terça-feira, 2 de junho de 2015

MS PRECISA DE R$ 9,3 BILHÕES PARA REDUZIR GARGALOS LOGÍSTICOS.

Nos últimos dez anos, Mato Grosso do Sul quase triplicou a produção de soja e milho, contabilizando avanço de 189% da safra 2004/05 para a de 2014/15. Esse crescimento, entretanto, não é acompanhado pela melhoria da infraestrutura de distribuição de grãos, que ainda apresenta problemas, que são comuns em todo o País, como dependência do transporte rodoviário, trechos em condições precárias, falta de investimento, baixa extensão duplicada, idade avançada da frota, entre outros gargalos.

Para reverter esse quadro, seriam necessários, em Mato Grosso do Sul, R$ 9,3 bilhões, montante que contemplaria projetos considerados prioritários para atender a logística de escoamento de grãos, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional de Transporte (CNT).

Os grãos, que saem de Mato Grosso do Sul, são escoados, sobretudo, para os portos de Paranaguá (PR), São Francisco do Sul (SC) e Santos (SP). Para esses locais, foram transportados, em 2014, 99,4% de milho, soja e farelo destinados às exportações, segundo o estudo da CNT. Os 0,6% de grãos restantes seguiram para o porto de Rio Grande (RS), entre outros. No caminho entre a lavoura ou armazém e esses portos, há extensões significativas consideradas regulares e ruins, conforme avaliação dos entrevistados na pesquisa. 

Fonte:Correio do Estado/OSVALDO JÚNIOR

TERMINAL DE CARGAS DE PALMAS SERÁ APRESENTADO NO PRÓXIMO DIA 9.

O Governo do Estado, em parceria com a Federação das Indústrias do Tocantins (Fieto) e a Infraero, apresentará, no próximo dia 9, o Terminal de Logística de Carga (Teca) do Aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues, em Palmas. A apresentação do projeto e os próximos passos para efetivação do terminal acontecerão durante o Seminário  “Novas Fronteiras para o Tocantins - Desenvolvimento do Comércio Internacional”, que será realizado no Palácio Araguaia, a partir das 8 horas.

O terminal é composto por uma construção modular, totalizando 1,2 mil m² de área construída, com área de armazenamento de 500 m², com possibilidade de ampliação conforme a demanda local. O armazém do complexo terá ainda sala de atendimento ao cliente e espaços administrativos, guarita de segurança e três docas para o embarque e desembarque de cargas, equipados com elevadores, além de estacionamento próprio para veículos leves e caminhões frigoríficos. Para a construção da plataforma, foram investidos R$ 3,84 milhões na obra. Para o superintendente do Aeroporto de Palmas, Afrânio Mar, a realização desse evento é uma oportunidade para que todos os segmentos envolvidos conheçam o projeto do terminal e seus aspectos positivos para o Estado. “A utilização dessa estrutura logística significa maior agilidade e menor custo para o empresariado, fatores imprescindíveis na cadeia logística”, afirmou. Ele avalia que, para a região, representa uma oportunidade ímpar de aquecer a economia e ampliar a presença de seus produtos nas diferentes regiões do País.

Desenvolvimento

O diretor de Desenvolvimento Estratégico e Atração de Investimentos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), Paulo Marcelo Mendonça, explicou que, com o terminal, será possível operacionalizar o desembaraço alfandegário sem necessidade de deslocamento para outros estados. “Tudo o que é exportado tem que ter um aval da Receita Federal. Com o Teca, isto poderá ser feito aqui no Tocantins, tanto para mercadorias que serão distribuídas por transporte aéreo, quanto de outros modais”, frisou, ressaltando que este equipamento não é importante apenas para o Tocantins, mas para toda a região do Matopiba, que compreende também os estados do Maranhão, Piauí e Bahia.

Para Paulo Marcelo, o terminal vai ampliar as oportunidades de negócios do Estado. “Além das empresas que têm interesse em exportar seus produtos, e poderão contar com este diferencial logístico, é uma ocasião para despachantes e demais prestadores de serviços relacionados a exportações se instalarem na região”, ressaltou.

Segundo a gerente do Centro Internacional de Negócios da Fieto, Greice Labre, 300 empresas já foram mobilizadas para o evento. Segundo ela, o terminal dará agilidade às empresas e promoverá a redução de custos. “Acredito que a concretização do terminal e a possibilidade e alfandegamento vai trazer empresas para se instalar no Estado e deve agilizar o processo daquelas que já atuam no Tocantins. Nosso Estado ganhará muito em desenvolvimento com a operacionalização dessa plataforma”, afirmou.

