quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Cresce criação de peixes no País.

A criação de peixes em cativeiros se tornou uma atividade altamente lucrativa nos últimos anos em nosso país. Para se ter uma ideia, em 2016, o Brasil registrou um crescimento da atividade em 10%, o que resultou em um faturamento de R$ 4,5 bilhões. Além do mais, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o consumo per capita de pescados no Brasil chegará a 12,7 quilos em 2025, número 32,3% maior que os 9,6 quilos consumidos anualmente entre 2013 e 2015.


Para acompanhar esse crescimento, a aquicultura - atividade baseada no cultivo de organismos aquáticos em espaços controlados - deverá dobrar de tamanho nos próximos anos, passando de uma média de 560 mil toneladas, entre 2013 e 2015, para 1,145 milhão de toneladas em 2025. Hoje, o principal estado produtor é Rondônia, que registrou um crescimento de aproximadamente 400% entre os anos de 2010 e 2015, tendo o tambaqui como uma das principais espécies.

O Acre também conta com um projeto grandioso nesse segmento. O estado possui o Complexo Industrial de Piscicultura Peixes da Amazônia, com capacidade anual de produção de até 15 milhões de espécies, como o tambaqui, pirarucu e pintado, e de processamento de 20 mil toneladas de cortes. Além disso, no último ano, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins receberam investimentos de grande porte por meio da iniciativa privada para expandir a atuação.

Com o fortalecimento em todo o país, empresas que atuam no agronegócio passaram a investir também em tecnologias destinadas ao segmento. O objetivo é otimizar o trabalho, garantir o aumento da segurança e, consequentemente, contribuir com o aumento da produtividade. A Husqvarna, multinacional sueca líder global em equipamentos para o manejo de áreas verdes, é um bom exemplo dessa tendência, pois enxergou no Atomizador uma solução eficiente para auxiliar no processo de alimentação dentro dos tanques de peixes.

O equipamento, que também é utilizado na aplicação de defensivos na agricultura, permite que a ração seja lançada de maneira uniforme em todo o tanque de criação. Com seu uso, é possível minimizar a disputa dos peixes por alimento e, dessa forma, contribuir com o ganho de peso uniforme dos alevinos (peixes recém-saídos dos ovos) ou pescados de maior postura. Isso garante a qualidade e o maior valor no momento da comercialização.

O ponto mais importante é enxergarmos que, assim como evoluímos em diversos segmentos da agricultura, temos um grande potencial para também nos destacarmos com a aquicultura. O país registra a 14ª maior produção do mundo, porém, com investimentos e o aprimoramento de tecnologias destinadas ao setor, em breve poderemos nos orgulhar em dizer que somos uma das maiores potências mundiais na atividade.Escrito por Paulo FigueiredoPaulo Figueiredo consultor técnico de produtos da Husqvarna, líder global no fornecimento de equipamentos para o manejo de áreas verdes

Logística para 215 milhões de toneladas de grãos.

Os números são alvissareiros: a estimativa de produção de grãos para 2016/17 é de 215,3 milhões de toneladas, com um aumento de 15,3% ou 28,6 milhões de toneladas frente à safra anterior (186,7 milhões t). Os dados são do 4º Levantamento da safra 2016/2017, divulgado nesta terça-feira (10/01) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).


O resultado positivo se deve à produtividade média das culturas, em recuperação da influência negativa das condições climáticas da safra passada. A área total também tem previsão de ampliação em 1,3% ou 745,6 mil hectares quando comparada à safra anterior, podendo chegar a 59,1 milhões de hectares. Todavia, a luz vermelha se acende quando pensamos que toda essa produção precisa enfrentar, para chegar aos seus diversos destinos (nacionais e internacionais), uma logística ainda pouco "azeitada", complicando a circulação dessa carga nas estradas, ferroviais, hidrovias e portos do País.

Os recordes de safras precisam ser acompanhados por recordes de eficiência e eficácia na hora do transporte - seja ele por terra, ar ou águas (rios e mares). Nessa questão, o governo precisa sempre estar em dia com suas lições de casa.Escrito por Editor Portogente

Aliança Navegação certifica navios de sua frota.




A Aliança Navegação e Logística, líder em cabotagem no Brasil, se antecipou e realizou, de forma pioneira e voluntária, a certificação de conformidade à Maritime Labour Convention /Convenção do Trabalho Marítimo (MLC 2006) em todos os navios de sua frota. A iniciativa reforça que a empresa cumpre plenamente os requerimentos contidos na Convenção e que está em conformidade com a MLC, mesmo antes de o governo brasileiro ter assinado o documento, embora o apoie.


A Convenção do Trabalho Marítimo da OIT, MLC 2006, entrou em vigor em agosto de 2013 e constitui uma nova “carta dos direitos”, garantindo a proteção aos trabalhadores marítimos em todo o mundo, bem como condições equitativas para os armadores. Ela tem o apoio total da Federação Internacional dos Trabalhadores em Transporte (ITF), que representa os trabalhadores marítimos, e da Federação Internacional de Armadores (ISF). A convenção é também apoiada pela Organização Marítima Internacional (IMO), que supervisiona o setor dos transportes marítimos e é responsável pela prevenção da poluição marinha provocada por embarcações.

