terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Moradores de Barcarena interditam duas rodovias.

Navio Haidar - Famílias que moram na região afetada por naufrágio fecham as PAs 481 e 183.

O dia de ontem foi de protesto dos moradores da área atingida pelo acidente do afundamento do navio Haidar, com cinco mil bois vivos a bordo, no Porto de Vila do Conde, em Barcarena, no dia 6 de outubro de 2015. Cerca de mil pessoas interditaram as rodovias PA-483, de acesso a Vila do Conde, e a PA-481, rumo às empresas que atuam na região. 

Os manifestantes reivindicaram ao Poder Público, principalmente ao ministro dos Portos, Helder Barbalho, providências para resolver a situação de penúria a que se encontram submetidas cerca de 20 mil famílias em virtude do acidente com sérios prejuízos ambientais na região. Os manifestantes chegaram a anunciar que somente encerrariam o protesto, desinterditando os acessos rodoviários, quando houvesse uma sinalização do Poder Público de atendimento de suas reivindicações. Foi, então, que o Governo do Estado interveio e os manifestantes liberaram as vias. As famílias da área do acidente reivindicam às três esferas de governo "uma solução para o problema". Por volta das 19 horas, foi encerrado o protesto, depois que fecharam acordo com o secretário de Estado de Transportes, Kleber Menezes. Foi acertado que até o dia 2 de fevereiro o Governo do Estado apresentará proposta visando solucionar as dificuldades enfrentadas pelas famílias penalizadas com os efeitos do acidente. 

GOVERNO TENTA BARRAR AUMENTO DE 31% EM TAXAS DE PRATICAGEM.

De uma vez só, os preços da praticagem no Porto de Santos aumentaram 31,4%. Esse é o serviço de manobra de navios, que deve ser feito com apoio de especialistas (os práticos), já que se trata de operação de risco.
O ajuste foi ordenado pela Justiça, que mandou adequar os preços pela soma do IPCA de quatro anos.
O governo, que foi obrigado a determinar o aumento, irá recorrer da decisão.
A tabela de valores da praticagem é determinada pela Marinha. Em 2012, a presidente Dilma criou um grupo para repensar a maneira como o serviço é prestado e a lógica da precificação. Quando a comissão foi instalada, os valores ficaram congelados.
No fim do ano passado, a Justiça determinou a correção da tabela retroativa a 2011, e os novos preços passaram a valer na quinta-feira (14), quando foram publicados no Diário Oficial.
Em nota, a Secretaria dos Portos afirma que "trabalha com o intuito de aprimorar a gestão e reduzir os custos do setor portuário". É a comissão que irá recorrer à Justiça.
A tabela é usada se não há acordo com as empresas que fretam navios, que são casos mais frequentes com os armadores estrangeiros.
"Essas empresas trabalham em dólar. Mesmo com a atualização dos valores, o preço teve queda de 40%", diz Marcos Jorge Matusevicius, executivo da associação.
A praticagem de Santos cobra preços semelhantes aos do resto do mundo e e esse não é um item de peso no valor total do frete, segundo ele.
A Centronave, a associação de empresas de navegação, não se pronunciou.
Fonte: Folha (Maria Cristina Frias)

AMAZON EXPANDE ATUAÇÃO LOGÍSTICA PARA O FRETE MARÍTIMO.

O braço chinês da Amazon conseguiu o registro de promotor de frete marítimo, demonstram documentos da Comissão Marítima Federal dos EUA. Dessa forma, a gigante do varejo terá mais controle no envio de produtos das fábricas chinesas para o mercado consumidor americano. A medida é mais um indicador dos planos da companhia de expandir sua logística para para reduzir custos do negócio de varejo e, potencialmente, fornecer serviços para outras indústrias.
Com o novo status de promotor de frete marítimo, a Amazon coloca os pés num mercado que movimenta US$ 350 bilhões por ano. A licença não permite à companhia operar os navios, mas subcontratá-los. A empresa também negocia um acordo para a aquisição de 20 aviões para iniciar um serviço de entregas aéreas nos EUA, além de ter comprado caminhões para aumentar a capacidade de entregas.
— Com mais e mais controle sobre a cadeia de fornecedores do seu negócio, ela tem a possibilidade de reduzir os custos ainda mais — disse Satish Jindel, consultor de logística e presidente da SJ Consulting Group, em entrevista à Reuters.
De acordo com o especialista, a medida dá à Amazon ainda mais vantagem em relação aos varejistas tradicionais nos EUA na negociação por menores preços de produtos.
Na quinta-feira, a Comissão Marítima Federal dos EUA, agência do governo que regula o sistema oceânico de transporte internacional do país, informou que a empresa Beijing Century Joyo Courier Service, sob o nome comercial de Amazon China, Amazon.CN e Amazon Global Logistics China, foi registrada em seu banco de dados para fornecer serviços de frete.
“Os serviços de transporte oceânico da Amazon serão mais atrativos para vendedores chineses que para compradores americanos. Fornecedores chineses vão adorar ter acesso direto à vasta base de consumidores americanos da Amazon”, avaliou Ryan Petersen, diretor executivo da Flexport, no blog da companhia.
Segundo o executivo, é provável que vendedores que usam a plataforma de vendas on-line da Amazon não usem o serviço de frete, porque dessa forma mostrariam seus dados de precificação para a companhia. A Amazon não comentou o assunto.
Fonte: O Globo

