quinta-feira, 2 de junho de 2016

MEGADESCARREGADOR DE MINÉRIO DE FERRO NO PECÉM.



O Porto do Pecém recebeu, nesta semana, equipamento que irá possibilitar o descarregamento de navios com minério de ferro para a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). A operação de descarga foi de grande complexidade, levou três dias. O descarregador de minério de ferro pesa cerca de duas mil toneladas e tem 40 metros de altura, tendo chegado a bordo do navio Jumbo Jubilee.

Já com 95% dos seus componentes pré-montados, o equipamento foi descarregado no berço 2 do píer 1 do Porto do Pecém, de onde irá retirar o insumo dos navios e colocá-los em uma correia transportadora específica para o minério de ferro.

O material será transportado por nove quilômetros até um ponto pré-estabelecido do setor 1 do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp).

Capacidade

"O Porto do Pecém se mostra um dos terminais mais preparados do País, tendo realizado com competência a operação de recebimento do descarregador", apontou o secretário de Infraestrutura, André Facó. "Essa é uma operação inédita. Nunca havíamos recebido um equipamento dessa magnitude. O êxito do trabalho confirma a competência da equipe que opera o terminal".

Operando sobre trilhos, o equipamento tem capacidade de descarregar até 2,4 mil toneladas por hora de minério de ferro. A expectativa do governo é que, até o começo de julho, seja iniciado o processo de operação assistida do descarregador de minério, já com carga. A partir do início de sua operação, o Porto do Pecém deverá passar a descarregar cinco milhões de toneladas de minério de ferro ao ano.

Tecnologia

O terminal já conta com um equipamento para realizar a descarga contínua de carvão mineral, com a tecnologia de rosca transportadora. O novo descarregador também vai operar de forma contínua, mas com a tecnologia de elevador de canecas (do tipo bota), o que deverá evitar o derramamento e a emissão de particulados ao meio ambiente durante a descarga de navios. O equipamento atende a condições do Termo de Compromisso firmado pelo Estado para garantir a implantação da Siderúrgica no Ceará, e seu processo de descarga obedeceu ao cronograma operacional da Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), em parceria com a fabricante Tenova.

Siderúrgica perto de operar

Na última segunda-feira, as obras da CSP chegaram a 99,57%. As principais plantas estão com os seguintes status: aciaria (99,88%), coqueria (99,96%), alto-forno (99,96%), sinterização (99,63%) e lingotamento contínuo (99,79%). A concretagem está com 99,60% e a implantação da estrutura necessária em aço está em 99,97%. A previsão é que as operações tenham início ainda em junho deste ano.

Fonte: Diario do Nordeste (CE)

MOVIMENTAÇÃO PORTUÁRIA CRESCE 2,4% DE JANEIRO A ABRIL.

A movimentação de cargas de exportação e importação nos portos brasileiros aumentou 2,4% no primeiro quadrimestre sobre o mesmo período do ano passado, de acordo com o WebPortos, banco de dados com acesso a partir do site da Secretaria de Portos do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, www.portosdobrasil.gov.br.

De janeiro a abril deste ano, foram movimentados 316 milhões de toneladas. Nos primeiros quatro meses de 2015, a movimentação foi de 308 milhões. O crescimento é ainda mais significativo considerando que 2015 foi um ano também de ampliação, em que pela primeira vez na história foi superada a marca de um bilhão de toneladas no ano.

Entre os portos públicos, o de Santos, em São Paulo, cresceu em 7,4% a sua movimentação para 32,2 milhões de toneladas de janeiro a abril. Em seguida, em volume de carga, vem o terminal de Itaguaí, em Sepetiba, no Rio de Janeiro, que ficou na média com alta de 2,4% para 17,6 milhões de toneladas.

O Porto de Paranaguá, no Paraná, terceiro maior porto público no país, teve ampliação de 16,2% no período, para aproximadamente 14,5 milhões de toneladas. O Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, assumiu o quarto lugar em volume entre os portos públicos com aumento de 9,35% para 7,25 milhões de toneladas nos primeiros quatro meses do ano.

O aumento se deu principalmente em função da carga de minério de ferro, que cresceu 5,29% de janeiro a abril deste ano em relação ao mesmo período de 2015. A movimentação de soja em grãos também se destacou com alta de 30,87% para 29,63 milhões de toneladas.

O crescimento de 145,02% no volume de milho movimentado nos portos para comércio exterior também é destaque, passando a 8,11 milhões de toneladas.

Fonte: Ascom/Secretaria de Portos / Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil

PROJETO DA CONSTRUÇÃO DO PORTO PÚBLICO DE MANAUS AINDA NO PAPEL.