A MLC 2006 é considerada o “quarto pilar” dos regulamentos marítimos mais importantes que cobrem os transportes marítimos internacionais, juntamente com a Convenção Internacional para Salvaguarda da Vida humana no Mar (SOLAS); a Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição Causada por Navios (MARPOL); e a Convenção Internacional sobre as Normas de Formação, Certificação e Serviço de Quartos para os Marítimos (STCW).

“A Aliança garante o direito de todos os marítimos da nossa frota – cerca de 400 – a um emprego digno e de qualidade. Verificamos e cumprimos todos os requerimentos previstos e inerentes à alimentação, assistência médica, camarotes individuais devidamente equipados, salários e benefícios, informação, lazer, equipamento de proteção individual, uniformes, bem com transporte gratuito por ocasião do embarque e desembarque dos tripulantes, entre outros pontos”, destaca Carlos Arthur, coordenador da Qualidade e Meio Ambiente Aliança Navegação e Logística.

A verificação do atendimento aos requerimentos contidos nas normas aplicáveis aos Códigos ISM.MLC 2006 e Normas NBR-ABNT 9001 e NBR-ABNT 14001:2004 é realizada durante as auditorias externas anuais, realizadas pela Sociedade Classificadora DNV/GL. A próxima será de 15 a 17 de fevereiro, quando a Aliança mais uma vez estará recebendo os auditores para a realização da auditoria externa de renovação do Documento de Conformidade. Na ocasião, os auditores irão verificar a Conformidade da Aliança junto aos requisitos do Código Internacional de Gerenciamento para Operação Segura e para a Prevenção da Poluição (Código ISM).




Escrito por Notícia Corporativa

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Exportadores podem testar mudanças no Portal Único de Comércio Exterior.




Os exportadores brasileiros poderão acessar a partir desta segunda-feira um ambiente para testar as novas funcionalidades do Portal Único de Comércio Exterior. A expansão do portal foi anunciada, na semana passada, como uma das medidas do governo para destravar a economia.

A fase de testes antecede a entrada em operação do novo sistema, prevista para fevereiro de 2017. Além da ampliação das funcionalidades, o portal vai consolidar, em um único ponto de entrada, o encaminhamento de todos os documentos e dados exigidos nas operações. Com isso, o governo espera reduzir em 40% o tempo para procedimentos de comércio exterior.

Ao entrar no site para testar as novas opções tecnológicas, os usuários poderão também sugerir melhorias e informar falhas no sistema. As operações realizadas no ambiente nesse período, contudo, serão apenas para teste e não terão validade para efetivar vendas no exterior.

Após o período de validação, as primeiras exportações a serem realizadas pelo novo processo serão as que utilizam modal aéreo. Os demais meios de transporte (marítimo, ferroviário, rodoviário e postal) serão incorporados ainda no primeiro semestre. As informações são da Receita Federal e do Ministério do Desenvolvimento, Comércio Exterior e Serviços.

Fonte:Agência Brasil

O setor portuário brasileiro registrou uma queda de 1,4% em sua movimentação de cargas no terceiro trimestre do ano.



O setor portuário brasileiro registrou uma queda de 1,4% em sua movimentação de cargas no terceiro trimestre do ano, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o órgão regulador desse mercado. No total, portos organizados (públicos) e terminais privados embarcaram ou desembarcaram 264 milhões de toneladas, 3,8 milhões de toneladas a menos do que no mesmo período do ano passado.

Os portos organizados registraram um decréscimo de 4,1% em sua tonelagem no último trimestre, na comparação com os mesmos meses de 2015. O volume chegou a 89,9 milhões de toneladas. Já os terminais privados contabilizaram 174,1 milhões de toneladas, ficando praticamente estagnados (a redução foi de 0,03%).

De acordo com técnicos da Superintendência de Desempenho, Desenvolvimento e Sustentabilidade da Antaq, esse foi o segundo trimestre seguido em que os terminais privados apresentam decréscimo na movimentação – fato que não ocorria desde 2014. O segundo trimestre de 2016 teve uma redução de 2%.

Ainda de acordo com especialistas da agência, o desempenho do segmento foi afetado principalmente pelas quedas nas exportações de dois grupos de commodities agrícolas: sementes e frutos oleaginosos (-31,4%) e cereais (40,7%).

Na análise das mercadorias operadas no setor de julho a setembro, as maiores tonelagens foram as dos minérios (110,7 milhões de toneladas, acréscimo de 2,5%) e as dos contêineres (27,6 milhões de toneladas, aumento de 7,3%). Entre as principais baixas, estão a de sementes, grãos e frutos (11,8 milhões de toneladas, decréscimo de 32,2%) e a dos combustíveis (57,7 milhões de toneladas, queda de 0,4%).

