terça-feira, 15 de março de 2016

Anac propõe novos direitos e obrigações para passageiros e aéreas.

População poderá opinar sobre as sugestões por 30 dias. Mudanças devem entrar em vigor até o final do ano.

As relações entre os passageiros e as companhias aéreas no Brasil (Condições Gerais de Transporte – CGT) devem ter novas regras até o final deste ano. Entre os objetivos das mudanças, segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) estão deixar as informações mais transparentes para os usuários, reduzir conflitos entre clientes e empresas, aumentar a concorrência entre as companhias e, assim, baixar os preços das passagens.

Mas, antes, a Agência quer ouvir o que a sociedade pensa sobre o assunto. Por isso, colocará uma série de propostas em audiência pública. “O que estamos fazendo é uma grande repactuação das Condições Gerais de Transporte, que é nossa legislação para o consumidor e obrigações para as empresas aéreas, tentando reduzir todos os grandes conflitos que vimos que acontecem judicialmente. Isso diminuir o transtorno para os passageiros e o custo para as empresas”, explica o diretor-presidente da autarquia, Marcelo Guaranys. 

Uma das inovações (veja a relação completa abaixo) propostas pela Anac é o direito de desistência: a Agência quer garantir que o passageiro possa abrir mão da passagem até 24 horas depois da aquisição, com 100% de reembolso. Uma vantagem caso ele encontre um bilhete por preços menores para o mesmo destino, por exemplo. A proposta prevê, também, que, ao anunciar os preços, as companhias o façam com todas as tarifas obrigatórias já contabilizadas, para facilitar a comparação de valores ao consumidor. 

Em caso de extravio de bagagem, a ideia é que a companhia seja obrigada a dar uma ajuda de custo, imediatamente, ao passageiro prejudicado, no valor aproximado de R$ 500. Se a pessoa levar, na bagagem, bens de valor, a Anac quer que ela possa declarar isso à companhia antes do embarque, podendo até pagar um seguro. Assim, se o bem for furtado ou a bagagem extraviada, a companhia poderia pagar a indenização equivalente ao valor informado, evitando que o caso seja levado à Justiça. 

Algumas obrigações das companhias aéreas também devem ser alteradas. A assistência obrigatória, que ocorre em caso de cancelamento ou atraso de voos, não importando as causas, deve mudar. A sugestão da Anac é que as empresas devam auxiliar os passageiros por até 24 horas depois do horário marcado para o voo se a alteração ocorreu por força maior (como por causas naturais).  

Outra novidade diz respeito à franquia de bagagem. A Agência pretende acabar com regras sobre o tema e deixar que as companhias ofereçam o serviço como preferirem, inclusive cobrando valores diferenciados para quem for despachar malas. A única exigência seria que, cada pessoa, poderia levar ao menos 10 quilos de bagagem de mão. “Hoje, o passageiro tem a ideia que pode despachar até 23 quilos de bagagem (em voos nacionais) gratuitamente. Mas ele está pagando por isso. Quem viaja com bagagem de mão paga como se tivesse despachado. Se acabarmos com isso, será possível baratear os bilhetes”, explica Guaranys.  Conforme o diretor-presidente da Anac, o propósito dessa medida é permitir que companhias low cost possam operar no Brasil. “Ainda temos alguns custos obrigatórios que dificultam a entrada de novas empresas que oferecem preços bem competitivos. A intenção é flexibilizar isso”, diz ele.   

Registro de voos

A audiência pública também vai tratar sobre novos procedimentos para registro de voos pelas companhias aéreas. O objetivo é desburocratizar o procedimento para as companhias e, com isso, acelerar a oferta. Com isso, a adequação da malha poderia ocorrer conforme a dinâmica de mercado. Além disso, facilitar o contato direto entre as empresas aéreas e as administrações dos aeroportos, para melhorar a alocação da infraestrutura aeroportuária. 

A audiência pública estará aberta por 30 dias. Depois, as sugestões serão compiladas, analisadas e votadas na Anac, o que deve levar de três a quatro meses. 