Programação

O evento deve contar ainda com a presença de empresários, representantes da Receita Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Associação Brasileira de Logística (Abralog). 

08h - Recepção 

08h20 - Chegada do governador 

08h30 - Composição da Mesa de Honra 

08h45 - Pronunciamento da Infraero 

09h - Pronunciamento do presidente da Fieto 

09h15 - Pronunciamento do governador Marcelo Miranda 

09h40 - Palestra “Potencialidades do Estado do Tocantins” 

10h - Apresentação Operacional da Plataforma de Cargas-Infraero 

10h45 - Apresentação Abralog 

11h - Apresentação Receita Federal 

11h15 - Apresentação Anvisa 

11h30 - Encerramento

Fonte: Conexão Tocantins

quarta-feira, 20 de maio de 2015

GOVERNO DILMA APOSTA NOS RECURSOS DA CHINA PARA INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA

Em um ano de dificuldades econômicas, o governo aposta nos cofres cheios de dinheiro da China para pagar pelos investimentos em infraestrutura que o Brasil não tem como fazer. A visita do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, hoje, terça-feira (19), em Brasília, está sendo tratada como uma rara oportunidade de apresentar uma agenda positiva. Com US$ 53 bilhões a serem investidos em um fundo de financiamento à infraestrutura, o governo chinês pode garantir obras como a segunda linha de transmissão de Belo Monte e a ferrovia entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO). ´

Dos recursos já anunciados para o fundo de infraestrutura, que deverá ser gerenciado pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco de Desenvolvimento da China, cerca de US$ 10 bilhões poderão ser investidos nas linhas de transmissão de Belo Monte. A empresa chinesa State Grid já venceu a licitação, com a Eletrobrás, da primeira linha, até São Paulo, que terá um custo de US$ 5,5 bilhões. Este deve ser um dos mais de 30 acordos que serão assinados durante a visita de Keqiang.

Uma segunda linha, até o Rio de Janeiro, com um custo de US$ 7,7 bilhões, deverá ser licitada em junho e também interessa à State Grid. O investimento entraria na lista de financiamentos pelo novo fundo.

O governo também vê no fundo a possibilidade de resolver parte do financiamento à construção de ferrovias. Em 2014, durante a visita do presidente da China, Xi Jinping, foi assinado um termo de acordo para estudo de viabilidade de investimentos entre a construtora Camargo Corrêa e a China Railway Construction Corporation visando a construção da linha entre as cidades de Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO), onde se ligaria à ferrovia Norte-Sul. Um dos trechos mais importantes para os produtores de grãos do Centro Oeste, de quase 900 quilômetros, teria um custo de US$ 5,4 bilhões e ainda não foi licitado. Agora, pode entrar na lista de financiamentos chineses.

Na véspera da visita do primeiro-ministro, a presidente Dilma Rousseff convocou os ministros Joaquim Levy (Fazenda), Aloizio Mercadante (Casa Civil), Mauro Vieira (Itamaraty) e Nelson Barbosa (Planejamento) para uma reunião preparatória. Também participam da audiência os ministros Armando Monteiro (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Antônio Carlos Rodrigues (Transportes), Kátia Abreu (Agricultura) e Ricardo Berzoini (Comunicações), além do embaixador do Brasil na China, Valdemar Carneiro Leão para revisar os últimos detalhes dos acordos. Dentro do Planalto, o premiê chinês tem sido visto como “o salvador da Pátria” em um ano de ajuste econômico severo.

O governo conta com o apetite chinês no programa de concessões a ser anunciado em junho, principalmente na área de ferrovias, mas também portos, aeroportos e energia. O governo espera ter outras duas boas notícias para anunciar: a assinatura de um novo protocolo sanitário que permitirá ao Brasil voltar à exportar carne bovina em natura para a China Continental e a assinatura da venda de 22 aviões da Embraer para a Tianjin Airlines.

Fonte: Jornal do Commercio (POA)

TEMOR A PRIVAIZAÇÃO DA DRAGAGEM.

Além da Associação Nacional dos Usuários de Transporte (Anut), mais uma entidade mostra temor de que, ao privatizar a dragagem de portos, o governo cobre tarifa dobrada, ou seja, mantenha a tabela1, que no ano passado rendeu R$ 350 milhões à Codesp, em Santos, e leve os armadores a pagarem pelo novo serviço aos concessionários privados.