PETRÓLEO EM QUEDA: QUAIS AS CAUSAS E EFEITOS E POR QUE A GASOLINA NÃO CAI.

O preço do petróleo está em níveis baixos nunca vistos desde o final de março de 2004, por volta de US$ 30 o barril. Já se fala até que pode chegar à casa dos US$ 20 o barril. 
O UOL preparou este resumo para ajudar a entender melhor as causas e consequências dessa queda nos preços da matéria-prima, como isso pode afetar a Petrobras e o pré-sal e por que a gasolina não fica mais barata aqui no Brasil.
Se o petróleo cai, a gasolina cai também?
Nos EUA, a gasolina chegou a ser vendida a menos de US$ 2 o galão (cerca de US$ 0,52 o litro) em 14 de janeiro. É o valor mais baixo desde março de 2009, quando o país estava em plena recessão.
E no Brasil? Bom, no Brasil é diferente. Aqui os preços dos combustíveis são controlados pelo governo, que é sócio majoritário da Petrobras.
A estatal mantém o monopólio na produção e importação do combustível no país. Em geral, a empresa compra combustíveis no exterior e revende-os no país; com o petróleo barato, ela revende o combustível mais caro. 
A Petrobras pode baixar os preços?
Pode, mas é pouco provável que isso aconteça. A estatal revisa os preços a cada três meses. Fontes ouvidas pela "Folha" afirmam que o Conselho de Administração da petroleira defende manter os preços da gasolina e do diesel como estão.
Esses ganhos atuais ajudam a petroleira a recuperar parte do que perdeu quando o petróleo estava caro e também a arrumar suas contas, em meio a um endividamento muito grande e à crise nos negócios devido à operação Lava Jato.
Por que o preço do petróleo está caindo tanto?
O principal motivo é que há uma grande quantidade de petróleo disponível no mercado, mas as compras estão caindo. Quando os preços do petróleo estavam altos, foram feitos muitos investimentos e abertas novas áreas de exploração pelo mundo. Porém, o crescimento da economia global não acompanhou o mesmo passo. 
Com isso, a conta não fecha: ficam centenas de milhares de barris por dia sem comprador. Seguindo a lei da oferta e da procura, então, o preço cai.
Por que a procura está em baixa?
Por causa da desaceleração do crescimento de várias economias do mundo e, em especial, devido às turbulências financeiras na China, segundo maior consumidor e maior importador mundial da matéria-prima.
Quais os maiores produtores do mundo?
Os EUA tornaram-se maior produtor de petróleo do mundo em 2015, pela primeira vez desde 1975, graças ao óleo de xisto, um substituto do petróleo. Com isso, reduziram significativamente suas importações e tornaram-se uma ameaça comercial para produtores tradicionais.
Além disso, em janeiro de 2016, os EUA voltaram a exportar a matéria-prima, após 40 anos de restrições à exportação, impostas durante uma crise nos anos 1970.
Outros grandes produtores, segundo a Agência Internacional de Energia, são Arábia Saudita, Rússia, China, Canadá, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Brasil e México. 
Por que não reduzir a produção para subir o preço?
Os países produtores não chegam a um acordo sobre um corte da produção, o que ajudaria a puxar os preços para cima.
Até mesmo dentre os países membros da Opep (são 13, entre eles Arábia Saudita, Nigéria e Venezuela), responsáveis pelo fornecimento de cerca de 40% do petróleo do mundo, não há consenso se devem ou não retomar limites para a produção, como faziam no passado.
Na última reunião, em dezembro, os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo decidiram deixar tudo como está, em uma aposta para jogar os rivais norte-americanos para fora do mercado.
A situação pode piorar?
Sim, pois a quantidade de petróleo no mercado pode aumentar ainda mais. Isso porque o Irã, dono de grandes reservas de petróleo e gás natural, pode voltar ao páreo em breve, com a provável suspensão de sanções internacionais impostas há uma década por causa de seu programa nuclear. 
Com isso, o país do Golfo Pérsico poderá exportar petróleo (colocando mais produto no mercado e fazendo o preço cair ainda mais), além de receber investimentos de empresas estrangeiras do setor. 
Quais as consequências do petróleo barato?
A queda do preço do petróleo afeta os orçamentos dos países produtores: os Estados mais dependentes de seu petróleo são obrigados a adotar dolorosas medidas anticrise, como a Venezuela, em plena crise política, a Arábia Saudita, a Rússia ou a Argélia. 
As empresas de petróleo e gás, por sua vez, são obrigadas a cortar custos para sobreviver. Isso, muitas vezes, envolve cortes de investimentos e funcionários. A petrolífera britânica BP, por exemplo, deve cortar 4.000 empregos no mundo.
Como isso afeta a Petrobras e o Brasil?
A Petrobras anunciou uma redução de quase 25% em sua previsão de investimento para o período 2015-2019. No novo plano de negócios, a empresa projeta o petróleo a US$ 45 na média para 2016 e prevê um corte de investimentos de US$ 32 bilhões em relação à previsão anterior.
Ou seja, são mais de US$ 30 bilhões que deixarão de ser injetados na economia; isso afeta indiretamente várias outras empresas, bem como seus investimentos e empregos. 
Pode prejudicar o pré-sal?
Pode, porque se o petróleo estiver barato demais, não compensa financeiramente investir tanto dinheiro para explorar o pré-sal. 
Em 2007, quando o governo brasileiro anunciou a descoberta das reservas do pré-sal, os preços do petróleo viviam um processo de ascensão surpreendente que teria seu ápice no patamar de US$ 140 o barril, no ano seguinte. Agora, está girando em torno de US$ 30 o barril.
(Com agências de notícias)
Fonte: UOL