Propostas da Anac
Antes do voo

a) A companhia deverá informar:

- o valor total (passagem mais taxas) a ser pago em moeda nacional;
- regras de cancelamento e alteração do contrato com eventuais penalidades;
- tempo de escala e conexão e eventual troca de aeroportos;
- franquia de bagagem e o valor do excesso.

b) Possibilidade de transferência do bilhete: 

- O bilhete é pessoal e intransferível, exceto se o contrato dispuser de forma diversa.
 
c) Validade do bilhete:

- A validade do bilhete se encerra na data prevista de sua utilização, exceto quando não houver data definida para viagem.
 
d) Correção de nome no bilhete:

- O erro no nome ou sobrenome deverá ser corrigido pela empresa, sem custo, antes da emissão do cartão de embarque.

e) Quebra contratual e multa por cancelamento:

- Proibição de multa superior ao valor do bilhete;
- Proibição da cobrança cumulativa de multa de cancelamento com multa de reembolso.

f) Multa de até 5%: 

- A empresa deverá oferecer opção de bilhete com multa máxima de 5% do valor pago, em caso de cancelamento ou alteração.
 
g) Direito de desistência:

- O passageiro poderá desistir da compra da passagem (100% de reembolso) até 24h depois de concretizada desde que o bilhete tenha sido adquirido com antecedência mínima de 7 dias da data do voo. 

h) Alteração programada pela companhia:

- Para alterações superiores a 15 minutos, caso o passageiro não concorde, a companhia deverá oferecer remarcação para data e hora de conveniência em voo próprio ou de terceiros sem ônus ou reembolso integral;
- Se a companhia não avisar a tempo de evitar que o passageiro compareça ao aeroporto, deverá prestar assistência material e reacomodar o passageiro na primeira oportunidade em voo próprio ou de terceiro.
 
i) Franquia de bagagem:

- Franquia mínima de bagagem de mão aumenta de 5kg para 10kg (observados limites da aeronave e de volumes);
- Alinhamento das regras de franquia de bagagem despachada com o resto do mundo (desregulamentação). As regras de franquia deverão ser uniformes durante todo o trajeto;
- Nos voos internacionais, passará a ser de dois volumes de 23 kg, a partir da vigência da Resolução. Um ano após a publicação do regulamento, vai para um volume de 23 kg (final de 2017). A partir do segundo ano de publicação da norma, se dará a desregulamentação total (as empresas estabelecem livremente).
 
Durante o voo
 
a) Procedimento para declaração especial de valor de bagagem:

- Passageiro poderá declarar bens de valor para receber indenização de forma mais ágil (em valor superior a 1131 DES) em caso de perda/dano da bagagem. Neste caso, a empresa poderá cobrar valor suplementar ou seguro.
 
b) Vedação do cancelamento automático do trecho de retorno:

- O não comparecimento do passageiro no primeiro trecho de um voo de ida e volta ou de múltiplos destinos não ensejará o cancelamento dos demais trechos desde que o passageiro comunique à companhia, por qualquer meio e com antecedência de duas horas do primeiro voo.
 
c) Indenização em caso de preterição:

- A companhia aérea deverá indenizar o passageiro que vier a ser preterido.
 
d) Assistência material x força maior:

- O direito de assistência material (comunicação, alimentação e acomodação) poderá ser suspenso em casos de força maior imprevisível (como mau tempo que leve ao fechamento do aeroporto) ou caso fortuito.

e) Prazo para reembolso:

- Por solicitação do passageiro e de acordo com as regras do contrato, o reembolso ou estorno deve ocorrer em até 7 dias da solicitação. O reembolso por atraso, cancelamento, interrupção ou preterição deverá ser imediato.

Depois do voo
 
a) Providências em casos de extravio de bagagem:

- Em casos de extravio, o passageiro de voo doméstico ou com destino ao Brasil receberá uma ajuda de custo tarifada imediata de 100 DES. Nos casos de extravio em voo com destino internacional, a companhia deverá reembolsar as despesas no limite de 1.131 DES, a ser pago em até 14 dias;
- O prazo para restituição de bagagem no caso de extravio em voo doméstico foi reduzido de 30 para 7 dias (voos domésticos).

*DES = Direito Especial de Saque
1 DES = R$ 5,15 (cotação de 09/03/2016 pelo Banco Central)
Natália Pianegonda
Agência CNT de Notícias.

​Aberto edital para elaboração de estudos para concessão da BR-316/PA.

