quarta-feira, 3 de junho de 2015

MAERSK LINE ENCOMENDA 11 MEGANAVIOS PARA O TRÁFEGO ÁSIA-EUROPA.

SANTOS - A transportadora marítima Maersk Line assinou um contrato com o estaleiro Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering para construir 11 navios com capacidade nominal para 19,630 mil Teus (contêiner de 20 pés). A empresa está tratando a encomenda, anunciada nesta terça-feira, como a segunda geração do “Triple-E”, assim denominada a classe de navios de 18 mil Teus, a maior da frota do armador dinamarquês.

O contrato, no valor de US$ 1,8 bilhão, prevê a possibilidade de mais seis embarcações serem construídas.

Os porta-contêineres terão cerca de 400 metros de comprimento, 58,6 metros de largura e calado de 16,5 metros. Serão empregados no tráfego entre a Ásia e a Europa e irão substituir navios menores, “menos eficientes”, disse a companhia em nota. Os 11 navios serão incorporados à frota entre abril de 2017 e maio de 2018.

O emprego de navios gigantes nas rotas mais movimentadas do comércio mundial tem um efeito cascata em regiões cujo volume de cargas ainda não justifica a utilização de embarcações tão grandes – como África e América do Sul, onde os maiores porta-contêineres são de 9,5 mil Teus. 

Ao longo dos próximos cinco anos, a Maersk Line, maior armador de navios de contêineres do mundo, está planejando investir US$ 15 bilhões em novas encomendas, revitalização, contêineres e outros equipamentos.

Fonte: Valor Econômico/Fernanda Pires

terça-feira, 2 de junho de 2015

MS PRECISA DE R$ 9,3 BILHÕES PARA REDUZIR GARGALOS LOGÍSTICOS.

Nos últimos dez anos, Mato Grosso do Sul quase triplicou a produção de soja e milho, contabilizando avanço de 189% da safra 2004/05 para a de 2014/15. Esse crescimento, entretanto, não é acompanhado pela melhoria da infraestrutura de distribuição de grãos, que ainda apresenta problemas, que são comuns em todo o País, como dependência do transporte rodoviário, trechos em condições precárias, falta de investimento, baixa extensão duplicada, idade avançada da frota, entre outros gargalos.

Para reverter esse quadro, seriam necessários, em Mato Grosso do Sul, R$ 9,3 bilhões, montante que contemplaria projetos considerados prioritários para atender a logística de escoamento de grãos, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional de Transporte (CNT).

Os grãos, que saem de Mato Grosso do Sul, são escoados, sobretudo, para os portos de Paranaguá (PR), São Francisco do Sul (SC) e Santos (SP). Para esses locais, foram transportados, em 2014, 99,4% de milho, soja e farelo destinados às exportações, segundo o estudo da CNT. Os 0,6% de grãos restantes seguiram para o porto de Rio Grande (RS), entre outros. No caminho entre a lavoura ou armazém e esses portos, há extensões significativas consideradas regulares e ruins, conforme avaliação dos entrevistados na pesquisa. 

Fonte:Correio do Estado/OSVALDO JÚNIOR

TERMINAL DE CARGAS DE PALMAS SERÁ APRESENTADO NO PRÓXIMO DIA 9.

O Governo do Estado, em parceria com a Federação das Indústrias do Tocantins (Fieto) e a Infraero, apresentará, no próximo dia 9, o Terminal de Logística de Carga (Teca) do Aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues, em Palmas. A apresentação do projeto e os próximos passos para efetivação do terminal acontecerão durante o Seminário  “Novas Fronteiras para o Tocantins - Desenvolvimento do Comércio Internacional”, que será realizado no Palácio Araguaia, a partir das 8 horas.

O terminal é composto por uma construção modular, totalizando 1,2 mil m² de área construída, com área de armazenamento de 500 m², com possibilidade de ampliação conforme a demanda local. O armazém do complexo terá ainda sala de atendimento ao cliente e espaços administrativos, guarita de segurança e três docas para o embarque e desembarque de cargas, equipados com elevadores, além de estacionamento próprio para veículos leves e caminhões frigoríficos. Para a construção da plataforma, foram investidos R$ 3,84 milhões na obra. Para o superintendente do Aeroporto de Palmas, Afrânio Mar, a realização desse evento é uma oportunidade para que todos os segmentos envolvidos conheçam o projeto do terminal e seus aspectos positivos para o Estado. “A utilização dessa estrutura logística significa maior agilidade e menor custo para o empresariado, fatores imprescindíveis na cadeia logística”, afirmou. Ele avalia que, para a região, representa uma oportunidade ímpar de aquecer a economia e ampliar a presença de seus produtos nas diferentes regiões do País.

Desenvolvimento

O diretor de Desenvolvimento Estratégico e Atração de Investimentos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), Paulo Marcelo Mendonça, explicou que, com o terminal, será possível operacionalizar o desembaraço alfandegário sem necessidade de deslocamento para outros estados. “Tudo o que é exportado tem que ter um aval da Receita Federal. Com o Teca, isto poderá ser feito aqui no Tocantins, tanto para mercadorias que serão distribuídas por transporte aéreo, quanto de outros modais”, frisou, ressaltando que este equipamento não é importante apenas para o Tocantins, mas para toda a região do Matopiba, que compreende também os estados do Maranhão, Piauí e Bahia.

