sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

NOVA PETROBRÁS’, MAIS ENXUTA, TERÁ MUDANÇAS A PARTIR DE MARÇO.

Desenhada desde que Aldemir Bendine assumiu a presidência, a “nova Petrobrás” começará a mudança em seu perfil administrativo a partir de março. Uma das principais transformações é a extinção da área de Gás e Energia, que passará a ser incorporada à diretoria de Abastecimento. A previsão é que até fevereiro o conselho de administração aprove os últimos detalhes da reestruturação da estatal, com o enxugamento de 30% das gerências executivas e intermediárias e mudanças na estrutura de governança.
Comandada por Hugo Repsold, a área tem sido alvo prioritário dos desinvestimentos da estatal, a exemplo da venda de 49% da Gaspetro para a japonesa Mitsui, referente à participação em distribuidoras estaduais de gás. Também estão na lista de ativos em negociação com investidores a Transportadora Associada de Gás (TAG), além de três Fábricas de Fertilizantes (Fafens), que produzem insumos para a agricultura. A diretoria também responde por uma extensa malha de gasodutos e usinas térmicas.
O segmento perdeu relevância para a companhia que busca enxugar custos e focar na produção de petróleo – deixando de lado a estratégia de atuar como empresa integrada de energia. Outra mudança em “fase avançada” de análise é a incorporação da secretaria executiva, que hoje está ligada à presidência da petroleira, pelo conselho de administração. O tema será discutido na próxima reunião do colegiado, dia 27.
“A ideia é eliminar a redundância”, disse um executivo a par do plano de reestruturação. Serão extintas cerca de 1,8 mil gerências executivas e intermediárias, de um total de seis mil funções gerenciais existentes hoje. Os cortes devem repercutir também nas subsidiárias da estatal, como a Transpetro. O processo foi iniciado em novembro na empresa responsável pelos serviços de logística da petroleira. Cerca de 100 funções gerenciais foram extintas, com a expectativa de economia anual de R$ 35 milhões.
Novas áreas. Na esteira da reestruturação, foram criadas duas novas gerências executivas na subsidiária, nos segmentos de comercialização e novos negócios ligados à frota marítima e de terminais logísticos. Internamente, o movimento foi visto como um passo para a subsidiária buscar novos clientes e negócios para depois ser vendida, conforme anúncio feito na sexta-feira passada pelo diretor financeiro Ivan Monteiro.
Com a extinção de gerências e áreas de negócio, os funcionários já estão sendo realocados internamente, o que gerou desconforto. Funcionários operacionais especializados, como na área de perfuração e extração, teriam sido deslocados para atividades administrativas após a desmobilização de sondas de perfuração, paradas com a redução da busca de novos poços produtores. Entre os trabalhadores, também há o temor de que a reestruturação afete benefícios e a jornada de trabalho, como proposto no último acordo coletivo da empresa.
O tema ainda é discutido em grupos criados após a greve dos petroleiros. Os temores quanto às mudanças levaram a diretoria a encaminhar comunicado interno, em dezembro, esclarecendo a reestruturação em curso. Procurada, a Transpetro não comentou as mudanças. A Petrobrás confirmou que o processo de reestruturação está em curso, mas não deu detalhes sobre o novo perfil da empresa.
Fonte: Estadão

PORTO DA VALE EM VITÓRIA É INTERDITADO POR SUSPEITA DE CRIME AMBIENTAL.

