sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O objetivo de programa de portos é aumentar movimentação e diminuir custos.

A presidenta Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira 5 que o objetivo do “Programa de Investimento em Logística: Portos”, lançado no início da tarde no Palácio do Planalto, é levar à maior movimentação possível de cargas com o menor custo possível. Segundo ela, o momento atual é de competitividade.

"Não estou dizendo que o objetivo é a menor tarifa porque poderia ser a menor movimentação com a menor tarifa. O objetivo é a maior movimentação de cargas possível com a menor tarifa possível”, disse Dilma.

A presidenta também disse que é preciso oferecer segurança jurídica para que os investimentos prosperem e os portos sejam mais modernos e eficientes. Segundo ela, em alguns casos, a situação jurídica é boa, em outros, satisfatória, e há casos em que ela ainda é inexistente.
“Nós queremos aprimorar o marco regulatório para que os investidores se sintam fortalecidos, protegidos e com horizonte para investir” disse Dilma. Ela disse ainda que o marco deve trazer critérios para a gestão eficiente dentro dos portos.
Dilma reforçou, durante o discurso, a importância da parceria entre os setores público e privado para a modernização da estrutura portuária. “Queremos inaugurar com essa parceria uma era de eficiência para os portos brasileiros”, disse, ressaltando que os portos são responsáveis por 95% do fluxo de comércio exterior do país.
Para a presidenta, portos eficientes, com ligações para os demais meios de transporte, contribuirão para que as exportações brasileiras, principalmente de minério e commodities agrícolas, se multipliquem.
Dilma falou que não haverá mais cobrança de outorga nas novas concessões de portos e nos arrendamentos de terminais. Segundo ela, os próximos leilões terão como critério de definição a menor tarifa cobrada.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Portos automatizados e seguros.

No último mês de setembro, o Porto de Santos atingiu o movimento de 100 milhões de toneladas em doze meses. Tem que comemorar, é claro, mas ninguém parou de trabalhar por isso. Segue “a todo vapor” ou “a máquina plena” dia e noite a faina portuária. E a segurança, como fica? Comentamos no texto anterior que, por conta de uma semana com feriado “emendado” e muito mau tempo, os acidentes nas estradas caíram.  Parece lógico, menos carros circulando, menos acidentes. Nessa linha de pensamento, carro zero na estrada zero acidentes. Mas de que serviria a estrada então? O que se quer, sim, é que o tráfego seja seguro, as pessoas possam transitar e chegar preservadas aos seus destinos. É raro pensar “tive sorte, não sofri acidente porque não viajei”, a menos que perca o avião que se acidentou. Se não tem um motivo evidente, quase ninguém pensa nisso, apenas aqueles que têm responsabilidade e atenção ao processo. E no porto, vale a mesma regra? Felizmente, mais produção não se traduz em mais acidentes. Podemos creditar esse bom resultado em primeiro lugar ao próprio trabalhador, principal interessado em realizar suas tarefas e voltar para sua casa física e mentalmente íntegro. Mérito também para as equipes de segurança, que se desdobram em atuar na prevenção, alertando para as situações de risco potencial. Contrapondo-se ao “comigo isso não vai acontecer”, não acontece mesmo na maioria das vezes, pois o alerta das equipes de segurança é fundamental. Comemora-se discretamente o recorde de produção sem recorde de acidentes. Mereceria uma manchete também. Os terminais investem maciçamente em automação, aumentam a produção sem aumentar o contingente de pessoal. Daí a segurança? Parece lógico, mas nem sempre é assim.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Apagões de logística ainda causarão muitos transtornos e prejuízos

O acidente no Aerporto de Viracopos, em Campinas (SP), foi apenas o apagão mais recente ocorrido no País. Mas a lista de apagões que expõe a fragilidade  e as consequências dos problemas logísticos brasileiros é enorme. Apagões de energia elétrica , de rodovias ,ferrovias  e portos  estão entre os destaques que batem na porta da falta de investimento por anos a fio que o Brasil enfrentou e ainda enfrenta, disse ao Portogente o especialista em infraestrutura da Fundação Getulio Vargas (FGV), Armando Castelar. "Os investimentos estão aquém do necessário há muitos anos. Investimos 2% do PIB, quando o mínimo necessário seria o dobro".

Brasil vai mal nas exportações.

