quarta-feira, 3 de junho de 2015

AMPLIADO, CANAL DO PANAMÁ ABRE NOVAS ROTAS AO MUNDO.

Camilo Sanjur é um dos operários que trabalham na obra de expansão do canal do Panamá, via que em 1914 encurtou a distância entre os oceanos Pacífico e Atlântico e aproximou mercados — principalmente entre a Costa Leste dos Estados Unidos e a Ásia. “Vai beneficiar o mundo inteiro”, diz o panamenho.

A construção de um terceiro conjunto de eclusas (espécie de “elevador hídrico”) no Pacífico e no Atlântico é o componente mais importante do programa de expansão, que resultará em uma nova faixa mais larga para o tráfego de navios.

No dia 10 de junho começará a inundação das eclusas no lado do Atlântico, já para preparar o tráfego no novo canal, previsto para iniciar em abril de 2016, depois de sucessivos atrasos. A inundação das eclusas no lado do Pacífico está programada para o fim de setembro.

Com a expansão, navios com até 49 metros de largura, 366 metros de comprimento e 15 metros de calado poderão cruzar a via de 80 quilômetros. Em contêineres, o volume potencial será triplicado, saindo de atuais 4,5 mil Teus (contêiner de 20 pés) para quase 14 mil Teus.

“O fato é que o canal do Panamá já está ultrapassado antes mesmo da inauguração da expansão. Nos mares do mundo, já há dezenas de navios de 18 mil Teus e até alguns de 19 mil Teus. Então o impacto real da expansão do canal é relativo”, afirma Michel Donner, assessor da consultoria inglesa Drewry.

“Esses navios de fato existem no mercado e eles terão de usar a costa oeste dos Estados Unidos, não chegarão via canal do Panamá. Mas o número de navios desse mercado e o tamanho não justificava economicamente para nós fazer um canal mais largo”, explica Ilya Marotta, vice-presidente executiva do Departamento de Engenharia e Gestão de Programas da Autoridade do Canal do Panamá (ACP), agência autônoma do governo responsável por operar a via interoceânica — a Constituição do país proíbe a concessão ou transferência da atividade. A obra, que custou US$ 5,2 bilhões, é tocada por um consórcio internacional liderado pela espanhola Sacyr.

Capacete rosa personalizado com seu nome, Marotta afirma que, se necessário, a ACP poderá expandir a via. “Precisamos primeiro operar a nova travessia e ver como o mercado se comporta, quando a demanda estiver colocada, vamos analisar. Pode ser em dez anos”.

As tarifas vão variar de acordo com os tamanhos dos navios — quanto maior a capacidade da embarcação, menor o valor. Hoje o custo por Teu é de US$ 78 em um navio tipo panamax; será de aproximadamente US$ 77 por Teu para o mesmo modelo no novo canal. Mas para uma embarcação que transportar 9,5 mil Teus, por exemplo, o valor poderá cair para até US$ 68.

No atual canal passam de 38 a 42 navios por dia em média. Estima-se que a expansão atrairá de 12 a 14 navios diários, começando com três a cinco por dia.

“Os mesmos clientes que temos agora vão poder transportar navios maiores, contudo estamos vendo um mercado novo que é de gás natural”, diz Marotta. 

O armador alemão Hapag-Lloyd, por exemplo, acaba de anunciar a encomenda de cinco navios porta-contêineres para atender seus tráfegos sul-americanos. Cada um terá 333 metros de comprimento, 48 metros de largura e capacidade para 10,5 mil Teus.

“O tempo urge, já que o primeiro navio deve estar pronto a tempo para a temporada de contêiner refrigerado da América Latina 2017, na sequência da abertura prevista do Canal do Panamá expandido”, disse em nota o armador, recém-fundido com a CSAV, transportadora marítima chilena.

Oscar Bazán, vice-presidente executivo da ACP, explica que o canal do Panamá é um provedor de serviços na facilitação do comércio interoceânico, “mas não o único”. São necessários, também, novos terminais portuários, diz. 