A Polícia Federal interditou, na manhã desta quinta-feira (21), parte das operações da mineradora Vale e da siderúrgica ArcelorMittal Tubarão no porto de Tubarão, em Vitória, por suspeita de crime ambiental.
A interdição foi determinada pelo juiz federal Marcus Vinícius Figueiredo de Oliveira Costa, da 1ª Vara Federal Criminal, em medida cautelar solicitada pela Polícia Federal, que investiga supostos crimes ambientais praticados pelas empresas que atuam no Complexo Portuário de Tubarão.
Na decisão, o juiz determina que a interdição seja mantida até que a emissão de poeira de carvão no ar e de pó de minério no mar de Vitória seja interrompida.
As empresas Vale e Arcelor Mittal Tubarão, que administram os portos de Tubarão e Praia Mole, foram notificadas para que mantenham a suspensão das atividades no Pier II (usado para o embarque de minério de ferro) e no Pier de Carvão, onde são desembarcadas as cargas de carvão mineral, fundamentais para o processo de fundição. Caso desrespeitem a decisão, as empresas podem ser multadas em 6,6% do faturamento de cada unidade.
Para justificar a decisão, o magistrado recorreu a documentos produzidos por órgãos ambientais e a fotografias e vídeos registrados pela Polícia Federal.
"O material produzido apresenta o resultado de pesquisas realizadas na região e conclui pela existência de índices mais elevados de doenças respiratórias e cardiovasculares em bairros adjacentes à Ponta de Tubarão, demonstrando a associação concreta entre a proximidade das indústrias, contribuição industrial à poluição e sintomas", afirma o juiz Oliveira Costa.
Policia Federal 25.nov.2015/Divulgação
Policial federal mostra pó em embarcação durante diligência no porto de Vitória (ES)
De acordo com a PF, as empresas que operam o complexo portuário são investigadas por crimes ambientais decorrentes da emissão de poluentes atmosféricos e lançamento de sedimentos no mar. Em um vídeo divulgado pelas autoridades, o que parece ser chuva é, na verdade, minério de ferro caindo no mar, durante o carregamento de um navio. O flagrante foi determinando para a decisão da Justiça Federal.
"Inegavelmente, a decisão judicial expedida pela 1ª Vara Federal representa um marco na história do Estado do Espírito Santo", afirma o delegado chefe da Delegacia de Crimes Ambientais da PF, Décio Ferreira Neto.
Por meio de nota, a Vale informou que recebeu a notificação "com surpresa. Segundo a empresa, "tal medida paralisa as atividades de exportação e importação da Vale no Espírito Santo, provocando grande impacto na economia do estado, com reflexos em Minas Gerais. A Vale informa que irá adotar todas as medidas judiciais cabíveis para garantir o restabelecimento das suas atividades na Ponta de Tubarão".
A empresa informou ainda que vem "atuando e investindo continuamente em seus sistemas de controle ambiental e cumprindo rigorosamente a legislação ambiental vigente" e que reitera o seu "compromisso com as comunidades da região da Grande Vitória, com o meio ambiente e com as suas operações".
Em nota, a ArcelorMittal informou que não é operadora portuária dos terminais de minério e carvão do porto de Tubarão, mas cliente dos serviços de descarregamento de carvão, realizados pela Vale. A empresa informa ainda que a paralisação não afeta de imediato suas atividades e reforça que está comprometida em "melhorar continuamente os controles ambientais, potencializando procedimentos e tecnologias" e que, para isso, vai investir US$ 100 milhões até 2018 em sistemas e tecnologias para "reduzir ainda mais as emissões".
Fonte: Folha

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

PORTO DE PARANAGUÁ REGISTRA O MAIOR VOLUME EM EXPORTAÇÕES DA HISTÓRIA.