Já está aberto o edital de chamamento público para a concessão do trecho rodoviário da BR-316/PA, entre a divisa dos municípios de Belém / Ananindeua e o entroncamento com a BR-308 em Capanema. A partir das regras estabelecidas no documento, publicado no Diário Oficial da União do dia 8 de março, o governo federal autoriza empresas privadas a promoverem estudos técnicos e de viabilidade que vão subsidiar a concessão e prever as obras que deverão ser realizadas.

O projeto terá uma extensão de 149 quilômetros e vai permitir melhorias significativas nos trechos urbanizados entre Belém e Castanhal, além da ampliação de capacidade do restante do trecho. Isso deve melhorar as condições de segurança na rodovia e moradores das proximidades do trecho.

As empresas interessadas deverão seguir o termo de referência, que traz o detalhamento das atividades a serem realizadas. O prazo para entrega dos requerimentos vai até o dia 11 de abril de 2016. Os documentos deverão ser encaminhados para o endereço: Esplanada dos Ministérios, Bloco "R". CEP: 70.044-902 - Brasília/DF.

Para conhecer o termo de referência, clique aqui.

Com informações da ANTT

Sistema Portuário Brasileiro.

Com uma costa de 8,5 mil quilômetros navegáveis, o Brasil possui um setor portuário que movimenta anualmente cerca de 700 milhões de toneladas das mais diversas mercadorias e responde, sozinho, por mais de 90% das exportações. O modal aquaviário possui um dos menores custos para o transporte de cargas no Brasil, perdendo apenas para o transporte dutoviário e aéreo, de acordo com estudos desenvolvidos pela Coppead (Instituto de Pesquisa e Pós-graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ).
O sistema portuário brasileiro é composto por 37 portos públicos, entre marítimos e fluviais. Desse total, 18 são delegados, concedidos ou tem sua operação autorizada à administração por parte dos governos estaduais e municipais. Existem ainda 42 terminais de uso privativo e três complexos portuários que operam sob concessão à iniciativa privada.
Os portos fluviais e lacustres são de competência do Ministério dos Transportes.

Portos Marítimos - Portos SEP
A Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP/PR) é responsável pela formulação de políticas e pela execução de medidas, programas e projetos de apoio ao desenvolvimento da infra-estrutura dos portos marítimos. Compete ainda à SEP/PR a participação no planejamento estratégico e a aprovação dos planos de outorgas, tudo isso visando assegurar segurança e eficiência ao transporte marítimo de cargas e de passageiros.
Dos 34 portos públicos marítimos sob gestão da SEP, 16 encontram-se delegados, concedidos ou tem sua operação autorizada aos governos estaduais e municipais. Os outros 18 marítimos são administrados diretamente pelas Companhias Docas, sociedades de economia mista, que tem como acionista majoritário o Governo Federal e, portanto, estão diretamente vinculadas à Secretaria de Portos.

CEARÁ ASSINA ACORDO DE COOPERAÇÃO COM A BIELORRÚSSIA.

O Estado do Ceará firmou Acordo de Cooperação com a República da Bielorrússia, em encontro realizado na tarde de ontem, segunda-feira (14), no Palácio da Abolição. Na ocasião, o governador Camilo Santana recepcionou o governador da Região de Mogilev, Vladimir Domanevski, e o embaixador da República da Bielorrússia no160314 BIELORUSSIA MG 6152 web 1 Brasil, Leonid Krupets, entre outras autoridades e empresários do país do Leste Europeu.
O acordo econômico concretiza negociações iniciadas em fevereiro do ano passado, quando representantes da embaixada estiveram reunidos com o governador Camilo Santana. "Esse acordo é um passo importante para aproximar o Ceará da Bielorrússia e permitir a troca de experiências entre o nosso Estado e o país do Leste Europeu. Será fundamental, inclusive, para que os empresários dos dois países possam realizar negócios entre si", citou o governador.
A comitiva é formada por 15 integrantes e conta com empresários dos segmentos de carne, peças e construção de tratores, laticínios, doces, frutas, bebidas, entre outros segmentos. Ainda na tarde desta segunda eles visitam a Federação das Indústrias do Estado do Ceará e, na terça-feira (15), conhecem o Complexo Industrial e 160314 BIELORUSSIA MG 6204 webPortuário do Pecém (CIPP) e a Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE Ceará), que possui potencial para receber empresas da Bielorrússia.
O grupo é acompanhado nas agendas no Ceará pelo assessor Especial para Assuntos Internacionais do Governo do Estado, Antonio Balhmann. No encontro desta segunda, também estiveram presentes a secretária do Desenvolvimento Econômico, Nicolle Barbosa, o presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado (Adece), Ferruccio Feitosa, e o secretário Chefe do Gabinete do governador, Élcio Batista.
Fábrica de tratores
Segundo o embaixador Leonid Krupets, ainda em fevereiro de 2015, investidores da Bielorrússia manifestaram interesse em instalar uma fábrica de tratores no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. A fábrica seria uma joint-venture entre empresários cearenses e europeus. A primeira etapa do empreendimento seria a montagem160314 BIELORUSSIA MG 6238 web dos equipamentos. Após consolidada, ocorreria a produção de motores e peças. Só então é que se daria a montagem dos veículos no Ceará. Em outro momento, começaria a produção de peças e motores.
Outros interesses da missão se concentraram na área de fruticultura irrigada e no estabelecimento de parceria de intercâmbio educacional entre o Ceará e o país europeu.
Fonte:Assessoria de Comunicação da Assessoria para Assuntos Internacionais/Lorena Teixeira

