terça-feira, 20 de outubro de 2015

OPERAÇÕES DE CABOTAGEM TÊM ALTA RECORDE NO PORTO DE SANTOS.

A movimentação de cargas de cabotagem – aquelas transportadas em navios ao longo da costa – no Porto de Santos teve um crescimento recorde de 30% nos oito primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período do exercício anterior. O dado é da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária) e comprova a expansão do transporte marítimo na logística brasileira. Redução de custos operacionais e maior competitividade são as justificativas para a alta nesse serviço.
Os números da Docas incluem tanto as mercadorias especificamente de cabotagem como as de transbordo – as que, transportadas em navios de longo curso, são descarregadas no Porto para posterior embarque em linhas de cabotagem, ou vice-versa.
Conforme o levantamento da Codesp, a carga geral é a principal responsável pela alta nessa movimentação, com um crescimento de quase 20%. Em seguida, estão os granéis líquidos (combustíveis e compostos químicos), com 15% a mais.
Nessas operações, as mercadorias contêinerizadas cresceram 30%: saltando de 381.350 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), em 2014, para 495.294 TEU, neste ano. Do total de 2015, 238.009 TEU foram pontualmente de transbordo.
Para o presidente da Docas, Angelino Caputo e Oliveira, os dados mostram mais do que o crescimento da cabotagem propriamente dito. Os números evidenciam a consolidação do Porto de Santos como um hub port (porto concentrador), onde as cargas chegam do mundo e são distribuídas pelo modal hidroviário, por outros cargueiros, pelo País.
“É a vocação do Porto”, fala o executivo, ao destacar os investimentos no cais santista – como a manutenção da dragagem, que garante as condições de navegação no complexo e permite a vinda de navios maiores, com maior quantidade de carga. “São esses cargueiros que trazem o contêiner de transbordo, a ser levado para outros portos brasileiros por navios menores, capazes de serem recebidos por lá”.
O levantamento da companhia também mostra maior movimentação de embarcações de cabotagem em Santos. Nos oito primeiros meses do ano, houve 3.269 escalas de navios no cais. Dessas, 564 eram de embarcações com atuação pela costa. A participação é de 17%, superior aos 14% registrados no mesmo período em 2014, quando aconteceram 488 dessas escalas.
Esse resultado também é motivado pela maior oferta de espaço para recepção e armazenagem das cargas de cabotagem no Porto, aponta Caputo, que vê uma retomada da navegação costeira em Santos. Entre 2011 e 2013, houve uma queda de 30% no comparativo com o período 2008-2010.
“Eu acredito que a competição para a atividade econômica é positiva. Enquanto uns terminais forem mais eficientes que outros e oferecerem um custo melhor, os clientes serão beneficiados”. Para o presidente da Codesp, a chegada de dois novos terminais de contêineres ao complexo santista possibilitou isso: mais espaço para carga, mais competição e menores tarifas.
O aumento da cabotagem ainda reflete a atual crise econômica, uma vez que esse tipo de transporte é mais barato, proporcionalmente, do que o rodoviário, diz Caputo, “É, certamente, um aumento acima das expectativas. Crescer nessa conjuntura já é um grande ganho”, afirma.
Fonte: A Tribuna online/JOSÉ CLAUDIO PIMENTEL

PARA ARMADORES, NAVEGAÇÃO COSTEIRA ATRAI MAIS CARGAS E CLIENTES.