Para o que está acima de Pernambuco e tem como destino o nordeste asiático, a rota ideal é o canal do Panamá

A ACP irá licitar novos terminais nos próximos meses nas duas saídas do canal e também identificou possibilidade de instalação de um parque logístico. Uma das principais apostas é um terminal concentrador de combustível, notadamente de gás natural liquefeito, para movimentar a carga que sairá do golfo dos Estados Unidos rumo ao Chile, grande importador do gás.

As cargas brasileiras das regiões Norte e Nordeste, principalmente os grãos com o avanço da fronteira agrícola para o Norte, têm uma janela de oportunidade ao usar o canal nas transações que ligam a costa à Ásia, reduzindo o tempo de viagem e, consequentemente, o custo do comércio exterior. 

“Para o que está de Pernambuco para cima e tem como destino o nordeste asiático, a rota ideal é o canal do Panamá”, é o que primeiro diz Bazán, ao ser questionado sobre as novas rotas a ampliação do canal poderá atrair. Hoje, a participação de cargas brasileiras pela via pequena, consistindo na exportação de minério de ferro principalmente do Amapá para a China e algum volume de bauxita também para o Oriente.

O governo brasileiro está convencido de que os portos do chamado Arco Norte vão se tornar ainda mais estratégicos com a expansão do canal, razão pela qual fez “inúmeras autorizações de novos terminais de uso privado” e priorizou 20 áreas nos portos do Pará no primeiro lote de licitações do programa federal. 

Especialistas entendem que o Brasil pode se beneficiar na área do agronegócio desde que as infraestruturas portuária, aquaviária e ferroviária estejam em dia — o que não é a realidade do país. O recente corte orçamentário poderá postergar obras como a ferrovia Norte-Sul, conforme mostrou o Valor. E o atraso no programa de arrendamentos de terminais portuários, cujos estudos foram recentemente liberados pelo TCU, após quase dois anos, é um problema que acentua o déficit de infraestrutura.

“Sabemos que ainda há necessidade de novos investimentos em infraestrutura rodoviária, ferroviária e hidroviária, que serão plenamente compensados com a economia de escala no escoamento da produção e diminuição do custo Brasil”, ponderou o ministro.

O governo decidiu fatiar o lançamento dos leilões portuários e áreas que poderiam se valer mais rapidamente da expansão do canal – os novos terminais em Suape (PE) e em Manaus (AM) ficaram nos últimos blocos. 

“O lançamento desses editais deve levar mais um ano, um ano e meio”, estima, algo frustrado, o diretor de desenvolvimento de negócios da APM Terminals para América Latina, Julián Fernández. A empresa, do grupo Maersk, quer ter uma rede de terminais para movimentar contêineres na América Latina, onde vê oportunidade de ativos para elevar a produtividade na beira do cais.

Segundo Bazán, da ACP, principalmente a costa oeste da América Latina, como o Chile e Peru, a costa leste dos Estados Unidos e o Caribe já começaram esse processo investindo na ampliação de terminais.

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD, na sigla em inglês) estima que sejam necessários US$ 11 trilhões em investimentos globais em infraestrutura até 2030. Somente para a América Latina, estima a Standard & Poor's, são necessários US$ 336 bilhões pelos próximos cinco anos para sanar o chamado “gap” de infraestrutura – aí incluídos não somente portos.

O baixo crescimento atual da América Latina pode fazer com que os países da região não se beneficiem da expansão como poderiam. “Se por um lado isso é verdade, é preciso lembrar que a obra em si de expansão precisava ser feita e é um projeto de longo prazo”, diz o analista econômico Alberto Bernal. 

Segundo ele, a América Latina tem sofrido de um processo chamado de crise de ingresso médio, segundo o qual um país que atinge uma certa renda fica preso a esse nível. “Brasil, Chile e até Colômbia estão crescendo menos do que poderiam, porque ainda não fizeram a nova etapa de reformas. A primeira era a estabilidade, fizeram isso. A segunda é mais infraestrutura, mais educação e menos burocracia. É necessário cruzar essa barreira para voltar a crescer.”

Fonte: Valor Econômico/Fernanda Pires | Da Cidade do Panamá

MAERSK LINE ENCOMENDA 11 MEGANAVIOS PARA O TRÁFEGO ÁSIA-EUROPA.