MRS INVESTE MAIS DE R$ 500 MIL EM SISTEMA DE ACOMPANHAMENTO DE CARGAS.

A MRS tem investido no uso da tecnologia para agilizar as operações. Uma das soluções que a empresa oferece é o Sistema de Acompanhamento de Cargas, plataforma implementada em 2010 para atender a necessidade de previsibilidade de entrega da carga e auxiliar no gerenciamento e no planejamento do transporte.
O sistema possibilita o gerenciamento do transporte com informações de rastreamento, previsão de chegada, posicionamento de fila, histórico transportado e agendamento do atendimento ferroviário pelos terminais. Os clientes e fornecedores tem perfis de acesso online que garantem a agilidade da informação. “A solução permite um melhor planejamento de clientes e fornecedores, sendo possível até mesmo a alteração na decisão de priorização de entrega. Atributos esses considerados diferenciais na prestação do serviço logístico”, explica a analista Comercial, Germana Adriele.
A MRS investiu cerca de R$ 500 mil desde a criação do Sistema, que se tornou um ganho de competitividade quando comparado ao modal rodoviário e conquistou a confiança de clientes da companhia, alguns exemplos são: Vale, Usiminas, CSN, Fibria, AB Areias, Cimento Tupi e Cimento Holcim. A solução é um dos serviços que a empresa levará para a Intermodal este ano. O evento conta com mais de 600 marcas nacionais e internacionais, de 25 países, representantes das mais diversas vertentes da cadeia, como transporte de cargas marítimo, rodoviário, aéreo e ferroviário; terminais; portos; agentes de carga; operadores logísticos; TI e serviços relacionados ao transporte nacional e internacional de carga.
Fonte: Segs

AUMENTAM OS RISCOS DE ACIDENTES ENVOLVENDO EMBARCAÇÕES NO PERÍODO DA CHEIA.