Dois dos três principais armadores que operam linhas de cabotagem na costa brasileira registram crescimento na movimentação de cargas e ainda aumento na cartela de clientes que utilizam o serviço. A confiabilidade ao sistema, que hoje segue rígida programação, e a redução de custos diante da economia em crise são avaliadas como fatores responsáveis pela alta.
A Aliança Navegação, empresa do grupo alemão Hamburg-Süd e que atualmente opera 12 navios de cabotagem capazes de transportar, juntos, até 78 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) pelo Atlântico Sul, viu a cartela de clientes crescer 15% no ano, mesmo diante da crise. Em consequência, a empresa teve alta de, ao menos, 14% no número de escalas realizadas em Santos, na comparação com 2014.
O gerente de vendas para cabotagem da armadora, Jaime Batista, explica que os índices positivos são decorrência da procura pela redução de custos entre as companhias que operam no Brasil. “O custo logístico é um item importante que pode onerar mais ou menos na cadeia produtiva das empresas ou na competitividade de venda do produto em determinadas regiões”, afirmou.
Para transportar mercadorias por distâncias acima de 1 mil quilômetro, entre o norte e sul do País, é mais vantajoso utilizar a navegação costeira, conforme o presidente da Mercosul Line, Roberto Rodrigues. Ele calcula que a economia para o cliente pode ser de pelo menos 25% no frete total da carga, além de até 40% no valor do seguro aplicado ao serviço.
Hoje, a Mercosul, do grupo dinamarquês Maersk, possui três cargueiros com linhas semanais pelos portos brasileiros. Juntos, podem transportar até 7,5 mil TEUs. Neste ano, a armadora também registrou aumento de 25% na cartela de clientes, que tornou-se mais variada, assim como a de sua concorrente. Atualmente, a armadora atende empresas dos ramos de higiene e limpeza, alimentos industrializados, bebidas, embalagens, papel e celulose, além dos setores de saúde e farmacêutico.
94 por cento das escalas dos navios de cabotagem da armadora Mercosul Line ocorreram no prazo
A ampliação na quantidade de clientes se deve ao custo mais baixo do modal e, em especial, à confiabilidade que o sistema hoje possui. Jaime Batista, da Aliança, afirma que a cabotagem oferece alternativas em frequência, tempo de trânsito e abrangência nacional, “com alto grau de aderência às demandas e necessidades logísticas”, inclusive no que se refere ao comércio varejista.
O presidente da Mercosul, Roberto Rodrigues, destaca o percentual de chegada de navios da armadora no prazo determinado nas escalas: 94% no balanço deste ano. “Este é um ótimo índice de confiabilidade. Os 6% referem-se a mau tempo, fechamento de portos, por exemplo. São fatores externos que fogem do nosso controle, mas são mínimos".
O respeito aos prazos acordados é estratégico para ampliar a confiança do mercado no serviço, destaca Rodrigues. “Existia um preconceito na cabotagem, criado lá atrás pelas empresas, quando ainda não existia uma oferta regular. Hoje é diferente e o mercado está comprovando”, afirma, ao referir-se à regularidade e à redução de custos.
Fonte: A Tribuna online/JOSÉ CLAUDIO PIMENTEL

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

CÂMBIO CRIA OPORTUNIDADE DE EXPORTAÇÃO PARA A ÁFRICA.

O real desvalorizado frente ao dólar cria oportunidade para exportadores brasileiros no continente africano. Há demanda para setores como vestuário, alimentos, construção civil e oportunidade de investimentos em segmentos como infraestrutura e saúde, entre outros, segundo Rui Mucaje, presidente da Câmara de Comércio Afro-brasileira (Afrochamber).
Para Mucaje, os olhos dos exportadores brasileiros ainda estão muito voltados à Europa e Ásia, mas há grande interesse em estreitar relações com países africanos. Nesse sentido, diz ele, há vários esforços dos países para conhecer melhor o Brasil e também facilitar o comércio, com medidas como redução do tempo de transporte entre América do Sul e África. Ele destaca que, atualmente, a Ásia representa cerca de 33% dos embarques brasileiros, enquanto os mercados africanos ficam com apenas 4,3%.
Em 2014, o comércio bilateral entre Brasil e o continente africano fechou com déficit de US$ 7,3 bilhões, pouco mais que os US$ 6,3 bilhões de 2013. No acumulado de janeiro a setembro deste ano, o saldo negativo é bem menor (US$ 228,6 milhões, resultado influenciado pela queda na importação de petróleo e nafta. Na pauta de exportação brasileira aos africanos predominam alimentos, entre produtos agrícolas e carnes.
Mucaje defende, porém, que as relações comerciais sejam alongadas. Ele conta que há muitas empresas interessadas em exportar para países africanos. "Não há dúvida que o ambiente está propício, mas a relação comercial precisa ser avaliada no médio e longo prazo." Há mercados na África, diz Mucaje, nos quais predominam os produtos asiáticos mas, com o câmbio atual, é possível que o produto brasileiro ganhe competitividade.
"Há muitas empresas interessadas em fazer somente uma operação", diz. "A ideia é mudar isso. Propiciar que uma empresa exporte agora, crie fidelização e mais tarde tenha uma unidade na África, porque há demanda para isso."=====================
Fonte: Valor Econômico/Por Marta Watanabe | De São Paulo

