quarta-feira, 12 de junho de 2013

Vetos à MP favorecem projetos dos armadores.

Os armadores que operam na navegação de cabotagem, entre os portos do país, voltaram a ver oportunidades de investimentos portuários com os vetos da presidente Dilma Rousseff à nova Lei dos Portos (12.815), sancionada no dia 5. A Log-In e a Companhia de Navegação Norsul estão entre as empresas que planejam investir em terminais portuários. Diversos projetos estavam no portfólio das empresas quando as novas regras, propostas via medida provisória, foram anunciadas no fim de 2012. Mas até a aprovação da lei, semana passada, muitas companhias deixaram projetos em compasso de espera. Agora as companhias avaliam que o novo marco legal vai estimular os investimentos, embora ainda busquem entender melhor alguns pontos. A Norsul tem projeto para construir o Terminal Marítimo Mar Azul, em São Francisco do Sul (SC), dedicado à movimentação de produtos siderúrgicos. É um projeto com investimentos de R$ 250 milhões que conta com licença ambiental prévia do Ibama, mas ainda precisa da anuência de outros órgãos federais, entre os quais a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Pela nova lei, as autorizações para funcionamento de instalações portuárias como os terminais privativos precisarão ser precedidas de chamada ou anúncio públicos. O projeto da Norsul poderá ser enquadrado nessa regra, mas para a empresa isso não está absolutamente claro uma vez que o projeto vem sendo desenvolvido há alguns anos. "Essa é uma área cinzenta", disse o diretor-presidente da Norsul, Angelo Baroncini. Ele afirmou que, aprovadas as novas regas para os portos, o governo deveria olhar com mais atenção medidas de estímulo à cabotagem. Cleber Lucas, diretor de planejamento e desenvolvimento da Log-In Logística Intermodal, reconheceu que os vetos atenderam as reivindicações do setor. A Log-In tem projeto para construir terminal de contêineres em Manaus (AM). A empresa controla um terminal de contêineres em Vitória (ES) e sente-se confortável para continuar a avaliar investimentos dentro do novo marco legal, disse Lucas. Outros armadores também têm investimentos em terminais portuários caso, por exemplo, da Aliança Navegação, em Itapoá (SC). Mas em meio às notícias favoráveis surgiu uma inquietação. "A exposição de motivos aos vetos causou certa surpresa e embora não chegue a inibir investimentos terminou tirando o brilho dos vetos", disse Lucas. A presidente Dilma Rousseff vetou o parágrafo quatro dos artigos 6º e 8º do Projeto de Lei de Conversão (PLV 09/13) enviado pelo Congresso para sanção presidencial. O parágrafo limitava a participações em licitações portuárias de sociedades que tivessem em seu capital empresas de navegação com fatia superior a 5%. Nas razões do veto, o governo deu a entender que, apesar de meritórios, os dispositivos propostos na Câmara dos Deputados seriam inócuos em função da forma como foram redigidos. Trecho da exposição de motivos justificou o argumento: "Em primeiro lugar, porque se limitam a impor restrições à participação das empresas de navegação na licitação, mas silenciam sobre a possibilidade dessas mesmas empresas adquirirem participação societária em terminais portuários. Além disso, os dispositivos criam uma regra que é facilmente superável por meio de acordos de acionistas e outras operações societárias, pois não qualificam o tipo de participação vedado, nem estendem as limitações ao grupo econômico como um todo." Um executivo do setor avaliou que não se pode descartar a possibilidade de o Executivo ter gostado da ideia de limitar a participação dos armadores em investimentos portuários e que, no futuro, via regulamentações, venha a publicar um dispositivo "melhor redigido".

Fonte: Valor Econômico/  Francisco Góes | Do Rio

Estaleiro e laminadora estão em prospecção.

A visita da comitiva do Ceará à Coreia do Sul também inclui conversas com outros três setores. O Governador Cid Gomes ressaltou que deverá traçar novas parcerias com empresas de elevadores - entre elas a Hyundai -, laminadora e de infraestrutura. Cid reuniu-se ontem com o embaixador da Coreia do Sul no Brasil, Bom-Woo Koo, e representantes de oito empresas sul-coreanas que atuam no Brasil, como Posco, Daewoo, Hyundai, LG e do setor têxtil.Ele ressaltou que o acordo entre a Petrobras e a GS Energy é resultado de uma viagem anterior feita por ele, quando a estatal brasileira buscava um parceiro comercial para a instalação da Refinaria no Ceará.A Refinaria Premium II está nos projetos da Petrobras com status de “em avaliação”. A estatal havia informado que o projeto deve ganhar caráter de viável ainda este ano de 2013. (Andreh Jonathas)

Fonte: O Povo (CE)

terça-feira, 11 de junho de 2013

Infraestrutura portuária deficiente é entrave para cabotagem.