Os riscos de acidentes com embarcações nos rios, que banham o Amazonas e região, aumentam no período da cheia. Com a elevação dos níveis dos rios e com aumento da vazão das águas, embarcações podem ser atingidas por troncos de árvores e pedaços de madeira, que descem pelas águas com mais força. As colisões colocam em risco as vidas de passageiros e tripulantes, além de provocar prejuízos para o transporte fluvial. Dois naufrágios foram registrados pela Marinha no estado em 2016. O Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma) orienta os navegantes sobre os cuidados para evitar os acidentes.
Os riscos de acidentes são reais para pequenas até embarcações maiores, que podem ser atingidas pelos troncos, que descem o rio em velocidade maior. O risco é ainda mais expressivo porque em alguns casos os troncos podem estar semisubmersos.
Em Manaus, a área do Encontro das Águas, formado pela confluência entre os Rios Negro e Solimões, é um dos trechos com mais riscos para colisões com troncos. No interior do Amazonas a situação ainda é mais crítica, de acordo com os transportadores. As empresas de barcos de recreio, que são as que transportam passageiros e carga geral, estão amargando perdas com danos causados por colisões. Os empresários do setor perderam canoas e equipamentos nos acidentes no Rio Solimões, no trecho Manaus/Tabatinga. Os prejuízos com substituição de peças danificadas chegam a R$ 7 mil.
“Acima dos prejuízos financeiros existe o risco para a vida humana dos tripulantes e passageiros. Daí a importância de se redobrar os cuidados durante a navegação pelos rios. A possibilidade de naufrágio é real e pode acontecer em poucos minutos após o acidente”, enfatizou o presidente do Sindarma, Galdino Alencar Júnior.
No rio Madeira, a situação é ainda mais grave no trecho entre o Amazonas e Rondônia. O problema se tornou mais expressivo com a criação das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau. A grande quantidade de trocos e pedaços de madeira impacta o escoamento de cargas no principal corredor logístico da Região Norte. Isso porque os comboios de embarcações levam mais tempo para navegar até o destino final.
“Tudo isso poderia ser minimizado se tivéssemos uma política pública para o transporte hidroviário”, avaliou o Claudomiro Carvalho Filho, que é 2º vice-presidente do Sindarma.
Redução da velocidade noturna
Medidas
Para evitar colisões com pedaços de madeira e árvores nos rios, a orientação do Sindarma é redobrar atenção, principalmente, no período noturno, quando a visibilidade é reduzida. Outra medida que pode ser adotada pelos capitães e navegadores é a redução da velocidade da embarcação na noite e madrugada.
A Marinha informou que durante a subida do nível das águas dos rios, época de descida de troncos de árvores, a Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC) realiza ações preventivas de orientação aos proprietários e comandantes de embarcações.
Uma das recomendações da Marinha é evitar navegar à noite em trechos críticos e de difícil navegabilidade. A Marinha ressalta que não deve ser permitido que tripulantes desabilitados conduzam a embarcação e, mesmo aqueles habilitados, que não naveguem em trechos onde não conheçam bem.
Fonte: ACRITICA.COM

SETOR CELEBRA RETOMADA DA NAVEGAÇÃO EM HIDROVIA

Após a retomada da navegação na Hidrovia Tietê-Paraná, no dia 27 de janeiro, cerca de mil empregos diretos e indiretos foram retomados, se considerada toda a extensão da hidrovia (2,4 mil quilômetros). A informação é do presidente do Sindicato dos Armadores de Navegação Fluvial do Estado de São Paulo (Sindasp), Edson Palmesan.
O transporte aquaviário ficou paralisado desde maio de 2014 por causa do baixo nível dos reservatórios de Três Irmãos e Ilha Solteira – a geração de energia elétrica foi priorizada em detrimento da navegação. Com isso, o porto intermodal de Pederneiras não pôde receber as embarcações provenientes do Centro-Oeste, apesar de não ter registrado baixo nível no rio.
Agora, o segmento da navegação celebra a volta das atividades e se mobiliza para evitar que a interrupção das atividades aconteça novamente. Para isso, órgãos como o Sindasp, Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária (Fenavega) e Confederação Nacional do Transporte (CNT) trabalham junto ao governo federal para obtenção de outorga de navegação, o que garantiria o uso múltiplo da água.
Segundo Palmesan, órgãos como Agência Nacional de Águas (ANA) estão mais atentos quanto à importância do transporte fluvial. Estima-se que um comboio duplo, que transporta até 6 mil toneladas de grãos, retire 200 carretas das rodovias. A hidrovia transporta principalmente grãos, farelo e celulose.
Pederneiras
Após a retomada da navegação, recomeçaram as contratações do segmento para atuação na Hidrovia Tietê-Paraná. Foram selecionados integrantes para tripulação de segurança dos comboios, pessoal administrativo, operadores de terminal e de estaleiro.
Na região de Pederneiras, onde funciona porto intermodal, os ganhos também foram constatados. O vice-prefeito e secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade, Juarez Solana de Freitas, estima a criação de 400 vagas.
“A retomada é benéfica pois movimenta o comércio e cria empregos diretos. Em meio a crise econômica, é bom. Nos dois anos de paralisação, deixamos de arrecadar R$ 30 milhões em impostos”, pontua.
Até o momento, 80% da frota do período pré-paralisação já voltou a navegar – o restante está na fase de preparo. A expectativa do governo estadual é, neste ano, superar o montante de 6,3 milhões de toneladas de cargas registrado em 2013. Para o ano de 2017, a perspectiva é de que essa quantidade suba para 7 milhões de toneladas e, até 2019, atinja movimentação de 12 milhões de toneladas de cargas.
Fonte: Comercio do Jahu/Matheus Orlando