SANTOS - A transportadora marítima Maersk Line assinou um contrato com o estaleiro Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering para construir 11 navios com capacidade nominal para 19,630 mil Teus (contêiner de 20 pés). A empresa está tratando a encomenda, anunciada nesta terça-feira, como a segunda geração do “Triple-E”, assim denominada a classe de navios de 18 mil Teus, a maior da frota do armador dinamarquês.

O contrato, no valor de US$ 1,8 bilhão, prevê a possibilidade de mais seis embarcações serem construídas.

Os porta-contêineres terão cerca de 400 metros de comprimento, 58,6 metros de largura e calado de 16,5 metros. Serão empregados no tráfego entre a Ásia e a Europa e irão substituir navios menores, “menos eficientes”, disse a companhia em nota. Os 11 navios serão incorporados à frota entre abril de 2017 e maio de 2018.

O emprego de navios gigantes nas rotas mais movimentadas do comércio mundial tem um efeito cascata em regiões cujo volume de cargas ainda não justifica a utilização de embarcações tão grandes – como África e América do Sul, onde os maiores porta-contêineres são de 9,5 mil Teus. 

Ao longo dos próximos cinco anos, a Maersk Line, maior armador de navios de contêineres do mundo, está planejando investir US$ 15 bilhões em novas encomendas, revitalização, contêineres e outros equipamentos.

Fonte: Valor Econômico/Fernanda Pires

terça-feira, 2 de junho de 2015

MS PRECISA DE R$ 9,3 BILHÕES PARA REDUZIR GARGALOS LOGÍSTICOS.

Nos últimos dez anos, Mato Grosso do Sul quase triplicou a produção de soja e milho, contabilizando avanço de 189% da safra 2004/05 para a de 2014/15. Esse crescimento, entretanto, não é acompanhado pela melhoria da infraestrutura de distribuição de grãos, que ainda apresenta problemas, que são comuns em todo o País, como dependência do transporte rodoviário, trechos em condições precárias, falta de investimento, baixa extensão duplicada, idade avançada da frota, entre outros gargalos.

Para reverter esse quadro, seriam necessários, em Mato Grosso do Sul, R$ 9,3 bilhões, montante que contemplaria projetos considerados prioritários para atender a logística de escoamento de grãos, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional de Transporte (CNT).

Os grãos, que saem de Mato Grosso do Sul, são escoados, sobretudo, para os portos de Paranaguá (PR), São Francisco do Sul (SC) e Santos (SP). Para esses locais, foram transportados, em 2014, 99,4% de milho, soja e farelo destinados às exportações, segundo o estudo da CNT. Os 0,6% de grãos restantes seguiram para o porto de Rio Grande (RS), entre outros. No caminho entre a lavoura ou armazém e esses portos, há extensões significativas consideradas regulares e ruins, conforme avaliação dos entrevistados na pesquisa. 

Fonte:Correio do Estado/OSVALDO JÚNIOR

TERMINAL DE CARGAS DE PALMAS SERÁ APRESENTADO NO PRÓXIMO DIA 9.

O Governo do Estado, em parceria com a Federação das Indústrias do Tocantins (Fieto) e a Infraero, apresentará, no próximo dia 9, o Terminal de Logística de Carga (Teca) do Aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues, em Palmas. A apresentação do projeto e os próximos passos para efetivação do terminal acontecerão durante o Seminário  “Novas Fronteiras para o Tocantins - Desenvolvimento do Comércio Internacional”, que será realizado no Palácio Araguaia, a partir das 8 horas.

O terminal é composto por uma construção modular, totalizando 1,2 mil m² de área construída, com área de armazenamento de 500 m², com possibilidade de ampliação conforme a demanda local. O armazém do complexo terá ainda sala de atendimento ao cliente e espaços administrativos, guarita de segurança e três docas para o embarque e desembarque de cargas, equipados com elevadores, além de estacionamento próprio para veículos leves e caminhões frigoríficos. Para a construção da plataforma, foram investidos R$ 3,84 milhões na obra. Para o superintendente do Aeroporto de Palmas, Afrânio Mar, a realização desse evento é uma oportunidade para que todos os segmentos envolvidos conheçam o projeto do terminal e seus aspectos positivos para o Estado. “A utilização dessa estrutura logística significa maior agilidade e menor custo para o empresariado, fatores imprescindíveis na cadeia logística”, afirmou. Ele avalia que, para a região, representa uma oportunidade ímpar de aquecer a economia e ampliar a presença de seus produtos nas diferentes regiões do País.