MANAUS - O projeto da possível construção do porto público de Manaus na área que pertenceu à Siderúrgica do Estado do Amazonas (Siderama), próximo ao porto da Ceasa, parece estar distante de ser concretizado. Conforme informações da Secretaria de Portos (SEP) do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, os documentos referentes ao processo licitatório de arrendamentos do porto estão em análise e somente após a conclusão serão encaminhados à apreciação do Tribunal de Contas da União (TCU), órgão que avalia e delibera os leilões. Segundo a secretaria federal, não há previsão para que os documentos sejam encaminhados ao tribunal e a divulgação de um novo cronograma dependerá de orientações do Programa de Parcerias de Investimento (PPI), do Governo Federal.

A assessoria de comunicação da SEP divulgou, por meio de nota, que as estratégias para concessões e arrendamentos estão em rediscussão no âmbito do PPI e que os estudos sobre a área relacionada à Manaus estão sendo atualizados pela SEP para posteriormente serem enviados ao TCU. De acordo com a assessoria, o porto de Manaus compõe a relação dos portos com áreas a serem arrendadas por leilão.

Conforme o órgão, a partir deste ano as cidades que devem receber instalações portuárias, como no caso de Manaus, não serão mais tratadas como componentes de blocos de arrendamentos. Agora, o processo que estiver liberado pelo TCU logo seguirá para a licitação.

Anteriormente a capital amazonense fazia parte do segundo bloco de arrendamentos. A nota ainda cita que o Terminal Marítimo de Passageiros de Salvador seguiu os novos procedimentos e foi leiloado no último dia 24. A assessoria de comunicação do TCU informou que até o momento a única informação recebida pelo órgão é que os documentos que tratam do Terminal de Conteineres e Carga Geral de Manaus serão oportunamente encaminhados ao tribunal. O TCU analisou o primeiro bloco de arrendamentos portuários referente aos portos de Santos (SP), Vila do Conde no município de Barcarena (PA), Outeiro (PA), Santarém (PA) e Miramar (PA).

Já houve licitação em algumas áreas de Santos e os editais para a licitação de áreas em Vila do Conde e Outeiros já foram publicados. O projeto do porto na área da Siderama faz parte do PNLI (Plano Nacional de Logística Integrada), uma aposta do governo federal para, nos próximos 30 anos, interligar rodovias, ferrovias e hidrovias a portos e aeroportos. O PNLI foi lançado em 2012.

Em informações divulgadas ao JC anteriormente pela SEP, a secretaria afirmou que a área destinada para a construção do novo porto, que está localizada no Distrito Industrial, zona Sul, não é alcançada pelo tombamento da paisagem do Encontro das Águas. Conforme a pasta, o porto será construído com recursos privados e o projeto segue o marco regulatório do setor portuário promovido pela lei 12.815/2013.

Segundo o projeto, o investimento privado está orçado no valor de R$ 500 milhões. Será construído um cais flutuante com quatro berços (ponto de atracação das embarcações no cais) com possibilidade de expansão para mais dois berços. A assessoria também disse que haverá pátios para contêineres, edificações administrativas e operacionais, vias internas de circulação e outras instalações necessárias ao funcionamento de um porto.

Fonte:Jornal do Commercio

TERMINAL HIDROVIÁRIO DESATIVADO CAUSA PREJUÍZOS À POPULAÇÃO DE MANACAPURU.



Obra que custou R$ 7,6 milhões aos cofres públicos e interligaria municípios da calha do médio Solimões a Manaus nunca entrou em funcionamento
Obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concebida para interligar os município da calha do Solimões como Anori, Anamã, Caapiranga, Beruri, Coari a Manaus, o terminal hidroviário de Manacapuru (a 84 quilômetros da capital) encontra-se desativado.

Articulado pelo então ministro dos Transportes, hoje deputado federal Alfredo Nascimento (PR), a unidade de Manacapuru fez parte de um pacote de terminais fluviais para os municípios do interior do Amazonas. Fruto de convênio firmado entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) e a Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra), a obra custou 7,6 milhões, sendo R$ 4,8 milhões do Governo Federal e R$ 2,8 milhões de contrapartida do Governo do Amazonas.

O terminal foi inaugurado no dia 16 de junho de 2010 e começou a operar sobe responsabilidade da Superintendência Superintendência Estadual de Navegação, Portos e Hidrovias (SNPH). Hoje, está sob a coordenação da Administração das Hidrovias da Amazônia Ocidental (AHIMOC) órgão da estrutura do Dnit coordenado por Luciano Moreira de Souza Filho.

Na sexta-feira, uma equipe de A Crítica esteve no local e verificou que a passarela construída para dar acesso ao local de desembarque de passageiros e cargas está danificada e sua estrutura encontra-se em cima da balsa do terminal. Segundo moradores, uma obra de adequação da passarela está paralisada. Em maio de 2011, menos de um ano após a inauguração, a estrutura cedeu à pressão de troncos de árvores arrastados pela correnteza do Solimões.