PROMOTORIA PEDE FECHAMENTO DO PORTO PARAENSE ONDE NAVIO NA.UFRAGOU COM 5 MIL BOIS VIVOS

O Ministério Público Federal, o Ministério Público do Pará e a Defensoria Pública do estado entraram com ação judicial pedindo a paralisação total das atividades no Porto de Vila do Conde, em Barcarena (PA), até que sejam removidos as carcaças e o óleo do navio que naufragou no dia 6 com uma carga de 5 mil bois vivos.
Segundo a Defensoria, 4 mil animais mortos e litros de óleo diesel continuam dentro do casco do navio. Centenas de bois mortos foram levados pelas águas do Rio Pará para as margens da praia e ficaram encalhados na areia, provocando mau cheiro e risco para a saúde.
A ação pede ainda que seja assegurado o fornecimento de máscaras contra odor, água potável e ajuda financeira para os moradores atingidos e que seja aprovado um cronograma para retirada do óleo e das carcaças que ainda estão no navio.
“A cidade está um caos. Pedimos o fechamento do porto porque a atividade inviabiliza a retirada da carcaça. Os navios em operação estariam espalhando o óleo no rio”, disse a defensora Aline Rodrigues. “O odor é insuportavel. Os olhos ardem. Moradores estão com dor de cabeça desde o primeiro dia. Sem exagero, a situação é caótica."
Morador da Vila do Conde, o comerciante Paulo Damasceno informou que os as pessoas usam máscaras para suportar o mau cheiro dos animais. “Todo mundo foi atingido. Muita gente está trancada em casa. Crianças e idosos passaram mal com o forte cheiro. Para piorar, muitas famílias não têm mais o sustento da pesca. Ninguém quer mais vir no meu comércio.”
Ainda não se sabe a quantidade de óleo que vazou, mas, segundo o Ministério Público Federal, a mancha se espalhou por alguns quilômetros. A carga de bois mortos no interior do navio é estimada em 3,8 mil toneladas.
A empresa responsável pelo porto é a Companhia Docas do Pará, que ainda não revelou como vai retirar as carcaças do navio. Uma das soluções apresentadas foi enterrar os restos mortais em um terreno da cidade, mas a população protestou contra a medida.
“A população está desesperada. Quem conseguiu ir para outros lugares, foi. As pessoas andam de máscara e dificilmente saem de casa. O problema está só começando”, afirmou a defensora.
Em nota, a Companhia Docas do Pará informou que está se esforçando para restabelecer as condições operacionais, ambientais e de segurança da área atingida. Entre outras medidas, acrescentou que colocou barreiras de contenção para evitar a dispersão do óleo vazado da embarcação.
Fonte: A Crítica (Manaus)/AGÊNCIA BRASIL

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

MPF DO PARÁ ENTRA COM AÇÃO PARA INTERDIÇÃO DO PORTO DE BARCARENA.

SÃO PAULO - O Ministério Público Federal (MPF) do Pará, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e a Defensoria Pública do Estado entraram com uma ação hoje na Justiça Federal em Belém pedindo a interdição do porto de Vila do Conde, em Barcarena. A medida visa paralisar totalmente as operações portuárias até que seja apresentada uma solução para a remoção das carcaças de animais e do combustível do navio Haidar, de bandeira libanesa, que afundou no dia 6 com de 5 mil bois vivos.
Segundo as entidades, o porto não tinha plano de contingências para esse tipo de ocorrência e a demora em tomar providências aumentou o potencial de catástrofe ambiental. Por esse motivo, são réus na ação a Companhia Docas do Pará (CDP), administradora do porto, a Global Norte Trade, responsável pela operação portuária, e o frigorífico Minerva Foods, corresponsável por ter vendido a carga.
Para as três entidades, as medidas tomadas até agora não surtiram efeito, seja quanto ao óleo já derramado, ao óleo ainda existente na embarcação ou quanto aos animais. Após o acidente, as autoridades portuárias fizeram uma barragem de contenção na tentativa de evitar que fossem liberados nas águas cerca de 4,5 mil animais mortos presos dentro do navio, assim como 700 mil litros de óleo diesel. A barreira, no entanto, se rompeu e uma pequena parte da carga, já em avançado estado de putrefação e contaminada por óleo, foi parar nas praias do município de Barcarena e nas de Abaetetuba, no município vizinho.
“O licenciamento ambiental para a movimentação de carga viva foi aprovado sem um plano de contingenciamento”, disse o procurador do MPF Bruno Valente.
Para o presidente da CDP, Parsifal Pontes, ex-deputado pelo PMDB que assumiu recentemente o posto, trata-se de um erro que deve ser cobrado da Secretaria de Meio Ambiente do Pará. “O que estamos fazendo agora é esse contigenciamento, que deveria estar no licenciamento, mas parar um porto agora não resolve nada nem acelera a remoção dos animais”.
Conforme Pontes, a eventual paralisação afetaria de forma significativa o caixa da CDP, já que Vila do Conde representa 80% da receita mensal de R$ 20 milhões. “Temos uma empresa trabalhando para a remoção dos animais e da embarcação, mas isso é algo para quatro meses até a finalização. Há terminais de empresas como a Hydro e a Santos Brasil que serão também muito afetadas se o porto parar”.
O escoamento de milho, realizado pelas tradings ADM e Bunge, não será afetado. As empresas têm terminais privados fora da área do porto organizado. Em comunicado enviado hoje à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Minerva informou que “não há expectativa de alteração do curso normal dos negócios”. As exportações de boi vivo representam cerca de 8,5% da receita líquida da companhia. Vila do Conde é a principal porta de saída desse tipo da carga.
No comunicado, Minerva também reafirmou que não é responsável pelo acidente, mas “parte prejudicada”. “A companhia entende que após a entrega da carga ao armador, toda a responsabilidade pela mesma passa a ser da empresa contratada para transporte fluvial e marítimo”, argumentou.
Além da interdição do porto, o MPF também pede que seja fornecido máscaras contra odor — cerca de 300 carcaças chegaram à praia —, água potável à população e ajuda financeira para moradores impactados. Segundo locais, o consumo de carne caiu devido à associação com os animais do navio libanês. Os poucos bois que conseguiram sair da água eram esperados por alguns munícipes com facas em punho, que fizeram o corte no local para a futura venda do produto à população.
(Fonte: Valor Econômico/Bettina Barros/Colaborou Luiz Henrique Mendes, de São Paulo)