Desenvolvimento

O diretor de Desenvolvimento Estratégico e Atração de Investimentos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), Paulo Marcelo Mendonça, explicou que, com o terminal, será possível operacionalizar o desembaraço alfandegário sem necessidade de deslocamento para outros estados. “Tudo o que é exportado tem que ter um aval da Receita Federal. Com o Teca, isto poderá ser feito aqui no Tocantins, tanto para mercadorias que serão distribuídas por transporte aéreo, quanto de outros modais”, frisou, ressaltando que este equipamento não é importante apenas para o Tocantins, mas para toda a região do Matopiba, que compreende também os estados do Maranhão, Piauí e Bahia.

Para Paulo Marcelo, o terminal vai ampliar as oportunidades de negócios do Estado. “Além das empresas que têm interesse em exportar seus produtos, e poderão contar com este diferencial logístico, é uma ocasião para despachantes e demais prestadores de serviços relacionados a exportações se instalarem na região”, ressaltou.

Segundo a gerente do Centro Internacional de Negócios da Fieto, Greice Labre, 300 empresas já foram mobilizadas para o evento. Segundo ela, o terminal dará agilidade às empresas e promoverá a redução de custos. “Acredito que a concretização do terminal e a possibilidade e alfandegamento vai trazer empresas para se instalar no Estado e deve agilizar o processo daquelas que já atuam no Tocantins. Nosso Estado ganhará muito em desenvolvimento com a operacionalização dessa plataforma”, afirmou.

Programação

O evento deve contar ainda com a presença de empresários, representantes da Receita Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Associação Brasileira de Logística (Abralog). 

08h - Recepção 

08h20 - Chegada do governador 

08h30 - Composição da Mesa de Honra 

08h45 - Pronunciamento da Infraero 

09h - Pronunciamento do presidente da Fieto 

09h15 - Pronunciamento do governador Marcelo Miranda 

09h40 - Palestra “Potencialidades do Estado do Tocantins” 

10h - Apresentação Operacional da Plataforma de Cargas-Infraero 

10h45 - Apresentação Abralog 

11h - Apresentação Receita Federal 

11h15 - Apresentação Anvisa 

11h30 - Encerramento

Fonte: Conexão Tocantins

quarta-feira, 20 de maio de 2015

GOVERNO DILMA APOSTA NOS RECURSOS DA CHINA PARA INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA

Em um ano de dificuldades econômicas, o governo aposta nos cofres cheios de dinheiro da China para pagar pelos investimentos em infraestrutura que o Brasil não tem como fazer. A visita do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, hoje, terça-feira (19), em Brasília, está sendo tratada como uma rara oportunidade de apresentar uma agenda positiva. Com US$ 53 bilhões a serem investidos em um fundo de financiamento à infraestrutura, o governo chinês pode garantir obras como a segunda linha de transmissão de Belo Monte e a ferrovia entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO). ´

Dos recursos já anunciados para o fundo de infraestrutura, que deverá ser gerenciado pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco de Desenvolvimento da China, cerca de US$ 10 bilhões poderão ser investidos nas linhas de transmissão de Belo Monte. A empresa chinesa State Grid já venceu a licitação, com a Eletrobrás, da primeira linha, até São Paulo, que terá um custo de US$ 5,5 bilhões. Este deve ser um dos mais de 30 acordos que serão assinados durante a visita de Keqiang.

Uma segunda linha, até o Rio de Janeiro, com um custo de US$ 7,7 bilhões, deverá ser licitada em junho e também interessa à State Grid. O investimento entraria na lista de financiamentos pelo novo fundo.