Prejuízos

A ideia do terminal portuário com o advento da ponte Rio Negro, que seria entregue um ano depois, era também facilitar o escoamento da produção agrícola dos municípios Médio Solimões. “O Governo do Estado está promovendo a geração de emprego e renda, além de facilitar o escoamento da produção destes municípios, que farão de Manacapuru o portão de entrada de suas mercadorias para a capital, Manaus, que é o maior centro consumidor da produção local, principalmente de hortifrutigranjeiros”, disse a então secretária da Seinfra Waldívia Alencar no dia da entrega da obra em junho de 2010. A reportagem ligou para a AHIMOC mas não conseguiu falar com o coordenador Luciano.

Estrutura

O terminal era composto de uma ponte em estrutura metálica com 20 metros de comprimento; duas pontes metálicas com 45 metros cada uma, construídas em chapas de aço carbono com passarelas para pedestres, sendo que delas com flap móvel para acompanhar a subida e a descida do rio. Entre as duas pontes principais foi construído um flutuante de apoio com seção retangular medindo 19 metros de comprimento por 6m de boca e 2m de pontal, além de um bloco de apoio de concreto entre estas duas pontes.

Devolução de recursos

O Governo do Amazonas devolveu, em maio do ano passado, R$ 10,8 milhões ao Dnit referente a construção de nove portos no interior do Estado, dentre eles o de Manacapuru. À época, a Seinfra explicou que tratava-se de saldos dos convênios celebrados com o Governo Federal.

Do valor repassado pela União para a obra do terminal hidroviário de Manacapuru foram devolvidos ao Dnit R$ 1 milhão. Do convênio para o porto de Lábrea, que não foi construído, o governo devolveu R$ 3,5 milhões. Do terminal de Itacoatiara foram R$ 2,4 milhões; o de Coari (R$ 848 mil); o de Itapiranga (R$ 731,9 mil); o de Iranduba (R$ 729,5 mil); o de Careiro da Várzea (R$ 565,2 mil); o de Barreirinha (R$ 478 mil); o de Beruri (R$ 474,1 mil); e o de Boa Vista do Ramos (R$ 52,8 mil).

Fonte: A Critica(Manaus)/Aristide Furtado

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Rodovias pavimentadas.



A Confederação Nacional do Transporte (CNT) acaba de lançar o Anuário CNT do Transporte, uma verdadeira radiografia das nossas matrizes. Um dos apontamentos informa que, nos últimos 15 anos, as rodovias pavimentadas cresceram 23,2% no Brasil, uma média de apenas 1,5% ao ano. Enquanto em 2001, o País possuía 170,9 mil km com pavimento (9,8% do total), em 2015, esse número chegou a 210,6 mil km (12,2% do total). O crescimento foi somente de 39,7 mil km, para um tipo de transporte que corresponde a mais de 60% das movimentações de carga e a mais de 90% dos deslocamentos de passageiros. O investimento em infraestrutura foi baixo, e a frota de veículos aumentou 184,2% no período.

De acordo com a pesquisa, os Estados com maior malha pavimentada em 2015 são Minas Gerais (25.823,9 km), São Paulo (24.976,6 km), Paraná (19.574,1 km), Bahia (15.910,7 km) e Goiás (12.760,6 km). Já aqueles que têm menor malha pavimentada são Amazonas (2.157,0 km), Acre (1.498,2 km), Roraima (1.462,8 km), Distrito Federal (908,0 km) e Amapá (528,1 km). Segundo a última Pesquisa CNT de Rodovias, de 2015, 48,6% do pavimento da extensão avaliada apresenta algum tipo de problema, tendo classificação regular, ruim ou péssimo.

Já em relação às condições gerais dos trechos pesquisados (que incluem também sinalização e geometria), o percentual de rodovias avaliadas com algum tipo de problema foi de 57,3%. A CNT avalia toda malha federal pavimentada e os principais trechos das malhas estaduais também pavimentadas.
Editor Portogente

Seminário internacional discute transporte fluvial.

O diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski, participou, em 17 de maio, do Seminário Internacional “Movilidad Fluvial en la Amazonía: Complementariedad e integración”, realizado em Quito, capital do Equador. O evento foi realizado em parceria pelo Ministério de Transporte e Obras Públicas do Equador (MTOP) e a Unidade de Serviços de Infraestrutura da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), da Organização das Nações Unidas (ONU).

O seminário, com duração de dois dias, foi realizado nas dependências do MTOP e teve a participação de representantes do Equador, Brasil, Argentina, Colômbia, Peru, Venezuela e Alemanha, dos setores público, privado, acadêmico e de instituições regionais de fomento, como o Banco de Desenvolvimento da América Latina.