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

ROYALTIES DO PETRÓLEO: ARRECADAÇÃO CAI 25% EM 2015


Dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) dão conta de que o pagamento de royalties sobre produção de petróleo para a União, estados e municípios somou R$ 13,857 bilhões em 2015. Os números representam uma queda de 25% na comparação com 2014, que teve receita de R$ 18,530 bilhões, e é o menor desde 2011, quando a receita foi de R$ 12,987 bilhões.
O estado do Rio de Janeiro perdeu em 2015 cerca de R$ 900 milhões, comparando a arrecadação de R$ 2,308 bilhões em 2015 e a de R$ 3,213 bilhões em 2014.
No Espírito Santo, a arrecadação caiu de R$ 837 milhões em 2014 para R$ 624 milhões em 2015, enquanto que na Bahia a queda foi de R$ 260 milhões para R$ 176 milhões.
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro trabalha em uma nova frente para aumentar a arrecadação de royalties do Rio de Janeiro. Em parceria com o Estado do Espírito Santo, solicitou à Agência Nacional de Petróleo (ANP) a revisão dos cálculos para a arrecadação de royalties e participações especiais sobre a produção de gás natural no país. A solicitação se soma a outra já acatada pela ANP que trata da mudança do cálculo nos preços do petróleo usados como referência na contabilização dos royalties.

Fonte: JB

FORNECEDOR TEME MAIS CORTES NA PETROBRAS.

