarta possíveis congestionamentos de caminhões na chegada nos portos, o que pode gerar custo com estadia dos veículos. Ele pondera que a demanda por açúcar costuma “vir bem distribuída”, o que ajuda a não congestionar os portos.

Na última semana, houve um forte aumento da fila de navios que esperam para carregar açúcar nos portos, mas a quantidade é considerada dentro do normal. Na quarta-feira passada, havia 42 navios na fila, oito a mais do que uma semana antes, conforme a agência marítima Williams Brazil.

A capacidade dos portos não preocupam, até porque, neste ano, o mercado de açúcar ganhou uma nova via portuária. A VLI vai inaugurar na sexta-feira sua nova estrutura no porto de Santos, que inclui um berço de atracação de navios com capacidade para embarcar 4,5 milhões de toneladas de açúcar por ano.

Fonte: Valor

Brasil tem novo recorde de exportação de soja em abril; embarque de carnes recua.




O destaque negativo no balanço mensal da Secex ficou para a carne bovina in natura, que teve o pior desempenho mensal desde abril de 2012.

No mês passado, o país embarcou 70,2 mil toneladas do produto, queda de 29 por cento ante março e recuo de 19 por cento ante abril de 2016.

O Brasil ainda se recupera da repercussão negativa junto aos compradores externos do escândalo revelado pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, em que fiscais sanitários foram flagrados em supostas irregularidades para liberar cargas para o consumo.

Diversos mercado importantes chegaram a interromper temporariamente as compras de carnes do Brasil. No setor de bovinos, a JBS --maior processadora do país-- deu férias coletivas para funcionários de diversas unidades, para adequar sua capacidade de produção aos impactos da Carne Fraca.

As exportações de carne de frango in natura recuaram para 293,5 mil toneladas em abril, queda de 15 por cento ante março e de 22 por cento ante abril de 2016.

Já os embarques de carne suína totalizaram 44,5 mil toneladas no mês passado, queda de 19 por cento ante o mês anterior e de 16 por cento ante um ano antes.

Fonte: Reuters