O evento teve como objetivo a discussão de aspectos relacionados à integração dos países amazônicos por meio da navegação interior e contou com cinco painéis: Políticas de mobilidade e logística integrada na América Latina; Políticas/estratégias de mobilidade e fluvial – experiências da América do Sul; Regulamentos da mobilidade fluvial – desafios e complementariedade na América do Sul; Projetos de mobilidade fluvial nacional; e Desafios da mobilidade fluvial sustentável.

Tokarski, que fez uma apresentação sobre as políticas de transporte na navegação interior no Brasil, no segundo painel, reforçou o compromisso e os esforços da ANTAQ com a integração sul-americana. Nesse sentido, destacou a importância de se retirar, em um primeiro momento, as principais barreiras para que o transporte fluvial se estabeleça. O diretor foi acompanhado pelo Gerente de Desenvolvimento e Estudos, José Renato Fialho, que fez uma exposição sobre os regulamentos do transporte fluvial no Brasil.

Foi acordado, ao final do evento, a criação de um grupo de trabalho de especialistas/técnicos dos vários países para a discussão de estratégias para a integração e o desenvolvimento da mobilidade fluvial na Amazônia, e que a próxima reunião do grupo será realizada durante a IX PIANC – Copedec, que ocorrerá em outubro, no Rio de Janeiro, com organização da agência reguladora brasileira.

Assessoria de Comunicação

SETOR PORTUÁRIO VAI PEDIR FIM DE 'INTERVENÇÃO' ESTATAL.



Representantes da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) se reunirão na quinta-feira com o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, para pedir a redução do intervencionismo estatal no setor. Os empresários querem brecar a escalada estatizante que marcou a gestão de Dilma Rousseff, materializada basicamente na excessiva regulação da Antaq - a agência do setor - e na falta de governança que desaguou numa inversão de papéis, dizem.

Segundo eles, o Tribunal de Contas da União (TCU), órgão de fiscalização, assumiu o papel da Secretaria de Portos (SEP), recém-extinta e que era responsável pela formulação da política portuária, e da Antaq. "Vamos pedir o realinhamento do setor para que ele seja mais atrativo", disse Wilen Manteli, presidente da ABTP. Recentemente o presidente interino Michel Temer incorporou os Portos ao Ministério dos Transportes.

Desde 2015 a ABTP encampou de forma mais veemente a bandeira da liberalização da atividade, na contramão do que classifica de cerceamento da livre iniciativa.

Para a ABTP, o excesso de intervencionismo se refletiu em "constantes mudanças nos marcos regulatórios, na precariedade que se introduziu nos contratos de exploração dos terminais portuários, bem como por uma densa burocracia que retarda, quando não afasta, investimentos em novas instalações portuárias e na ampliação das atuais", diz comunicado que será entregue ao ministro.

Um dos resultados dessa política teria sido a falta de interessados no leilão de seis áreas do Pará, que seriam licitadas no dia 31 de março, e foi remarcado para o próximo dia 10. O adiamento deveu-se, oficialmente, a uma falha no sistema da Antaq que impediu o envio de respostas aos pedidos de esclarecimentos. Mas os empresários consideram que as condições dos editais e minutas dos contratos estão desequilibradas em desfavor do investidor, o que teria repelido interessados.

Segundo Manteli, porém, não está na pauta pedir o adiamento ou suspensão do leilão. "Nossa bandeira é mais ampla. Vamos falar sobre o todo". Também na quinta, a ABTP e outras associações devem ir ao TCU para debater aspectos técnicos dos futuros arrendamentos. "Não estamos pedindo mudanças, estamos apontando impropriedades nos editais para avaliação do TCU. A parte política, se vão manter ou adiar o leilão, não é da nossa alçada", diz o consultor para logística e infraestrutura da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Luiz Fayet, segundo quem o debate com o TCU sobre infraestrutura tem ocorrido sistematicamente.

Fayet defende, por exemplo, que os leilões sejam acelerados, em vez de se licitar de acordo com um cronograma fixo. Até agora, das 93 áreas previstas só três foram a leilão. "A frustração do leilão do Pará se deu por problemas de natureza técnica dos editais mas, principalmente, devido ao ambiente político daquele momento. Demanda por áreas há, pois o volume nem de longe está sendo atendido por aquela região, sai pelos portos do Sul e Sudeste, que são em média US$ 46 mais caros por tonelada".

O Ministério dos Transportes disse que a SEP sempre definiu a política portuária e considera que dá maior segurança jurídica ao setor ter a aprovação prévia do TCU para os leilões de arrendamento, para evitar questionamentos posteriores às disputas. O TCU afirmou que sua atuação se limita à fiscalização dos atos praticados pelas agências "com base em aspectos legais e normativos e que não interfere na elaboração dos editais". E que analisa a legalidade de cada um dos estágios da licitação com base em padrões internacionais de auditoria.

Fonte: Valor Economico/Fernanda Pires | De São Paul