Entre os portos organizados, Santos se manteve na liderança com a maior movimentação, 26,4 milhões de toneladas, apesar desse total indicar uma queda de 7,2%.

Fonte: Tribuna online

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Antaq realizará fiscalização nos portos do Pará.




A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) realizará uma fiscalização nos próximos seis meses nos portos do Pará. De acordo com a agência fiscalizadora, os portos precisarão se adequar as exigências da entidade.

Segundo o Diretor-Geral da Antaq, Adalberto Tokarski, o órgão realizará uma campanha educativa para incentivar a regularização dos portos paraenses.
"Nós vamos fazer uma campanha educativa. Agora nós temos 180 dias para buscar essa regularização, e ainda uma regularização um pouco mais leve. Ou a Antaq, se colocar a mão pesada, todos os terminais seriam interditados praticamente", afirmou Tokarski.

No porto de Tucuruí, no sudeste do Pará, os passageiros precisam descer uma escada muito íngreme e andar sobre uma tábua para conseguir embarcar e desembarcar das embarcações. Idosos, crianças e mães com recém-nascidos fazem parte do grupo que mais sofre para ter acesso os barcos.

"Eu já sofri acidente. Semana retrasada eu fui eu caí da escada, porque não tem um porto adequado, uma estrutura adequada" relatou Carla Daibes, zootecnista.
Em dois portos de Belém a situação não é diferente. No Porto Santa Efigênia, que fica no bairro da Cidade Velha, e recebe passageiros de Cametá e do estado do Amapá, logo na entrada, as pessoas que chegam precisam enfrentar lama e muitos buracos. Para chegar à embarcação, tem que se equilibrar entre tábuas soltas de um trapiche quebrado.

Bem próximo fica o Porto Brilhante. No portão tem uma placa dizendo que o estabelecimento “está interditado pela administração para embarque e desembarque de passageiros e cargas”. Porém passageiros continuam embarcando e desembarcando do porto interditado, vindo de Cachoeira do Arari, na Ilha do Marajó.

"A gente pede que as autoridades tomem providência para que não deixe acontecer como acontecera com a lancha que naufragou. E certamente que aqui também há esse perigo. Então é preciso de melhorias e providências por parte das autoridades" cobrou o autônomo Gleidson Portal.

Foi do Porto Brilhante que no último dia 7 de dezembro saiu a lancha com destino à Ponta de Pedras, na Ilha do Marajó. A embarcação, que não tinha autorização para transportar passageiros, naufragou. Segundo o Corpo de Bombeiros, 44 pessoas foram resgatadas com vida, 4 morreram e 5 continuam desaparecidas. A lancha também não foi localizada. Depois de 10 dias de buscas aos corpos e a lancha, o trabalho encerrou.

Fonte:G1 PA

Governo analisa planos para o Setor Portuário.






As propostas elaboradas por um grupo de trabalho criado pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC), para destravar investimentos e reduzir a burocracia nos processos do setor portuário, estão em análise na Casa Civil. A minuta ainda retornará à pasta para uma nova apreciação de seu departamento jurídico. Em seguida, ela já poderá ser publicada para que as novas regras sejam conhecidas pela iniciativa privada.

O MTPAC criou um grupo de trabalho formado por representantes do ministério e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para a atualização da legislação do setor portuário. O objetivo é propor novos procedimentos e adequar os atualmente estabelecidos, para permitir o fomento das atividades portuárias no Brasil, incluindo captação de investidores estrangeiros.

Segundo a pasta, foram três meses de trabalho e mais de 30 reuniões, que incluíram encontros com entidades do setor.

Entre as propostas elaboradas, está a ampliação dos prazos de concessão de terminais portuários por mais 10 anos. O plano é que as áreas possam ser exploradas pela iniciativa privada por 35 anos, prorrogáveis pelo mesmo período.

Hoje, os arrendamentos portuários têm uma vigência de 25 anos, prorrogáveis pelo mesmo período. A expectativa é de que, a partir de um decreto, o período de exploração das áreas salte para 35 anos, nas mesmas condições.

A medida valeria apenas para os novos arrendamentos. Mas pode abrir um precedente para que arrendatários que têm contratos mais curtos tentem uma adaptação.

Além desta questão, o grupo de trabalho da pasta avalia a possibilidade de ampliar áreas e unificar contratos, desde que eles tenham os mesmos arrendatários. Mas, neste caso, a licitação dos terrenos separadamente não pode ser considerada viável.

Necessidades

Especialistas ouvidos por A Tribuna apontam que a ampliação dos prazos de arrendamento dará maiores conforto, segurança e rentabilidade aos investidores em um curto espaço de tempo. Mas a medida ainda precisa vir acompanhada de adaptações.

Uma delas é a possibilidade de adequar os contratos já existentes ao novo prazo. Além disso, questões como a descentralização das decisões do setor portuário e a profissionalização da gestão portuária foram lembradas como necessárias para garantir avanços e aumento da competitividade dos portos brasileiros.

Fonte:Tribuna online