Para Paulo Marcelo, o terminal vai ampliar as oportunidades de negócios do Estado. “Além das empresas que têm interesse em exportar seus produtos, e poderão contar com este diferencial logístico, é uma ocasião para despachantes e demais prestadores de serviços relacionados a exportações se instalarem na região”, ressaltou.

Segundo a gerente do Centro Internacional de Negócios da Fieto, Greice Labre, 300 empresas já foram mobilizadas para o evento. Segundo ela, o terminal dará agilidade às empresas e promoverá a redução de custos. “Acredito que a concretização do terminal e a possibilidade e alfandegamento vai trazer empresas para se instalar no Estado e deve agilizar o processo daquelas que já atuam no Tocantins. Nosso Estado ganhará muito em desenvolvimento com a operacionalização dessa plataforma”, afirmou.

Programação

O evento deve contar ainda com a presença de empresários, representantes da Receita Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Associação Brasileira de Logística (Abralog). 

08h - Recepção 

08h20 - Chegada do governador 

08h30 - Composição da Mesa de Honra 

08h45 - Pronunciamento da Infraero 

09h - Pronunciamento do presidente da Fieto 

09h15 - Pronunciamento do governador Marcelo Miranda 

09h40 - Palestra “Potencialidades do Estado do Tocantins” 

10h - Apresentação Operacional da Plataforma de Cargas-Infraero 

10h45 - Apresentação Abralog 

11h - Apresentação Receita Federal 

11h15 - Apresentação Anvisa 

11h30 - Encerramento

Fonte: Conexão Tocantins

quarta-feira, 20 de maio de 2015

GOVERNO DILMA APOSTA NOS RECURSOS DA CHINA PARA INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA

Em um ano de dificuldades econômicas, o governo aposta nos cofres cheios de dinheiro da China para pagar pelos investimentos em infraestrutura que o Brasil não tem como fazer. A visita do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, hoje, terça-feira (19), em Brasília, está sendo tratada como uma rara oportunidade de apresentar uma agenda positiva. Com US$ 53 bilhões a serem investidos em um fundo de financiamento à infraestrutura, o governo chinês pode garantir obras como a segunda linha de transmissão de Belo Monte e a ferrovia entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO). ´

Dos recursos já anunciados para o fundo de infraestrutura, que deverá ser gerenciado pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco de Desenvolvimento da China, cerca de US$ 10 bilhões poderão ser investidos nas linhas de transmissão de Belo Monte. A empresa chinesa State Grid já venceu a licitação, com a Eletrobrás, da primeira linha, até São Paulo, que terá um custo de US$ 5,5 bilhões. Este deve ser um dos mais de 30 acordos que serão assinados durante a visita de Keqiang.

Uma segunda linha, até o Rio de Janeiro, com um custo de US$ 7,7 bilhões, deverá ser licitada em junho e também interessa à State Grid. O investimento entraria na lista de financiamentos pelo novo fundo.

O governo também vê no fundo a possibilidade de resolver parte do financiamento à construção de ferrovias. Em 2014, durante a visita do presidente da China, Xi Jinping, foi assinado um termo de acordo para estudo de viabilidade de investimentos entre a construtora Camargo Corrêa e a China Railway Construction Corporation visando a construção da linha entre as cidades de Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO), onde se ligaria à ferrovia Norte-Sul. Um dos trechos mais importantes para os produtores de grãos do Centro Oeste, de quase 900 quilômetros, teria um custo de US$ 5,4 bilhões e ainda não foi licitado. Agora, pode entrar na lista de financiamentos chineses.

Na véspera da visita do primeiro-ministro, a presidente Dilma Rousseff convocou os ministros Joaquim Levy (Fazenda), Aloizio Mercadante (Casa Civil), Mauro Vieira (Itamaraty) e Nelson Barbosa (Planejamento) para uma reunião preparatória. Também participam da audiência os ministros Armando Monteiro (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Antônio Carlos Rodrigues (Transportes), Kátia Abreu (Agricultura) e Ricardo Berzoini (Comunicações), além do embaixador do Brasil na China, Valdemar Carneiro Leão para revisar os últimos detalhes dos acordos. Dentro do Planalto, o premiê chinês tem sido visto como “o salvador da Pátria” em um ano de ajuste econômico severo.

O governo conta com o apetite chinês no programa de concessões a ser anunciado em junho, principalmente na área de ferrovias, mas também portos, aeroportos e energia. O governo espera ter outras duas boas notícias para anunciar: a assinatura de um novo protocolo sanitário que permitirá ao Brasil voltar à exportar carne bovina em natura para a China Continental e a assinatura da venda de 22 aviões da Embraer para a Tianjin Airlines.

Fonte: Jornal do Commercio (POA)

TEMOR A PRIVAIZAÇÃO DA DRAGAGEM.