Um dia após a Petrobras anunciar cortes de US$ 32 bilhões nos seus investimentos nos próximos três anos, as ações da estatal voltaram a cair. Com as dificuldades enfrentadas pela companhia, a cadeia de fornecedores já se prepara para o anúncio de novos cortes no orçamento. Segundo empresários e associações ligadas à indústria naval, de máquinas e equipamentos para o setor, a sinalização da estatal é que em março haverá novo ajuste nas projeções de investimentos e nas premissas financeiras, em novo plano de negócios referente a 2016 a 2020.
Ontem, o valor de mercado da petroleira retomou ao patamar de abril de 2004, estimado em R$ 80,1 bilhões, segundo a consultoria Economática. As ações ordinárias (ON) da Petrobras fecharam na mínima do dia, com queda de 2,86%, a R$ 6,80. Já a ação preferencial (PN) teve perda de 4,7%, a R$ 5,27, menor cotação desde 26 de novembro de 2003. Os papéis acumulam desvalorização de cerca de 21% em janeiro.
Com a crise da Petrobras, o prognóstico é de mais demissões na indústria e empresas prestadoras de serviços ligados à exploração offshore. A Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) prevê corte de 25 mil vagas ao longo de 2016, em parte por causa da paralisia de encomendas do setor. Já a Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro) prevê redução de 38% no número de sondas em operação somente na Bacia de Campos, principal área produtora do País. Para este ano, a previsão é que apenas 22 das 36 sondas previstas estejam em operação. Há três anos, em 2013, havia 70 unidades na região.
Um executivo de uma grande fornecedora de sondas à petroleira afirma que muitas empresas deixaram o Brasil e as que permaneceram negociam com a Petrobras a redução das taxas de afretamento. A dificuldade de caixa da petroleira forçou a retração dos projetos e também a demanda por sondas. Segundo a fonte, hoje, a petroleira possui mais sondas afretadas do que precisa, o que reforça a avaliação de que novos cortes e renegociações de contratos devem ocorrer neste ano.
A retração dos investimentos na Área de Exploração e Produção, diante dos baixos preços internacionais do petróleo, também afeta empresas prestadoras de serviço que atuam no apoio à atividade petrolífera nos municípios produtores - além do aluguel de sondas, transportes de cargas, aluguel de imóveis, serviços gerais.
"A primeira quinzena de janeiro de 2016 é a confirmação de um cenário insustentável para os municípios", afirmou o prefeito de Macaé e presidente da Ompetro, Aluízio Santos, para quem novos cortes serão inevitáveis para a Petrobrás. "Ela não vai conseguir a solvência com o atual cenário".
Contratos
Segundo Santos, a Petrobras é a única cliente da maior parte das empresas instaladas em Macaé, a principal base da estatal no norte fluminense. Com a redução de sua capacidade de investimentos, a perspectiva é "desemprego em cadeia". "Este ano se anuncia muito pior que 2015", resume o prefeito de Macaé.
As empresas de construção naval também estão preocupadas. Segundo fontes do setor, não há perspectiva de construção de novas embarcações pela subsidiária de logística da Petrobrás, a Transpetro.
"Há mais de um ano, a Petrobras não fecha novos contratos com as empresas do setor, que hoje vivem da manutenção de contratos antigos", afirmou o presidente da Abimaq, José Velloso. Segundo ele, nos últimos três anos a indústria de máquinas já perdeu mias de 60 mil trabalhadores. Somente no último ano, foram 35 mil funcionários demitidos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

COMISSÃO APROVA SERVIÇO DE PRATICAGEM COMO ATIVIDADE ESSENCIALMENTE PRIVADA.

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2149/15, que define o serviço de praticagem como atividade essencialmente privada. A proposta modifica a lei sobre segurança do tráfego aquaviário em águas sob jurisdição nacional (Lei 9.537/97).
A praticagem consiste em assessoramento a comandantes de navios durante o trânsito de embarcações em zonas aduaneiras e portuárias, com a finalidade de aumentar a segurança da navegação. Esse serviço deve ser executado por profissionais habilitados pela Marinha, organizados em associações ou terceirizados.
O projeto aprovado pela comissão, de autoria do deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), recebeu parecer favorável do relator, deputado Lucas Vergilio (SD-GO).
Hoje, a legislação permite que a Marinha arbitre o valor do serviço de praticagem. Pelo projeto, a fixação de preços pela Marinha somente poderá ocorrer de forma excepcional e temporária, quando não houver acordo entre as partes e para evitar risco de interrupção do serviço.
Essa intervenção deverá se basear nos preços adotados em cada Zona de Praticagem (ZP), em acordos vigentes, bem como no tempo e na qualidade do serviço.
Quantidade de profissionais
A proposta atribui à Marinha a competência de fixar, anualmente, o número de práticos necessários em cada zona de praticagem, de forma a atender as necessidades locais de tráfego. A lei atual prevê essa atribuição, mas não cita a frequência anual. O objetivo é evitar o excesso de profissionais em uma mesma área, o que pode comprometer a organização e qualidade do serviço.
A Comissão de Desenvolvimento Econômico aprovou emenda da Comissão de Trabalho pela qual os preços da praticagem para navios de cruzeiro, marítimos ou fluviais deverão ser inferiores aos cobrados no transporte de cargas.
Os integrantes da comissão rejeitaram o Projeto de Lei 2591/15, que tramitava apensado. O texto atribui à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a competência para regular valor máximo aplicados nas negociações de praticagem.
Tramitação
A proposta tem caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.