As exportações brasileiras perdem espaço na proporção das vendas mundiais, principalmente os produtos manufaturados, de maior valor agregado. No período entre 2005 e 2011, esse tipo de exportação caiu de de 0,85% para 0,73%. O país só mantém a estabilidade no ranking de maiores vendedores internacionais por causa do crescimento das exportações de produtos básicos (commodities). É o que revela estatística do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) sobre números da Organização Mundial do Comércio (OMC). Ao analisar dados de 2005 a 2011, o Iedi constatou que, depois da crise financeira de 2008, coube ao Brasil o papel de “mercado dinâmico” para as vendas de países que souberam preservar condições de agressividade como exportadores. De 28º no ranking dos países que mais compraram, em 2005, o país evoluiu para o 21º lugar no ano passado, quando importou o equivalente a US$ 237 bilhões, passando de uma participação de 0,72% para 1,3% das compras totais do mercado mundial. Enquanto isso, o Brasil manteve patamar similar, de 23º para 22º lugar no ranking das exportações globais, com vendas de US$ 256 bilhões no ano passado, o que correspondem à participação de 1,4% das vendas totais, contra participação de mercado de 1,3% em 2005. O nível foi mantido com o aumento de vendas de produtos básicos – agropecuários e minerais, principalmente – enquanto as exportações de produtos manufaturados caíram, no período, de 0,85% para 0,73% na participação mundial. Em contrapartida, as importações manufaturadas mais que dobraram  no período em análise. O Brasil comprava apenas o equivalente a 0,69% das vendas mundiais de máquinas e equipamentos, em geral, e, no ano passado, essa participação aumentou para 1,37%. De 31º no ranking dos países que mais importavam produtos manufaturados, em 2005, o país evoluiu para 21º e, de 27º lugar dentre os  países que mais vendiam tais produtos, naquele ano, caiu para 30%. A análise técnica do Iedi ressalta que a inserção brasileira no comércio mundial está atrelada a mudanças na concorrência internacional, que ficou mais restritiva depois de 2008. Somado a isso, fatores domésticos como a valorização do real e outras condicionantes da baixa competitividade brasileira concorreram para o aumento das importações e redução da posição nacional no mercado externo. O Iedi destaca a importância das medidas que o governo vem adotando para a proteção do câmbio, para a redução de impostos e diminuição de custos, como a anunciada redução da tarifa de energia elétrica, investimentos em logística e facilidades de financiamento. As ações são relevantes e precisam ser mantidas, segundo o Iedi, pois seus efeitos só se farão sentir a médio e longo prazo.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Benefícios da hidrovia.

Entre os benefícios destacam-se a redução do número de caminhões nas estradas, diminuindo os acidentes e mortes no trânsito, a geração de novos postos de trabalho e a redução dos custos para transportar a produção agrícola de Mato Grosso. “O Brasil não pode desperdiçar esta oportunidade, a hidrovia é o modal mais barato e eficiente. E isto pode garantir ao país despontar como um grande player no cenário mundial da produção de grãos, carnes e fibras. Além dos benefícios para a produção agropecuária, o transporte pela hidrovia vai permitir ainda que produtos industrializados cheguem mais baratos ao consumidor final, são itens, como, por exemplo, móveis, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, produzidos na Zona Franca de Manaus, que abastecerão o mercado consumidor de Mato Grosso a um preço menor do que atualmente. Além do custo menor, as hidrovias são menos poluente, pois um comboio com 15 barcaças equivale a 1.050 caminhões. Isto representa menos emissão de CO² (dióxido de carbono), que são gases que causam o efeito estufa.

O potencial hidroviário pouco explorado no Brasil.

Todos os profissionais que trabalham com logística estão cansados de ouvir ou dizer que o transporte hidroviário é seguro, barato e eficiente, entre outras vantagens . É, ainda, uma importante alternativa para os eternos congestionamentos nas rodovias brasileiras causados pelas grandes safras de grãos. No entanto, a maior parte das hidrovias e terminais fluviais continuam subutilizados.
O transporte hidroviário deve ser visto com maior carinho por investidores e autoridades, afinal garante um impacto econômico importante para o País diante da redução do custo dos fretes. Será que o lobby rodoviarista  continuará predominando por muito tempo?

Dia do Estivador: o que comemorar?

Cada vez é maior a presença de trabalhadores com vínculo empregatício por tempo indeterminado entre os estivadores e este número tende a crescer. Esta é a pressão dos operadores portuários e é este o caminho que o pacotão do governo para o setor portuário parece indicar. Desta forma, em mais um 18 de outubro, Dia do Estivador, o que estes profissionais, que vêem a riqueza da nação passar por suas mãos, têm a comemorar? Será que há o que comemorar?