Desta vez, é o vice-presidente executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), Luiz Fernando Resano, que alerta. “Apoiamos a privatização da dragagem, mas precisamos impedir que os usuários paguem em dobro pelo serviço”. Frisou ainda que armadores de cabotagem podem vir a ter de pagar por profundidades que não necessitam.

Sobre a navegação, Resano informa que o governo continua a estudar um modelo de estímulo à navegação entre portos nacionais, o Pró-Cabotagem, e, inclusive, contratou a empresa espanhola Idom, com recursos do Banco Mundial, para fazer a análise, via Secretaria de Portos.

Fonte: Monitor Mercantil/Sergio Barreto Motta

WILLIAMS BRASIL: EXPORTAÇÃO DE AÇÚCAR EM CONTÊINER SOBE NO 1º TRIMESTRE

O pico de exportações de açúcar em contêiner foi em março, com 185,98 mil toneladas (Foto: Manoel Marques/Ed. Globo)

O Brasil exportou 431,91 mil toneladas de açúcar em contêiner no primeiro trimestre deste ano, 9,85% mais na comparação com as 393,19 mil toneladas registradas em igual intervalo de 2014, de acordo com a agência marítima Williams Brasil.

O maior volume foi escoado pelo Porto de Santos, de onde saíram 377,65 mil toneladas, ou 87,43% do total. Logo em seguida vem o Porto de Suape, com 25,21 mil toneladas (5,84% do total).

No trimestre, o pico de exportações de açúcar em contêiner foi em março, com 185,98 mil toneladas. Janeiro foi o mês em que esse tipo de embarque registrou o menor volume, com 107,87 mil toneladas.

De acordo com a Williams Brasil, a África do Sul foi o principal comprador nos três primeiros meses do ano, com 57,21 mil toneladas, ou 13,25% do total. Na sequência estão Sri Lanka, com 52,42 mil toneladas (12,14%), e Iêmen, com 43,05 mil toneladas (9,97%).

Fonte:Por Estadão Conteúdo

TECON FARÁ EMBARQUE RECORDE DE SOJA POR CONTÊINER À ÁSIA.

SÃO PAULO - O Terminal de Contêineres de Rio Grande (Tecon), no Rio Grande do Sul, irá embarcar 7,7 mil toneladas de soja no segundo trimestre. Isso representará 275 contêineres, o maior embarque da commodity  já realizado por este formato pelo terminal, operado pelo Grupo Wilson Sons.

Os embarques, com destino a Xangai, na China, começaram no final de abril e têm previsão de seguir até junho.

Segundo Thierry Rios, diretor comercial do Tecon Rio Grande, o embarque de 275 contêineres de soja é um marco na atração de cargas agrícolas pelo terminal neste ano. Em abril, 3 mil toneladas de trigo ração já haviam sido escoadas via contêiner para o Vietnã, comercializadas pela Tradeagro. O terminal também desenvolveu no início do ano um projeto piloto para exportação de farelo de soja. Hoje essa carga passou a ser embarcada regularmente para a Alemanha.

“A soja é tradicionalmente movimentada em navios graneleiros, de carga solta, porém a tendência de conteinerização do grão e seus derivados é cada vez maior, tendo em vista os gargalos logísticos e as vantagens para os donos da carga e clientes no exterior”, diz o executivo.

Segundo traders, o transporte de grãos via contêiner não tem condições de concorrer com os navios graneleiros por operarem volumes menores — contratar um navio inteiro para o envio de grãos em contêiner é economicamente inviável. Mas grupos menores defendem o modelo como forma de atender clientes com encomendas específicas (“taylor made”) ou necessidades pontuais.

“Não é um negócio para as grandes tradings, mas traz benefícios como facilidade na distribuição e um melhor aproveitamento dos grãos que não sofrem alterações por condições climáticas”, diz Eduardo Figueiredo, presidente da Tradeagro, que auto-define a sua empresa como uma trading “boutique”. “No contêiner o cliente sabe exatamente o que está comprando, pois a carga não é misturada [com soja de outra procedência] e os contêineres são lacrados”.

O embarque de grãos via contêiner movimentou no ano passado 36,7 mil toneladas no país, contra 2,3 mil toneladas em 2010. Apesar do crescimento, esse modelo de transporte continua um grão de areia se comparado aos milhões de toneladas exportadas por navio graneleiros. A soja foi o  carro-chefe dos embarques, representando em torno de 20 mil toneladas. Paranaguá, Santos e São Francisco do Sul foram as principais portas de saída do produto em contêiner.