A burocracia, os custos elevados com mão de obra e a alta carga tributária são os principais entraves para a cabotagem no Brasil, navegação de cargas entre portos de um mesmo país, que pode conectar portos marítimos e fluviais, constatou a pesquisa Transporte Aquaviário – Cabotagem 2013 divulgada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte).De acordo com a pesquisa, a infraestrutura portuária deficiente é considerada um problema muito grave, que tem impedido o desenvolvimento da atividade, para 79,3% dos entrevistados. Na sequência, estão: a deficiência dos acessos terrestres aos portos, com 63% das opções, e a ausência de manutenção dos canais de acesso e dos berços, que também foi mencionada por 63% dos entrevistados. A pesquisa apresenta uma análise qualitativa feita a partir de entrevistas com mais de 100 clientes que utilizam ou utilizaram regularmente a cabotagem no Brasil. Outro ponto citado na pesquisa foi relativo às tarifas elevadas, que também foram consideradas um problema muito grave por 56,5% dos clientes, assim como a baixa oferta de navios (55,4%), o excesso de burocracia (53,3%) e a carência de linhas regulares (52,2%). Os usuários citaram ainda como problemas a demora no trânsito das cargas, a política de combustíveis, e o tratamento equivalente ao da navegação de longo curso.

Fonte: Guia Marítimo

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terça-feira, 4 de junho de 2013

Embraport obtém licença de operação.

O Ibama emitiu licença autorizando a operação da fase 1 do projeto do Terminal Portuário Embraport, no município de Santos, São Paulo, situado na margem esquerda do estuário de Santos, entre os rios Sandi e Diana. A licença contempla, entre outras instalações, cais de atracação com 410 metros de extensão, pátio para estocagem de contêineres, viaduto de interligação entre as áreas norte e sul, trevo de acesso ao terminal, armazém, estacionamentos, portaria marítima e deck e prédio administrativo. A licença é válida por seis anos.

(Da Redação)

SEP já prevê licitação de 161 áreas portuárias.

O novo marco regulatório dos portos deverá ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff na quarta-feira, abrindo caminho para a licitação de 161 áreas em portos de todos o país, entre terminais anteriores à Lei dos Portos de 1993 e vendidos; áreas posteriores a esse ano, mas que devem vencer até 2017; e áreas novas. Desse total, 159 são arrendamentos e 2 concessões - porto de Manaus (AM) e de Imbituba (SC), que ainda serão construídos, conforme informou ao site de VEJA a Secretaria Especial de Portos (SEP). Terminais nos portos de Santos (SP) e no Pará serão os primeiros da lista. O ministro Leônidas Cristino, da SEP, explicou que as 161 áreas serão licitadas em quatro lotes, sendo o primeiro composto por 52 terminais nos portos de Belém, Miramar, Santarém, Outeiro e Vila do Conde (no Pará), e Santos (em São Paulo). Somente em Santos serão oito áreas vencidas, 16 a vencer até 2017 e duas novas. No cronograma previsto pelo governo, a SEP, por meio da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), vai receber os estudos de viabilidade técnica deste primeiro lote ainda em junho e deverá publicar os editais de licitação a partir de setembro.O segundo lote, composto por 45 áreas nos portos de Antonina, Arato, Paranaguá, São Sebastião, Manaus e Imbituba, terão os estudos de viabilidade técnica enviados à secretaria em julho. Já o terceiro lote, com 36 áreas nos portos de Cabedelo, Fortaleza, Itaqui, Macapá, Maceió, Recife e Suape, tem a entrega dos estudos prevista para agosto. Por fim, os estudos de viabilidade do quarto lote - 28 áreas em Itaguaí, Itajaí, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Rio Grande, São Francisco do Sul e Vitória - deverão ser entregues ao governo em setembro.Desde dezembro, quando o pacote de portos foi divulgado, a Antaq já recebeu 123 pedidos de construção de terminal de uso privado. Agora não é mais necessário distinguir se o propósito do terminal é para movimentação de cargas próprias ou de terceiros. Todos esses pedidos serão analisados em conjunto pela SEP e pela Antaq.Leia mais: Governo planeja a concessão de 52 áreas de portos públicos  Filas no Porto de Santos congestionam estradasVetos - O próprio ministro e sua secretaria esperam, porém, o texto final da MP para começar a avaliar os estudos - pontos ainda podem ser vetados pela presidente Dilma Rousseff até esta quarta-feira, data limite para a sanção presidencial da lei. "O que estamos fazendo agora é dar subsídios técnicos e jurídicos para a presidente, de modo que ela consiga fechar o texto. Estamos prevendo cada caso que pode ocorrer", disse o ministro.De acordo com Leônidas, todos os casos serão avaliados isolamente para identificar quais terminais poderão ter o contrato renovado e quais serão relicitados. Contudo, ele reforçou que só saberá exatamente como será o procedimento após a sanção presidencial."Formamos um grupo de estudo específico para antever problemas nas licitações. Contamos, para isso, com o TCU (Tribunal de Contas da União), o Ministério dos Transportes e a Casa Civil. Queremos que essas licitações ocorram da maneira mais rápida possível", disse Cristino. De acordo com a SEP, este grupo está avaliando quais custos podem ser diminuídos para ajudar o setor. "Tudo com relação à MP está sendo discutido e pensado em conjunto com órgãos envolvidos no tema dentro do governo federal."Questionado sobre a necessidade de contratar mais pessoas para ampliar a fiscalização nos novos portos, como agentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Polícia Federal, Receita Federal e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Cristino disse apenas que "acreditamos que todos os órgãos, a exemplo da SEP, deverão reforçar a equipe para atender a essas novas demandas".

Fonte: Veja