O Porto de Paranaguá fechou 2015 com o maior volume em exportações da história, com 30,3 milhões de toneladas embarcadas, 8,8% a mais que em 2014. O resultado reflete a resistência do agronegócio do Estado do Paraná diante da crise econômica brasileira, o aumento dos investimentos no porto e da agilidade na movimentação de cargas.
A soja foi o produto mais movimentado em Paranaguá em 2015, com 8,5 milhões de toneladas exportadas – um recorde no porto paranaense, que tinha como melhor marca as 7,7 milhões de toneladas movimentadas do grão em 2013.
O farelo de soja também ganhou espaço e chegou a 5,4 milhões de toneladas embarcadas, outro recorde. Com isso o chamado “complexo soja” teve 9,8% de aumento nas exportações por Paranaguá.
As carnes congeladas também registraram aumento e recorde: 1,9 milhão de toneladas exportadas, crescimento de 14% em relação ao total movimentado em 2014. O desempenho também elevou o Porto de Paranaguá ao posto de líder na exportação de carne de frango.
Os números também mostram a força do agronegócio paranaense. Segundo a Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), as cooperativas fecharam 2015 com exportações de US$ 2,4 bilhões, o que representa uma alta de 4% em relação ao ano anterior. Já a receita delas teve crescimento de 12%, chegando a R$ 49 bilhões.
Nos últimos cinco anos, foram registrados recordes na operação de quase todos os produtos movimentados pelo Porto de Paranaguá, o que dinamizou e impulsionou a economia do Estado.
“O País enfrenta um momento complicado, mas o agronegócio do Paraná continua fazendo seu papel e imprimindo excelentes resultados. Com os diversos investimentos feitos no porto, conseguimos corresponder aos anseios do produtor”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.
PRODUTIVIDADE - Os recordes foram alcançados mesmo com um volume de chuvas 44% superior em relação ao ano anterior e com a paralização parcial de alguns berços para a troca de equipamentos.
“Isto evidencia o ganho em produtividade que tivemos. Conseguimos trabalhar mais e melhor, mesmo com estes empecilhos. O resultado é fruto dos mais de R$ 511 milhões investidos nos portos do Paraná ao longo dos últimos anos”, afirma o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino.
De março a dezembro do ano passado, foram montados, erguidos e entraram em funcionamento quatro novos shiploaders – equipamentos usados para carregar os navios no Corredor de Exportação.
Os equipamentos conseguem carregar com 33% mais agilidade que os antigos, aumentando a velocidade de embarque de 1,5 mil toneladas por hora para 2 mil toneladas por hora. O investimento foi de R$ 59 milhões.
Além da montagem e substituição dos guindastes, foram feitas reformas dos berços de atracação do Corredor de Exportação. Mesmo assim, o impacto nas operações foi mínimo.
Os demais produtos com grande movimentação no porto foram o milho, com 4,12 milhões de toneladas escoadas, e o açúcar, com 4,33 milhões de toneladas. Outros produtos que tiveram significativas altas na exportação foram os derivados de petróleo, com 906 mil toneladas movimentadas e alta de 20%, e madeira, com 682 mil toneladas exportadas e 13,4% de crescimento.
Fonte: Ascom Appa

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

DEPARTAMENTO DIZ QUE HIDROVIA TIETÊ-PARANÁ SERÁ LIBERADA EM FEVEREIRO.

O Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo (DH) informou nesta terça-feira (19) que a reativação da navegação na hidrovia Tietê-Paraná, no trecho que passa pela região noroeste paulista, está prevista para ser retomada a partir de fevereiro deste ano.
Com as fortes chuvas dos últimos dias, o porto de Pereira Barreto (SP) mudou o cenário. Com a cheia do rio Tietê, a seca que castigava a região mudou a paisagem no local. Segundo o Governo do Estado de São Paulo, por meio das Secretarias de Energia e de Logística e Transportes, o aumento nos níveis dos rios Tietê, rio Grande e rio Paranaíba possibilita o restabelecimento da navegação.
Segundo o Departamento Hidroviário, a cota mínima de naveção é de 325,40 metros. Em alguns trechos da hidrovia está até em 326 metros, mas em alguns pontos abaixo de 324. De acordo com o departamento, o nível precisa subir ainda em alguns pontos e se estabilizar, para as embarcações não terem problemas.
A navegação havia sido suspensa pela Marinha, em maio de 2014, no trecho do reservatório de Três Irmãos e da eclusa de Nova Avanhandava, em Buritama (SP), agravado pela estiagem que afetou todo o Sudeste do estado.
De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS) em agosto do ano passado, foram realizadas operações para transferência de água dos reservatórios de Três Irmãos e Ilha Solteira. A ação irá permitir o restabelecimento e a manutenção do nível necessário para retomada da navegação na hidrovia Tietê-Paraná.