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

LOG-IN PODE RECEBER APORTE DE FUNDO OU TER ATIVOS CINDIDOS.

A Log-In, empresa brasileira especializada na navegação costeira, deverá definir nas próximas semanas o formato de um processo interno de reestruturação em curso na companhia, disseram fontes consultadas pelo Valor. Há pelo menos dois cenários sendo considerados. O primeiro prevê a entrada de um fundo de private equity estrangeiro no capital da empresa, mantendo inalterado o negócio da Log-In. Outra possibilidade é a divisão dos ativos portuário e de navegação da empresa, segundo fontes envolvidas nas negociações.
Há interessados em ficar somente com o Terminal de Vila Velha (TVV), um porto especializado em contêineres da Log-In no Espírito Santo. No mercado, há informações de que a Maersk, um dos principais armadores de contêineres do mundo, é um dos candidatos a ficar com o TVV, mas não o único. Há outros investidores estrangeiros de olho no ativo. A Maersk afirmou que "não comenta sobre especulação de mercado".
O TVV movimentou 113,2 mil TEUs (contêineres equivalentes a 20 pés) de janeiro a junho, queda de 1,3% sobre igual período do ano passado. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) do terminal no período foi de R$ 26,6 milhões, queda de quase 41% sobre o primeiro semestre do ano passado. Outro ativo da Log-In são os navios que atuam na navegação costeira. Ao fim do primeiro semestre, a empresa contabilizava uma frota de nove navios em operação, sendo parte própria e parte afretada. A Log-In conta ainda com terminais intermodais.

Em maio deste ano, a Log-In publicou fato relevante afirmando que estava avaliando "alternativas estratégicas junto a potenciais investidores". A BR Partners já havia sido contratada, no segundo semestre do ano passado, para atuar como assessora financeira da Log-In na operação. Procurada para falar sobre a reestruturação, a Log-In disse que não iria se pronunciar. Em entrevista publicada este ano pelo Valor, o presidente da Log-In, Vital Lopes, reconheceu que a empresa buscava capital para investimento, mas afirmou na ocasião que a companhia não estava à venda. Na mesma entrevista deixou no ar uma interrogação ao dizer que a empresa "está à venda todos os dias" por ser de capital aberto e estar nos pregões da BM&F Bovespa.
Em 2007, quando ainda tinha a Vale como um de seus acionistas, a Log-In abriu o capital em bolsa, operação na qual captou R$ 848 milhões, e aderiu ao Novo Mercado. A Vale vendeu sua fatia na empresa no fim de 2013. Na estrutura acionária atual da Log-In, estão presentes a gestora Fama, a Petros, o fundo de pensão da Petrobras, e o Fator, além de outros investidores, entre os quais Arbela e Lapb.
Fontes do mercado dizem que a MSC e a CMA CGM, segundo e terceiro maiores armadores de longo curso do mundo, também estudam a Log-In como forma de entrar na navegação de cabotagem brasileira, onde já atuam seus concorrentes, os grupos Maersk e Hamburg Süd, por meio da Mercosul Line e Aliança, respectivamente. Oficialmente a MSC e a CMA CGM preferiram não se pronunciar. Recentemente, a CMA CGM e a Log-In firmaram um acordo de longo prazo no serviço Log-In Atlântico Sul, por meio do qual a companhia de origem francesa compra espaço no serviço da brasileira que escala diversos portos. O armador alemão Hapag Lloyd é outro interessado na Log-In, segundo fontes de mercado. Mas a empresa preferiu não comentar.
Nos últimos anos, a Log-In vem tentando consolidar sua operação e seus resultados. A companhia fechou o primeiro semestre de 2015 com prejuízo de R$ 130,7 milhões. O endividamento em 30 de junho era de R$ 1,6 bilhão, sendo mais de R$ 1 bilhão referente à construção de navios. No ano passado, a Log-In enfrentou dificuldades e precisou renegociar condições contratuais com o Estaleiro Ilha S.A (Eisa), do Rio, para levar adiante a construção de parte dos navios que havia encomendado e ainda não foram entregues. No começo deste mês, a Log-In divulgou comunicado informando que alongou prazos de dívida com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) relativa à construção de quatro navios.
Fonte: Valor