Além da Associação Nacional dos Usuários de Transporte (Anut), mais uma entidade mostra temor de que, ao privatizar a dragagem de portos, o governo cobre tarifa dobrada, ou seja, mantenha a tabela1, que no ano passado rendeu R$ 350 milhões à Codesp, em Santos, e leve os armadores a pagarem pelo novo serviço aos concessionários privados.

Desta vez, é o vice-presidente executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), Luiz Fernando Resano, que alerta. “Apoiamos a privatização da dragagem, mas precisamos impedir que os usuários paguem em dobro pelo serviço”. Frisou ainda que armadores de cabotagem podem vir a ter de pagar por profundidades que não necessitam.

Sobre a navegação, Resano informa que o governo continua a estudar um modelo de estímulo à navegação entre portos nacionais, o Pró-Cabotagem, e, inclusive, contratou a empresa espanhola Idom, com recursos do Banco Mundial, para fazer a análise, via Secretaria de Portos.

Fonte: Monitor Mercantil/Sergio Barreto Motta

WILLIAMS BRASIL: EXPORTAÇÃO DE AÇÚCAR EM CONTÊINER SOBE NO 1º TRIMESTRE

O pico de exportações de açúcar em contêiner foi em março, com 185,98 mil toneladas (Foto: Manoel Marques/Ed. Globo)

O Brasil exportou 431,91 mil toneladas de açúcar em contêiner no primeiro trimestre deste ano, 9,85% mais na comparação com as 393,19 mil toneladas registradas em igual intervalo de 2014, de acordo com a agência marítima Williams Brasil.

O maior volume foi escoado pelo Porto de Santos, de onde saíram 377,65 mil toneladas, ou 87,43% do total. Logo em seguida vem o Porto de Suape, com 25,21 mil toneladas (5,84% do total).

No trimestre, o pico de exportações de açúcar em contêiner foi em março, com 185,98 mil toneladas. Janeiro foi o mês em que esse tipo de embarque registrou o menor volume, com 107,87 mil toneladas.

De acordo com a Williams Brasil, a África do Sul foi o principal comprador nos três primeiros meses do ano, com 57,21 mil toneladas, ou 13,25% do total. Na sequência estão Sri Lanka, com 52,42 mil toneladas (12,14%), e Iêmen, com 43,05 mil toneladas (9,97%).

Fonte:Por Estadão Conteúdo

TECON FARÁ EMBARQUE RECORDE DE SOJA POR CONTÊINER À ÁSIA.

SÃO PAULO - O Terminal de Contêineres de Rio Grande (Tecon), no Rio Grande do Sul, irá embarcar 7,7 mil toneladas de soja no segundo trimestre. Isso representará 275 contêineres, o maior embarque da commodity  já realizado por este formato pelo terminal, operado pelo Grupo Wilson Sons.

Os embarques, com destino a Xangai, na China, começaram no final de abril e têm previsão de seguir até junho.

Segundo Thierry Rios, diretor comercial do Tecon Rio Grande, o embarque de 275 contêineres de soja é um marco na atração de cargas agrícolas pelo terminal neste ano. Em abril, 3 mil toneladas de trigo ração já haviam sido escoadas via contêiner para o Vietnã, comercializadas pela Tradeagro. O terminal também desenvolveu no início do ano um projeto piloto para exportação de farelo de soja. Hoje essa carga passou a ser embarcada regularmente para a Alemanha.

“A soja é tradicionalmente movimentada em navios graneleiros, de carga solta, porém a tendência de conteinerização do grão e seus derivados é cada vez maior, tendo em vista os gargalos logísticos e as vantagens para os donos da carga e clientes no exterior”, diz o executivo.

Segundo traders, o transporte de grãos via contêiner não tem condições de concorrer com os navios graneleiros por operarem volumes menores — contratar um navio inteiro para o envio de grãos em contêiner é economicamente inviável. Mas grupos menores defendem o modelo como forma de atender clientes com encomendas específicas (“taylor made”) ou necessidades pontuais.

“Não é um negócio para as grandes tradings, mas traz benefícios como facilidade na distribuição e um melhor aproveitamento dos grãos que não sofrem alterações por condições climáticas”, diz Eduardo Figueiredo, presidente da Tradeagro, que auto-define a sua empresa como uma trading “boutique”. “No contêiner o cliente sabe exatamente o que está comprando, pois a carga não é misturada [com soja de outra procedência] e os contêineres são lacrados”.

O embarque de grãos via contêiner movimentou no ano passado 36,7 mil toneladas no país, contra 2,3 mil toneladas em 2010. Apesar do crescimento, esse modelo de transporte continua um grão de areia se comparado aos milhões de toneladas exportadas por navio graneleiros. A soja foi o  carro-chefe dos embarques, representando em torno de 20 mil toneladas. Paranaguá, Santos e São Francisco do Sul foram as principais portas de saída do produto em contêiner.

Além dos “pequenos”, que dominam esse mercado, a multinacional americana ADM  também realiza embarques por contêineres no país há alguns anos, como uma alternativa logística. A empresa, no entanto, não quis comentar.

Fonte: Valor Econômico