Fonte: G1

GRUPO VCN FAZ INVESTIMENTOS NA LOGÍSTICA EM 2016.

O Grupo VCN está a investir na ampliação do seu centro logístico, bem como em novas tecnologias e na estabilização dos serviços de transporte. Para Norberto Bessa, logistics manager do grupo, 2016 será "um ano de grandes desafios para a cadeia de logística do grupo, com o intuito de dotar a esta área da empresa com recursos para sustentar o seu crescimento".

As apostas do grupo para este ano passam, por um lado, pela "estabilidade nos serviços de transporte marítimo do Extremo Oriente no que concerne à fiabilidade das escalas e aos tempos de trânsito, de forma a reduzir a incerteza no abastecimento a montante de cadeia", e, por outro lado, pela "implementação de novas tecnologias que permitam o aumento de produtividade" e o desenvolvimento de novas plataformas informáticas de suporte ao omnicanal.
Como refere Norberto Bessa, "a nossa cadeia logística continua em constante desenvolvimento para fazer face ao crescimento acelerado que a empresa está a apresentar". Deste modo, o grupo tem previstas algumas mudanças na cadeia logística durante este ano. "De forma a continuar a garantir soluções para o negócio estamos em fase de ampliação do nosso centro logístico de 8.500m2 para 11.500m2", localizado em Vila Nova de Famalicão. Além disso, "estamos a equacionar a implementação de uma solução WMS (Warehouse System Management) para potenciar a produtividade e simplificar processos no nosso centro logístico".
Para o responsável, 2015 foi o ano da "consolidação do mercado nacional, com a remodelação e expansão da cadeia de lojas Tiffosi, e a internacionalização do canal monomarca". Norberto Bessa faz um balanço positivo da actividade do Grupo, assinalando um "crescimento de dois dígitos nos vários segmentos de mercado".
Fonte: Logística Moderna

EIKE VENDERÁ 29% DE SUA EMPRESA DE CONSTRUÇÃO NAVAL PARA FUNDO DE ABU DHABI6.

Em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a empresa de construção naval OSX (OSXB3) informou que Eike Batista assinou um acordo para vender 90 milhões de ações da companhia para uma afiliada da Mubadala, fundo estatal de Abu Dhabi. A quantidade de papéis representa 28,78% do capital social da empresa, segundo o comunicado.
O Mubadala já adquiriu participação em outros empreendimentos de Eike, na companhia de logística Prumo, ex-LLX (LLXL3, LLXL9), na mineradora MMX (MMXM3, MMXM11) e na holding de esportes e entretenimento IMX. 
Eike afirma que este acordo ocorre envolvendo a OSX é decorrente da reestruturação do investimento da Mubadala Development Company no Grupo EBX. "A conclusão de tal transferência está sujeita ao cumprimento de certas condições precedentes usuais para este tipo de negócio, e está prevista para ocorrer no primeiro semestre de 2016", diz a nota.
Ele diz, ainda, que manterá a todos informados sobre o andamento desta transferência de ações.
Fonte: Info Money

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Pará está livre do aumento do ICMS.

Arecadação - Vinte estados e DF elevaram alíquotas de tributos devido a cofres vazios.

O Estado do Pará não terá que elevar o Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Como o governo paraense consegui manter as finanças em dia o Pará conseguiu uma vantagem para os seus contribuintes. Mas em outro lugares, a inflação não será a única vilã do bolso dos contribuintes em 2016. Com perdas na arrecadação, o governo federal e a maior parte dos estados e capitais elevaram seus principais tributos, de acordo com levantamento realizado pelo G1. As informações sdão do portal da Rede Globo, o G1.

A pesquisa considerou apenas as elevações de alíquotas – o percentual usado para calcular quanto o contribuinte vai pagar de imposto sobre o valor, em reais, de determinado produto, serviço ou bem.