O governo também vê no fundo a possibilidade de resolver parte do financiamento à construção de ferrovias. Em 2014, durante a visita do presidente da China, Xi Jinping, foi assinado um termo de acordo para estudo de viabilidade de investimentos entre a construtora Camargo Corrêa e a China Railway Construction Corporation visando a construção da linha entre as cidades de Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO), onde se ligaria à ferrovia Norte-Sul. Um dos trechos mais importantes para os produtores de grãos do Centro Oeste, de quase 900 quilômetros, teria um custo de US$ 5,4 bilhões e ainda não foi licitado. Agora, pode entrar na lista de financiamentos chineses.

Na véspera da visita do primeiro-ministro, a presidente Dilma Rousseff convocou os ministros Joaquim Levy (Fazenda), Aloizio Mercadante (Casa Civil), Mauro Vieira (Itamaraty) e Nelson Barbosa (Planejamento) para uma reunião preparatória. Também participam da audiência os ministros Armando Monteiro (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Antônio Carlos Rodrigues (Transportes), Kátia Abreu (Agricultura) e Ricardo Berzoini (Comunicações), além do embaixador do Brasil na China, Valdemar Carneiro Leão para revisar os últimos detalhes dos acordos. Dentro do Planalto, o premiê chinês tem sido visto como “o salvador da Pátria” em um ano de ajuste econômico severo.

O governo conta com o apetite chinês no programa de concessões a ser anunciado em junho, principalmente na área de ferrovias, mas também portos, aeroportos e energia. O governo espera ter outras duas boas notícias para anunciar: a assinatura de um novo protocolo sanitário que permitirá ao Brasil voltar à exportar carne bovina em natura para a China Continental e a assinatura da venda de 22 aviões da Embraer para a Tianjin Airlines.

Fonte: Jornal do Commercio (POA)

TEMOR A PRIVAIZAÇÃO DA DRAGAGEM.

Além da Associação Nacional dos Usuários de Transporte (Anut), mais uma entidade mostra temor de que, ao privatizar a dragagem de portos, o governo cobre tarifa dobrada, ou seja, mantenha a tabela1, que no ano passado rendeu R$ 350 milhões à Codesp, em Santos, e leve os armadores a pagarem pelo novo serviço aos concessionários privados.

Desta vez, é o vice-presidente executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), Luiz Fernando Resano, que alerta. “Apoiamos a privatização da dragagem, mas precisamos impedir que os usuários paguem em dobro pelo serviço”. Frisou ainda que armadores de cabotagem podem vir a ter de pagar por profundidades que não necessitam.

Sobre a navegação, Resano informa que o governo continua a estudar um modelo de estímulo à navegação entre portos nacionais, o Pró-Cabotagem, e, inclusive, contratou a empresa espanhola Idom, com recursos do Banco Mundial, para fazer a análise, via Secretaria de Portos.

Fonte: Monitor Mercantil/Sergio Barreto Motta

WILLIAMS BRASIL: EXPORTAÇÃO DE AÇÚCAR EM CONTÊINER SOBE NO 1º TRIMESTRE

O pico de exportações de açúcar em contêiner foi em março, com 185,98 mil toneladas (Foto: Manoel Marques/Ed. Globo)

O Brasil exportou 431,91 mil toneladas de açúcar em contêiner no primeiro trimestre deste ano, 9,85% mais na comparação com as 393,19 mil toneladas registradas em igual intervalo de 2014, de acordo com a agência marítima Williams Brasil.

O maior volume foi escoado pelo Porto de Santos, de onde saíram 377,65 mil toneladas, ou 87,43% do total. Logo em seguida vem o Porto de Suape, com 25,21 mil toneladas (5,84% do total).

No trimestre, o pico de exportações de açúcar em contêiner foi em março, com 185,98 mil toneladas. Janeiro foi o mês em que esse tipo de embarque registrou o menor volume, com 107,87 mil toneladas.

De acordo com a Williams Brasil, a África do Sul foi o principal comprador nos três primeiros meses do ano, com 57,21 mil toneladas, ou 13,25% do total. Na sequência estão Sri Lanka, com 52,42 mil toneladas (12,14%), e Iêmen, com 43,05 mil toneladas (9,97%).

Fonte:Por Estadão Conteúdo