Além dos “pequenos”, que dominam esse mercado, a multinacional americana ADM  também realiza embarques por contêineres no país há alguns anos, como uma alternativa logística. A empresa, no entanto, não quis comentar.

Fonte: Valor Econômico

segunda-feira, 18 de maio de 2015

JAPONESES QUEREM SOLUÇÃO PARA CRISE.

Grupos industriais japoneses que investiram mais de R$ 1 bilhão em três estaleiros nacionais - Atlântico Sul (EAS), Enseada e Rio Grande (ERG) - estão preocupados com o futuro de seus negócios no Brasil. Hoje executivos da IHI Corporation, da Kawasaki Heavy Industries e da Mitsubishi Heavy Industries vão se reunir com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, para falar sobre as perspectivas da indústria da construção naval e offshore no país. Os japoneses esperam sinalizações do governo de que a Petrobras vai assegurar a demanda de sondas aos estaleiros e que a Sete Brasil irá honrar o pagamento das dívidas.

Pela manhã, a presidente Dilma estará no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco, que tem a IHI e outras empresas japonesas como sócias, para a cerimônia de início da operação do navio André Rebouças e para o batismo do petroleiro Marcílio Dias, ambas as embarcações do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), da Transpetro, subsidiária da Petrobras. À tarde, de volta à Brasília, Dilma irá receber em audiência os presidentes da IHI Corporation, Tamotsu Saito, e da Kawasaki Heavy Industries, Shigeru Murayama, além de Seiji Shiraki, representante da Mitsubishi.

Em um movimento coordenado, a partir de 2013, os grupos japoneses voltaram a investir na construção naval e offshore brasileira, atividade na qual tiveram presença importante no país, via Ishikawajima Harima Heavy Industries, desde a implantação do Plano de Metas de Juscelino Kubitscheck, no fim dos anos 1950, até meados da década de 1990.

A IHI, sucessora da Ishikawajima, liderou grupo de empresas japonesas que entrou no capital do EAS comprando 25% do estaleiro, fatia depois ampliada para 33,3%. A Kawasaki comprou 30% do Enseada, na Bahia, e a Mitsubishi adquiriu, em consórcio, idêntico percentual do Estaleiro Rio Grande (ERG), no Rio Grande do Sul.

Os japoneses voltaram a investir no Brasil acreditando na demanda do pré-sal e nas encomendas da Petrobras, o cliente único dos grandes estaleiros nacionais. Mas a crise na petroleira e na Sete Brasil criou receio, entre os japoneses, de que a nova investida no setor no Brasil termine em prejuízos. A IHI estaria entre as empresas japonesas em situação mais delicada no Brasil pois a decisão do EAS de cancelar os contratos de construção de sete sondas com a Sete Brasil teria levado o grupo japonês a fazer baixa contábil relativa a fornecimento de bens e insumos para o estaleiro, disse uma fonte. Procurada, a IHI não se pronunciou.

Nesta curta experiência no setor no Brasil, os grupos japoneses fizeram investimentos e apostaram no treinamento de pessoas no Japão, além de transferir tecnologia. Mas frente às dificuldades dos estaleiros nacionais para cumprir os prazos colocados pela Petrobras em obras de plataformas e sondas, várias encomendas de cascos foram transferidas para o exterior, incluindo China e Japão. No mercado, há avaliações de que muitas vezes empresas japonesas e coreanas, que também já estiveram no setor no país, buscam levar parte das obras para seus países de origem. Mas o fato é que a política de conteúdo local instituída no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mantida no atual governo exigiu que esses grupos se instalassem no Brasil para poder atender a demanda da Petrobras.

No setor, há quem entenda que o projeto da Sete Brasil só vai ficar de pé se a Petrobras quiser. Além de cliente, a estatal é também acionista da Sete. Assim, EAS, Enseada e ERG correm risco de ficar de fora do programa de construção de sondas da Sete Brasil, o qual deverá ser reduzido de um número total de 29 unidades previstas no começo para algo que pode variar entre 16 e 19 unidades, dependendo da disponibilidade de recursos da Sete Brasil a partir da aprovação do plano de reestruturação da empresa que será avaliado hoje pelos acionistas. Se não forem excluídos, os três estaleiros deverão executar um número menor de sondas do que as contratadas inicialmente. No plano original da Sete Brasil, o EAS iria construir sete unidades, o Enseada, seis; e o ERG, três.

Fonte: Valor Econômico/Francisco Góes | Do Rio