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

DESAFIO DO SETOR PORTUÁRIO É IMPULSIONAR A ECONOMIA BRASILEIRA, DESTACA HELDER.

Brasília – O ministro dos Portos, Helder Barbalho, afirmou  ontem, terça-feira (6), que a pasta é estratégica para impulsionar a atividade produtiva, aumentar a eficiência do escoamento e facilitar as exportações. “Hoje, a via marítima representa mais de 80% do fluxo de comércio em dólares e cerca de 95% das toneladas exportadas. Somos um país que tem no seu agronegócio uma grande força para o equilíbrio da sua balança comercial e da sua economia”, destacou em seu discurso durante a cerimônia de transmissão de cargo, ocorrida em Brasília.

Helder destacou que o desafio é se dedicar a abrir caminhos para que nossas empresas cresçam, com um mínimo de perda por problemas de transporte, dentro de prazos e custos razoáveis. “E é o que vamos fazer”, garantiu. O ministro destacou ainda o trabalho do seu antecessor, o agora deputado federal Edinho Araújo à frente da pasta. “Temos recursos para investir e temos uma parte importante do caminho andado. Então, esta é a hora da realização, em que nada pode ficar para depois”, afirmou.

O ministro lembrou que boa parte das ações estão em planos e programas da Secretaria de Portos. “Temos que dar continuidade ao trabalho realizado. Fazer mais com o que temos, como lembrou nossa presidenta”, disse, acrescentando que outro desafio é melhorar as condições de trabalho dos profissionais empregados na cadeia produtiva. “Aqui estaremos sempre de portas abertas para todos do setor”, ressaltou.

Balanço – Estavam presentes na cerimônia, os ministros do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Nelson Barbosa, e o do Turismo, Henrique Eduardo Alves. O ex-ministro dos Portos, Edinho Araújo, fez um levantamento do período em que esteve à frente a pasta. Segundo ele, houve alteração de seis poligonais de portos públicos: Vila do Conde, no Pará; Barra do Riacho, no Espírito Santo, Salvador e Aratu, na Bahia, Porto Alegre e Pelotas, no Rio Grande do Sul. O novo desenho abre espaço para novos investimentos em terminais.

“Renovamos de forma antecipada cinco contratos de arrendamentos portuários, agregando investimentos privados de R$ 5,1 bilhões. Entregamos o Porto do Futuro, no Rio de Janeiro, o Terminal de Grãos do Maranhão e um novo terminal de celulose em Santos. Autorizamos a nova sinalização do Porto de Cabedelo e entregamos equipamentos portuários em Porto Velho, Rondônia”, acrescentou.

Edinho Araújo destacou a recente decisão do Tribunal de Contas da União, admitindo a possibilidade de outorga, que libera para licitação as primeiras oito áreas no Pará e em Santos, com previsão de investimentos de R$ 2,1 bilhões. “Isso abre a possibilidade de o governo federal arrecadar até R$ 1 bilhão com as outorgas”.

O ministro do MPOG, Nelson Barbosa, ressaltou que o trabalho realizado por Helder Barbalho no Ministério da Pesca e Aquicultura o credenciou para assumir os Portos. Ele anunciou ainda que o governo federal pretende fazer o primeiro leilão de portos ainda em 2015. “Estamos juntos na construção de um País forte”, finalizou Barbosa.

Fonte:Ascom/Secretaria de Portos - SEP/PR